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Projeto Sindicato Protagonista registra adesão recorde com 105 sindicatos rurais no Paraná

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O Projeto Sindicato Protagonista inicia seu segundo ciclo com um número recorde de participantes: 105 sindicatos rurais do Paraná confirmaram adesão à iniciativa. As inscrições foram encerradas em 18 de julho, consolidando o crescimento do programa promovido pelo Sistema FAEP, que busca fortalecer e qualificar a atuação dos sindicatos rurais no estado.

Novidades do segundo ciclo e apoio financeiro

Uma das principais novidades desta edição é o apoio financeiro oferecido aos sindicatos que cumprirem as metas e critérios do planejamento estratégico. Diferentemente do primeiro ciclo, que exigia a constituição de comissões locais de mulheres para adesão, nesta fase todos os sindicatos rurais podem participar, ampliando o alcance do projeto.

De acordo com o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette:

“Como a iniciativa teve ótimos resultados no primeiro ciclo, decidimos ampliar o projeto, abrindo caminho para que todos participem. O beneficiado é o produtor rural.”

Valores e critérios para incentivos

O programa prevê incentivo financeiro de até R$ 5 mil por sindicato durante o ciclo, que vai até maio de 2026. O apoio será concedido de acordo com etapas de cumprimento das metas:

  • R$ 1 mil ao sindicato que apresentar seu plano de sustentabilidade com metas e ações definidas;
  • R$ 4 mil para aqueles que atingirem mais de 750 pontos, conforme regulamento, ao final do ciclo.
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Além do recurso financeiro, os sindicatos que cumprirem as metas receberão o selo Sindicato Protagonista, que será entregue durante a edição 2026 do Encontro Regional de Líderes Rurais.

Expectativas para o segundo ciclo

Meneguette destaca o potencial do projeto para fortalecer o setor:

“Tenho certeza de que, neste segundo ciclo, a iniciativa vai trazer resultados ainda mais expressivos, com o engajamento de mais produtores e o alcance dos objetivos, elevando o trabalho dos nossos sindicatos rurais a um nível de excelência.”

Sobre o Projeto Sindicato Protagonista

O projeto integra o Programa de Sustentabilidade Sindical (PSS) do Sistema FAEP e surgiu a partir de uma iniciativa da Comissão Estadual de Mulheres da FAEP (CEMF).

O Sindicato Protagonista oferece consultoria individualizada para cada entidade participante. Um consultor realiza diagnóstico estrutural do sindicato rural e, junto à equipe local, estabelece um plano de sustentabilidade, com metas e ações a serem implementadas ao longo do ciclo.

O encerramento do primeiro ciclo ocorreu durante as 11 edições do Encontro Regional de Líderes Rurais, realizadas em junho e julho deste ano em todo o Paraná.

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Com participação ampliada e incentivos financeiros, o segundo ciclo do Projeto Sindicato Protagonista reforça o compromisso do Sistema FAEP em qualificar e fortalecer a representatividade rural no Paraná.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Certificação da lã gaúcha avança com atualização técnica e reforço na rastreabilidade do setor ovino

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A cadeia produtiva da ovinocultura gaúcha segue investindo em qualidade, rastreabilidade e padronização para fortalecer a competitividade da lã brasileira no mercado. A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) promoveu uma atualização técnica com as comparsas certificadas pelo Programa de Certificação da Lã Gaúcha, reunindo equipes responsáveis pela esquila, classificação e certificação da produção.

O treinamento teve como objetivo alinhar procedimentos técnicos, reforçar os protocolos de qualidade exigidos pelo mercado e ampliar a capacitação dos profissionais que atuam diretamente no processo de certificação da lã no Rio Grande do Sul.

As comparsas são grupos especializados em esquila de ovinos e desempenham papel estratégico na manutenção da qualidade do velo, desde a propriedade rural até a comercialização final da produção.

Programa reforça auditoria permanente e controle da qualidade da lã

A atualização técnica foi conduzida pelo especialista Daniel Duarte, profissional com 25 anos de experiência na certificação da lã uruguaia e integrante do programa desde o início das atividades na Fronteira Oeste gaúcha.

Segundo o responsável pelo Programa de Certificação da Lã da Arco, Sérgio Muñoz, a escolha do instrutor considerou a experiência prática acumulada ao longo de décadas de atuação no setor.

“Trouxemos o Daniel como instrutor porque ele é uma referência em termos de trabalho e profissionalismo”, destacou.

Atualmente, 13 comparsas estão credenciadas para utilizar o selo da lã gaúcha, após validação técnica e cumprimento dos protocolos estabelecidos pela entidade. Conforme Muñoz, todas as equipes passam por auditorias permanentes para garantir a qualidade do serviço prestado.

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O sistema de certificação permite identificar cada lote produzido, assegurando rastreabilidade completa e acompanhamento contínuo da produção.

“Essas comparsas estão permanentemente sendo auditadas”, afirmou o gestor.

Compradores internacionais ajudam a validar padrão de qualidade

De acordo com a Arco, o retorno dos compradores de lã é um dos principais instrumentos de avaliação do programa de certificação. O acompanhamento da qualidade ocorre desde a origem da produção até o destino final da fibra comercializada.

“Quem nos dá principalmente o subsídio do trabalho, se está sendo bem feito ou não, são os compradores de lã”, ressaltou Muñoz.

O encontro também contou com a participação de representantes de empresas uruguaias compradoras de lã, que acompanharam de perto o modelo de certificação desenvolvido no Rio Grande do Sul.

Para a entidade, a presença internacional reforça o reconhecimento do mercado externo ao padrão de qualidade adotado pela ovinocultura gaúcha.

“As principais empresas compradoras de lã do Uruguai estiveram presentes no evento para ver a importância que estão dando ao nosso trabalho”, acrescentou.

Capacitação reforça exigências da indústria para lã limpa e rastreável

Além dos procedimentos de classificação e certificação, o treinamento abordou o correto preenchimento dos romanês — documentos que acompanham a lã certificada desde a propriedade rural até o destino final da carga.

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O objetivo foi reforçar a importância da emissão adequada das informações para garantir rastreabilidade, transparência e segurança comercial.

Segundo Daniel Duarte, a capacitação também esclareceu dúvidas técnicas relacionadas à preparação do velo dentro dos padrões exigidos pela indústria têxtil.

“Desde temas de barrigas, desbordes, velos A, velos B e velos inferiores, foram muitas perguntas a respeito, mas foi muito bom porque a indústria hoje exige tudo isso e exige o velo limpo”, explicou o instrutor.

Setor aponta necessidade de ampliar número de profissionais especializados

Durante o encontro, a Arco também alertou para a necessidade de ampliar a oferta de mão de obra especializada em algumas regiões do Estado. Áreas como a região das Missões já apresentam demanda crescente por comparsas capacitadas para atender a expansão da atividade ovina.

“Precisamos de mais comparsas. Existem regiões com bastante ovelha que estão desabastecidas”, afirmou Muñoz.

Para enfrentar o desafio, cursos de formação vêm sendo realizados em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), buscando ampliar o número de profissionais qualificados para atuar na certificação e manejo da lã gaúcha.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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