AGRONEGOCIOS
RAMAX-Group amplia parceria social no agro e fortalece combate à fome em comunidades tradicionais
AGRONEGOCIOS
Parceria conecta agronegócio a iniciativas de impacto social
A RAMAX-Group avança em sua estratégia de responsabilidade social ao consolidar a parceria com o Instituto Família Barrichello, entidade sem fins lucrativos dedicada ao desenvolvimento sustentável e à promoção da segurança alimentar em comunidades tradicionais.
A iniciativa, firmada no ano passado, ganha novos desdobramentos práticos e reforça a conexão entre o agronegócio brasileiro e ações de impacto social relevante, especialmente em regiões com desafios históricos relacionados ao acesso à alimentação.
Presença de Rubens Barrichello fortalece a iniciativa
Com o ex-piloto Rubens Barrichello como embaixador da marca, a parceria vai além do alinhamento institucional e passa a gerar resultados concretos em comunidades em situação de vulnerabilidade.
Segundo Bárbara Crevatin, Head de Marketing da RAMAX-Group, a iniciativa reflete o compromisso da empresa com a sociedade. A executiva destaca que a atuação no setor de alimentos amplia a responsabilidade da companhia em contribuir para causas sociais relevantes.
Projetos sociais chegam a comunidades indígenas e quilombolas
Entre as primeiras ações práticas está o Projeto Karu, que será implementado na aldeia Tupinambá da Serra do Padeiro, no sul da Bahia, e na aldeia Tekoa Pyau, localizada no Parque Jaraguá, na zona oeste de São Paulo.
A comunidade atendida reúne 344 pessoas — entre adultos, jovens e crianças — que enfrentam situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar.
Paralelamente, será lançado o Projeto Aquilombar, voltado a comunidades quilombolas, ampliando o alcance das ações do instituto.
Iniciativas atuam em múltiplas frentes de desenvolvimento
Os projetos desenvolvidos pela parceria atuarão em seis áreas principais:
- Agricultura familiar
- Saúde
- Educação
- Tecnologia
- Esporte
- Cultura e economia criativa
A proposta vai além do combate imediato à fome, buscando criar condições para o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento da autonomia das comunidades, respeitando suas tradições e promovendo o bem-estar integral.
Programa amplia rede de atuação e propõe mudança estrutural
Outro destaque é a implementação do Programa Mudança Sistêmica Fome Zero e Segurança Alimentar, que envolve empresas e investidores sociais com o objetivo de ampliar o alcance das ações.
A iniciativa busca promover maior conscientização social e estimular mudanças estruturais nos ecossistemas locais, substituindo práticas assistencialistas por soluções sustentáveis de longo prazo.
De acordo com Barrichello, o foco está em gerar impacto duradouro. O ex-piloto ressalta a importância de transformar o modelo de filantropia, priorizando estratégias que promovam autonomia e desenvolvimento contínuo das comunidades.
Parceria chega ao consumidor por meio das embalagens
A colaboração também está presente nos produtos da marca. As embalagens de carne da RAMAX já exibem o selo do instituto, indicando o apoio à causa e reforçando a mensagem de que o consumo pode contribuir para o combate à fome.
Segundo a empresa, essa estratégia aproxima o consumidor das ações sociais e amplia a conscientização sobre o papel de cada escolha na geração de impacto positivo.
Compromisso com transformação social no agro
Para a RAMAX-Group, a parceria representa um avanço na integração entre produção de alimentos e responsabilidade social. A iniciativa posiciona a empresa como agente ativo na busca por soluções para desafios estruturais do país, especialmente no que diz respeito à segurança alimentar e ao desenvolvimento sustentável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
MPA e MMA regulamentam a coleta embarcada de ova de peixe-voador
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) publicam a Portaria Interministerial MPA/MMA Nº 62, de 03 de Junho de 2026, que estabelece medidas de ordenamento, registro, monitoramento e controle da coleta embarcada de ovas de peixe-voador (Hirundichthys affinis e Cheilopogon cyanopterus) no Mar Territorial e na Zona Econômica Exclusiva da Região Nordeste do Brasil.
A norma representa importante avanço no processo de reconhecimento e organização de uma atividade pesqueira tradicional exercida há décadas por comunidades artesanais do litoral do Rio Grande do Norte e da Paraíba, que até então não possuía instrumento específico de ordenamento pesqueiro.
Para o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, a iniciativa reforça o compromisso do Governo Federal com a valorização da pesca artesanal. “O processo se deu por meio de muita escuta, reforçando a participação social nos processos de gestão pesqueira e a construção de soluções compatíveis com a realidade das comunidades pesqueiras tradicionais”.
A regulamentação cria mecanismos para monitoramento da atividade, controle da frota e rastreabilidade da produção. Isso vai permitir maior capacidade de acompanhamento pelos órgãos gestores. Também vai contribuir para a construção progressiva de informações técnicas sobre a pescaria.
Importância na economia
A coleta embarcada de ovas de peixe-voador possui relevante importância socioeconômica para comunidades pesqueiras artesanais da Região Nordeste, especialmente no litoral potiguar. Além da geração de renda direta para pescadores, pescadoras e suas famílias, a atividade movimenta cadeias produtivas relacionadas ao beneficiamento, comercialização e exportação do produto.
O processo de construção da regulamentação teve início após o recebimento, pelo MPA e MMA, de demandas apresentadas pelo próprio setor pesqueiro relacionadas, principalmente, às dificuldades enfrentadas na comercialização e exportação das ovas, em razão da ausência de regras específicas para a atividade. A partir disso, as equipes técnicas do MPA iniciaram processo de diálogo com pescadores e pescadoras artesanais, representantes do setor produtivo, pesquisadores e órgãos ambientais. O processo de escuta teve como objetivo compreender a dinâmica operacional da pescaria, sua cadeia produtiva e os principais desafios relacionados ao ordenamento da atividade.
Foram realizadas reuniões presenciais com pescadores artesanais no litoral do Rio Grande do Norte, consultas técnicas junto ao setor produtivo e reuniões no âmbito da Rede Pesca Brasil, incluindo discussões no Comitê Permanente de Gestão e do Uso Sustentável dos Recursos Pelágicos Norte e Nordeste (CPG Pelágicos N/NE) e em seu Grupo Técnico-Científico, coordenado pelo pesquisador Dr. Guelson Batista da Silva.
As discussões envolveram ainda equipes do MMA, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Segundo a coordenadora-geral de Gestão Participativa Costeira e Marinha da SNPA/MPA, Adayse Bossolani, a proposta busca compatibilizar o reconhecimento de uma atividade tradicional já existente com mecanismos de monitoramento e controle da frota e da produção. “A regulamentação busca organizar uma atividade que já ocorre historicamente na região, permitindo ampliar a capacidade de monitoramento, rastreabilidade e acompanhamento da produção, ao mesmo tempo em que reconhece a importância socioeconômica da pescaria para as comunidades artesanais envolvidas”, afirmou.
Principais medidas da regulamentação
A nova portaria estabelece critérios específicos para o exercício da coleta embarcada de ovas de peixe-voador por pescadores profissionais artesanais. Busca estruturar mecanismos iniciais de monitoramento e gestão da atividade.
A norma cria duas modalidades para a coleta embarcada de ovas de peixe-voador:
– 6.13: coleta embarcada de ovas de peixe-voador (Hirundichthys affinis e Cheilopogon cyanopterus), com utilização de atratores biodegradáveis e autorização complementar para rede de emalhe costeiro de superfície;
– 6.14: coleta embarcada de ovas de peixe-voador (Hirundichthys affinis e Cheilopogon cyanopterus), com utilização de atratores biodegradáveis e autorização complementar para covos ou manzuás.
A portaria autoriza a atividade exclusivamente para embarcações artesanais devidamente registradas no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), com arqueação bruta de até 20 AB e regularizadas perante a Autoridade Marítima para a área de navegação compatível com a atividade exercida.
A coleta deverá ser realizada por meio de atratores biodegradáveis, com recolhimento manual das ovas aderidas aos substratos utilizados durante a pescaria.
A norma também estabelece que o interessado em obter autorização de pesca para as modalidades de permissionamento deverá protocolar requerimento no site do MPA, por meio de peticionamento eletrônico, no prazo de até 15 dias corridos, contados da data de publicação desta Portaria. Acesse aqui o site com o requerimento.
No âmbito do permissionamento, a regulamentação institui modalidades específicas para embarcações que já atuam em pescarias relacionadas ao emalhe costeiro de superfície e ao uso de covos e manzuás, permitindo maior adequação do registro pesqueiro à realidade operacional atualmente observada na atividade.
Como medida inicial de controle e monitoramento da pescaria, a norma estabelece número limitado de autorizações para atuação na atividade, permitindo maior capacidade de acompanhamento da frota, da produção e do esforço pesqueiro pelos órgãos gestores. Ela cria mecanismos de rastreabilidade da produção, incluindo obrigações relacionadas à comercialização e ao registro da entrada do produto nas empresas adquirentes, contribuindo para maior formalização e controle da cadeia produtiva.
A norma prevê ainda o monitoramento contínuo da atividade e revisão das medidas de ordenamento até o final de 2027, a partir dos dados gerados durante o período inicial de implementação da pescaria monitorada.
Com a publicação da portaria, o MPA avança na estruturação de instrumentos voltados ao reconhecimento e à gestão de uma atividade tradicional da pesca artesanal nordestina, ampliando a capacidade de monitoramento da atividade, fortalecendo a rastreabilidade da produção e produzindo informações técnicas para o aperfeiçoamento futuro das medidas de ordenamento pesqueiro.
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet3 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé
-
Gourmet2 anos atrás
Salpicão
-
Gourmet2 anos atrás
Moqueca capixaba

