AGRONEGOCIOS
Reciprocidade: comitiva em Washington discute barreiras comerciais e produtores pedem calma
AGRONEGOCIOS
Uma comitiva de mais de cem representantes do setor produtivo brasileiro desembarca nesta semana em Washington para uma série de encontros com autoridades e empresários norte-americanos. A agenda antecede a audiência pública marcada para esta quarta-feira (3), no âmbito da investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que analisa a imposição de tarifas adicionais a produtos nacionais.
Em paralelo à mobilização internacional, entidades brasileiras reforçaram posicionamentos sobre a recém-regulamentada Lei nº 15.122/2025, que autoriza o país a aplicar medidas de reciprocidade comercial. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) destacou, em nota, que o uso precipitado do instrumento pode enviar sinais equivocados ao mercado e comprometer a estratégia de negociação. Para a bancada, é necessário agir com firmeza, mas com sensatez, assegurando estabilidade e previsibilidade ao setor produtivo em um momento de turbulência no comércio global.
O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) também apontou que a aplicação imediata da lei seria prematura, uma vez que ainda não ocorreu uma rodada bilateral de negociações formais entre Brasil e Estados Unidos. Já a Confederação Nacional da Indústria (CNI) reiterou a defesa do diálogo, lembrando que o objetivo central deve ser reverter tarifas ou ampliar exceções, sem ampliar tensões.
Enquanto isso, o governo brasileiro mantém consultas abertas na Organização Mundial do Comércio (OMC) e acompanha o processo com apoio de assessoria jurídica internacional. A expectativa é de que a atuação coordenada entre setor privado e governo contribua para reduzir barreiras e preservar o acesso dos produtos nacionais ao mercado norte-americano.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGOCIOS
Pesquisa e sustentabilidade ganham espaço na agenda da pesca na Amazônia
O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta quinta-feira (24), em Manaus (AM), uma série de compromissos voltados ao fortalecimento da pesquisa, da inovação e do desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura na Amazônia. A agenda incluiu reunião com a Reitoria da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), encontro com professores de Engenharia de Pesca e participação na abertura do II Congresso de Engenharia, Agronomia e Tecnologia do Amazonas (II CENATEC).
Durante a visita à UFAM, o ministro se reuniu com a reitora Tanara Lauschner para tratar de ações da universidade relacionadas aos impactos do El Niño na região. Segundo Edipo “o Governo Federal vem atuando em todas as frentes para salvaguardar a população ribeirinha e o povo da Amazônia”.
A agenda também teve diálogo com professores do curso de Engenharia de Pesca, com destaque para a análise dos resultados de dois Termos de Execução Descentralizada (TEDs) firmados entre o MPA e a instituição. Os projetos contemplam o Manejo Pesqueiro de Espécies Amazônicas Migratórias, e a Pesca Ordenada e Sustentável da Piracatinga. As iniciativas reforçam a cooperação entre governo e universidade na produção de conhecimento e no desenvolvimento de estratégias para o manejo sustentável dos recursos pesqueiros amazônicos.
A programação do ministro também incluiu a cerimônia de abertura do II CENATEC, que reúne estudantes, profissionais, pesquisadores, professores, empresas e representantes de instituições públicas e privadas das áreas de Engenharia, Agronomia e Tecnologia. No congresso, que também aborda temas relacionados à inovação, ao desenvolvimento tecnológico e à sustentabilidade na Amazônia, o ministro destacou as políticas públicas do Governo Federal no Amazonas e a representatividade feminina no setor e na liderança do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (CREA- AM).
“O Governo Federal dedica uma atenção muito especial ao Amazonas. Ao acompanharmos os debates sobre as BRs 319 e 174, além dos investimentos e realizações do Novo PAC na região — como as entregas das pontes sobre os rios Cruzá e Autaz-Mirim —, fica evidente que essas políticas dialogam com a verdadeira essência da engenharia. Nosso papel é sair da zona de conforto e construir um país melhor para a população.” afirmou Edipo.
Pesca e aquicultura no Amazonas
A agenda ocorre em um estado de grande relevância para a atividade pesqueira brasileira. O Amazonas possui 151.426 pescadores registrados, dos quais 44% são mulheres, além de 749 aquicultores registrados. O estado também contabiliza 82 indústrias de pescado registradas e produção anual de mais de 12 mil toneladas de pescado, segundo dados de 2024.
O estado também registrou a emissão de 551 licenças para pescadores esportivos, segmento que integra as diferentes atividades relacionadas ao uso sustentável dos recursos pesqueiros e ao desenvolvimento econômico da região.
Próximos compromissos
A agenda do ministro em Manaus continua nesta sexta-feira (25), com visita a uma fazenda de piscicultura e atividades relacionadas ao contrato de águas da União. Na sequência, Edipo Araujo terá visita institucional no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), ampliando o diálogo com instituições de pesquisa que atuam no desenvolvimento científico e tecnológico da região.
Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]



