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Reforma Tributária e relações trabalhistas no agro serão destaque no 10º CNMA
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O painel “Direito no Agro – Aspectos Fundamentais para os Produtores Rurais e o Mercado do Agronegócio: Reforma Tributária e Relações Trabalhistas” será uma das atrações do segundo dia do 10º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA). O evento ocorre nos dias 22 e 23 de outubro, no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP), e deve reunir mais de 3 mil mulheres nesta edição especial que comemora uma década do congresso.
Especialistas renomadas debatem legislação e impactos para o setor
Entre os participantes estão:
- Alessandra Okuma – advogada, mestre e doutora em Direito Tributário pela PUC-SP, presidente do Tax & Women;
- Fernanda Malta – head de Tributos da CHS América do Sul;
- Adriana Galvão – advogada, secretária-geral da OAB/SP e doutora em Direito pela PUC-SP.
O painel será moderado por Adriana Bandeira de Mello, advogada em Direito Tributário pela PUC-SP, mestre em Economia pela FGV/EESP e diretora de Tributos e Agronegócio da ANEFAC.
Reforma Tributária: mudança estrutural e impacto no agronegócio
A Reforma Tributária, aprovada em dezembro de 2024 e sancionada em janeiro de 2025, é considerada uma das alterações mais relevantes na legislação e economia brasileira dos últimos 35 anos. Segundo Adriana Bandeira de Mello, a reforma busca:
- Simplificar e uniformizar a arrecadação fiscal;
- Eliminar gargalos que geram tributação em cascata;
- Reduzir a evasão fiscal;
- Modernizar o sistema tributário brasileiro.
“Trata-se de um processo estrutural que vai demorar anos e altera toda a sistemática de faturamento da produção e comercialização do país, incluindo o agronegócio e a exportação. É fundamental que produtores e empresários se preparem, pois a fase de transição começa em janeiro de 2026”, explica a moderadora.
Legislação trabalhista no campo exige atenção
Além da tributação, a evolução da legislação trabalhista rural e o fortalecimento da fiscalização pelo Ministério do Trabalho e Emprego impactam diretamente produtores e empresas do agro. “Preparar-se é essencial para evitar riscos, custos adicionais e contingências trabalhistas desnecessárias”, alerta Adriana Bandeira de Mello.
Importância do painel para o CNMA 2025
Segundo Renata Camargo, gerente de Desenvolvimento e Novos Negócios do Transamerica Expo Center, o painel é um dos destaques do CNMA por abordar temas que são “dores” do setor e apresentar soluções práticas. “A reforma tributária é atual e relevante, e certamente despertará grande interesse entre os congressistas”, afirma.
Inscrições abertas para o CNMA 2025
A expectativa é reunir mais de 3 mil participantes na edição especial do CNMA. As inscrições estão abertas, com lote promocional disponível para interessadas no site oficial do evento.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Estoques de CPR somam R$ 600,3 bilhões em agosto
Os estoques de Cédula de Produto Rural (CPR), referentes a agosto de 2026, totalizaram R$ 600,3 bilhões, distribuídos em 359 mil cédulas. O ticket médio foi de R$ 1,67 milhão. Considerando os papéis emitidos entre julho e agosto, nos dois primeiros meses da safra 2026/27, foram registradas R$ 62,50 bilhões em novas CPR.
Os dados integram o Boletim de Finanças do Agro, divulgado mensalmente pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário da Secretaria de Política Agrícola.
Em relação à Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), os estoques do título totalizaram R$ 561,29 bilhões. Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% desse valor, equivalente a R$ 336,77 bilhões, deve ser direcionado ao financiamento ao setor agropecuário. Desse montante, ao menos 45%, correspondente a R$ 151,55 bilhões, deve ser destinado ao crédito rural oficial. Os valores consideram a safra atual e contratos ainda em aberto de safras anteriores.
O Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e o Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) registraram, em julho, estoques de R$ 174,95 bilhões e R$ 30,62 bilhões, respectivamente.
No caso dos Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagro), os dados de julho de 2026 indicam patrimônio líquido de R$ 65,78 bilhões, distribuídos entre 291 fundos.
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