AGRONEGOCIOS
Reposição bovina deve ganhar força no outono com alta demanda por terneiros
AGRONEGOCIOS
Demanda aquecida impulsiona mercado de reposição
As perspectivas para a pecuária de corte no Brasil indicam um cenário favorável ao longo do outono, especialmente no segmento de reposição. A avaliação é do leiloeiro e diretor da Trajano Silva Remates, Marcelo Silva, que destaca o aumento consistente na procura por terneiros.
Segundo ele, o movimento de mercado aponta para uma temporada de vendas aquecida, sustentada pelo interesse crescente de compradores em animais jovens.
Terneiros de qualidade lideram valorização
De acordo com Silva, a demanda atual tem favorecido principalmente os produtores que oferecem animais de padrão superior. Esses lotes têm apresentado maior liquidez e negociações mais rápidas.
Animais com melhor genética e qualidade vêm sendo comercializados com facilidade, refletindo o interesse dos compradores por reposição mais eficiente e produtiva.
Preços chegam a R$ 15/kg no Sul
No Sul do país, os valores pagos por terneiros de primeira linha já atingem cerca de R$ 15,00 por quilo à vista. No caso das fêmeas, os preços ficam em patamares um pouco menores, variando entre R$ 13,50 e R$ 14,00 por quilo.
Os números reforçam o cenário de valorização, especialmente para animais com maior padrão de qualidade.
Região Central registra cotações ainda mais elevadas
O comportamento de alta não se restringe ao Sul. Em outras regiões do Brasil, como o Centro do país, os preços dos terneiros já alcançam níveis ainda mais expressivos, chegando a cerca de R$ 18,00 por quilo.
Esse movimento indica um mercado firme e homogêneo, com valorização disseminada em diferentes praças pecuárias.
Expectativa é de uma temporada positiva no outono
Diante desse cenário, a expectativa do setor é de uma temporada de outono bastante favorável para a reposição na pecuária de corte.
A combinação entre oferta qualificada e demanda aquecida deve sustentar os preços em níveis elevados, garantindo boas oportunidades de comercialização para os produtores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A Palavra Aberta
-
MATO GROSSO3 anos atrás
Mar… ia
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet2 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé

