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Representantes de países africanos participam de reunião no Mapa para conhecer atuação das secretarias do Ministério
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Como parte da programação do II Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural, representantes de países africanos participaram, nesta sexta-feira (23), de uma reunião no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para conhecer as atividades desenvolvidas pelas secretarias da pasta.
Estiveram na abertura do encontro o secretário-executivo adjunto do Mapa, Cleber Soares; a secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli; o gerente de Agronegócios da ApexBrasil, Laudenir André Müller; e o presidente do Conselho de Administração (Consad) da Embrapa, Carlos Ernesto Augustin.
“Cada um dos nossos secretários vai apresentar a estrutura da sua secretaria, seus principais temas de atuação e como as equipes trabalham no dia a dia. Além disso, o presidente do Conselho da Embrapa, que é uma empresa vinculada ao Ministério da Agricultura, também trará um panorama das ações da Embrapa e das oportunidades para fortalecer a cooperação entre o Brasil, a Embrapa, o Mapa e os países africanos”, explicou Cleber Soares.
A partir das apresentações, os representantes africanos podem identificar as áreas com as quais podem estabelecer parcerias voltadas para o fortalecimento da produção agropecuária e aquícola, para a valorização da agricultura familiar, acesso a financiamento para o desenvolvimento rural e construção de soluções conjuntas em segurança alimentar.
Sobre o II Diálogo Brasil-África
O II Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate à Fome e Desenvolvimento Rural reuniu, ao longo desta semana, ministros da Agricultura de países africanos, autoridades brasileiras, representantes de organismos internacionais, bancos de desenvolvimento, instituições de pesquisa, organizações da agricultura familiar e do setor privado.
O objetivo do encontro foi promover o intercâmbio de experiências, tecnologias e políticas públicas bem-sucedidas, com foco no fortalecimento da produção agropecuária e aquícola, na valorização da agricultura familiar, no acesso a financiamento para o desenvolvimento rural e na construção de soluções conjuntas para a segurança alimentar.
A programação começou na segunda-feira (19), com a cerimônia de boas-vindas no Palácio do Itamaraty, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, recepcionando as delegações africanas.
Na terça (20) e quarta-feira (21), os participantes visitaram instituições como a Embrapa, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e cooperativas agrícolas, conhecendo de perto experiências brasileiras de sucesso na produção sustentável e nas políticas públicas de apoio ao setor rural.
Ainda na quarta-feira, o ministro Carlos Fávaro, acompanhado da primeira-dama Janja Lula da Silva, apresentou a ministros da União Africana, em visita de campo a Petrolina (PE), tecnologias desenvolvidas para o semiárido. A comitiva conheceu a experiência da Embrapa Semiárido e soluções em agricultura irrigada, fruticultura e convivência com a seca, fortalecendo a cooperação internacional em segurança alimentar.
O encerramento oficial das atividades ocorreu na quinta-feira (22), no Palácio do Itamaraty, em Brasília, com o Diálogo Ministerial, que contou com debates, painéis temáticos e a assinatura de atos de cooperação entre o Brasil e países africanos.
Informação à imprensa
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Ácaro-rajado no mamão: praga pode reduzir produtividade e exige manejo integrado no pomar
A presença do ácaro-rajado (Tetranychus urticae) tem se consolidado como um dos principais desafios fitossanitários na cultura do mamoeiro. A praga compromete o desenvolvimento das plantas, reduz a produtividade e pode gerar perdas significativas na qualidade dos frutos, especialmente em períodos de clima quente e seco.
Os danos começam com manchas amareladas nas folhas, evoluindo para necrose, desfolha intensa e redução do tamanho dos frutos. O resultado é queda direta na produtividade e na padronização comercial do mamão.
Segundo especialistas, o ácaro pode ocorrer durante todo o ano, com maior pressão em condições climáticas favoráveis ao seu desenvolvimento. O inseto se instala inicialmente na face inferior das folhas, próximo às nervuras, e rapidamente se espalha pela planta quando não controlado.
Manejo do ácaro-rajado no mamão exige atenção constante do produtor
De acordo com orientações técnicas compartilhadas por Alexandre Hanazaki, gerente de desenvolvimento de produtos da East-West Seed, o controle eficiente do ácaro-rajado depende de um conjunto de práticas preventivas e monitoramento frequente da lavoura.
1. Eliminação de plantas daninhas
O primeiro passo no manejo é a eliminação de plantas daninhas, que podem servir de hospedeiras para o ácaro-rajado.
A manutenção da área limpa reduz a pressão da praga e diminui a chance de reinfestação no pomar de mamão.
2. Monitoramento constante das folhas
O acompanhamento frequente da lavoura é fundamental para identificar precocemente a presença do ácaro.
A recomendação é observar principalmente a face inferior das folhas, onde a praga se concentra inicialmente. Ao identificar a infestação, o controle deve ser iniciado de forma imediata e em área total.
3. Escolha de materiais mais tolerantes
O uso de variedades mais tolerantes também é uma estratégia importante no manejo integrado.
A cultivar Sabrosa, da East-West Seed, é citada como alternativa com maior tolerância ao ácaro-rajado. Segundo a empresa, o material apresenta maior massa foliar e folhas mais espessas, o que dificulta o ataque da praga.
4. Uso correto de defensivos e equilíbrio nutricional
O controle químico deve ser realizado com produtos registrados para a cultura do mamão, priorizando estratégias adequadas de manejo.
Produtos como enxofre e calda sulfocálcica podem atuar como repelentes, além da possibilidade de adoção de controle biológico.
Por outro lado, o uso de piretróides e organofosforados deve ser evitado, pois pode afetar inimigos naturais e favorecer o desequilíbrio populacional do ácaro-rajado.
Outro ponto de atenção é a nutrição da planta: o excesso de nitrogênio pode favorecer o desenvolvimento da praga, exigindo manejo equilibrado.
Variedade Sabrosa se destaca por produtividade e qualidade de frutos
Além da tolerância ao ácaro-rajado, o mamão Sabrosa apresenta outras características agronômicas relevantes, segundo a empresa.
Entre os principais destaques estão o maior vigor vegetativo, melhor enfolhamento e tolerância a doenças foliares como pinta-preta e mancha-de-corynespora.
Outro diferencial é o porte baixo das plantas, que facilita a colheita manual por mais tempo, reduzindo custos operacionais em comparação a variedades mais altas, que exigem estruturas auxiliares para colheita.
Padronização e precocidade aumentam eficiência comercial
A cultivar também se destaca pela alta padronização dos frutos, reduzindo perdas por variação de tamanho e facilitando a comercialização em caixas, modelo predominante no mercado.
Segundo Hanazaki, essa uniformidade melhora a eficiência logística e a aceitação comercial do produto.
A precocidade é outro ponto forte: as plantas iniciam a floração cerca de 30 dias após o transplantio, com início da colheita em aproximadamente seis meses.
Além disso, os frutos apresentam boa qualidade sensorial, com polpa de coloração atrativa e sabor valorizado pelo mercado consumidor.
Manejo integrado é decisivo para proteger a safra de mamão
O controle do ácaro-rajado exige estratégia integrada, combinando monitoramento, manejo cultural, uso correto de defensivos e escolha de materiais mais tolerantes.
Em um cenário de alta exigência de qualidade e produtividade, a adoção dessas práticas é fundamental para reduzir perdas e garantir maior rentabilidade ao produtor de mamão.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

