CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Rotas cervejeiras impulsionam o turismo gastronômico em Curitiba e região metropolitana

Publicados

AGRONEGOCIOS

Destaque para Curitiba e sua Rota Cervejeira

A capital paranaense é um dos principais centros do turismo cervejeiro do país, com a Rota Cervejeira de Curitiba oferecendo um itinerário que atravessa 17 bairros e reúne mais de 20 pubs, bares e microcervejarias. O projeto conecta turistas, entusiastas e profissionais ao universo das cervejas artesanais produzidas localmente. Criado em 2024 pela Associação das Microcervejarias do Paraná (Procerva), o roteiro conta com o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria do Turismo (Setu-PR) e do programa Viaje Paraná.

Pinhais fortalece o setor com a Rota da Cerveja Artesanal

Na Região Metropolitana, o município de Pinhais também se destaca com a Rota da Cerveja Artesanal. O percurso integra sete empreendimentos e representa uma alternativa atrativa a apenas 10 quilômetros do Centro de Curitiba e 18 quilômetros do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais.

Segundo Irapuan Cortes, diretor-presidente do Viaje Paraná, a valorização dos atrativos locais contribui para a regionalização do turismo. “Municípios que não têm grande apelo turístico podem transformar sua cultura em novos produtos, como as rotas cervejeiras. O visitante que conhece Curitiba pode facilmente estender o passeio a Pinhais e ainda explorar outros pontos como o Caminho do Vinho, em São José dos Pinhais”, destacou.

Segunda edição do tour cervejeiro de Pinhais

Como parte da iniciativa, a cidade realiza no próximo sábado (26) a segunda edição do Tour da Rota da Cerveja Artesanal, com inscrições abertas a partir do meio-dia desta quinta-feira (24). Organizado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação (Semde) e pelo Departamento de Turismo, o passeio é gratuito e tem duração aproximada de quatro horas.

Leia Também:  Café e cachaça brasileiros ganham destaque em evento na África do Sul

O tour é realizado por meio da Linha Turismo de Pinhais e inclui visitas às cervejarias Yellow Bird, Way Beer e Rubira. Além disso, haverá paradas no Parque das Águas – onde está localizada a escultura do Caneco, símbolo da rota – e no Bosque Municipal. A primeira edição do passeio ocorreu em abril, levando 25 pessoas às cervejarias Coice da Mula, Lobos e Ovelha. A expectativa é que o evento passe a integrar mensalmente o calendário turístico da cidade.

Pinhais: pequeno em território, grande em cerveja

Apesar de ser o menor município do Paraná em extensão territorial, com cerca de 60 km², Pinhais tem se destacado como polo cervejeiro desde a promulgação da Lei Municipal nº 1834, em 2017, que instituiu a Rota da Cerveja Artesanal. A iniciativa atraiu novos investimentos e fortaleceu a economia local.

“Além de atrair visitantes, as cervejarias geram emprego e renda. A rota tornou-se um produto turístico relevante, somando cultura, história, gastronomia e qualidade”, explica Fabiana Moraes, diretora do Departamento de Turismo do município.

Heineken e Foz do Iguaçu também entram na rota do turismo cervejeiro

Em 2024, a gigante Heineken também investiu no turismo cervejeiro com a criação da experiência Inside the Star, oferecida em sua unidade em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. A planta paranaense é a maior produtora de Heineken e Heineken 0.0 da marca no Brasil e, junto com a fábrica de Jacareí (SP), é uma das únicas do país a oferecer esse tipo de visita guiada.

Leia Também:  Dia da Regularização Fundiária é comemorado com a entrega de títulos

Outro exemplo vem do Oeste paranaense, em Foz do Iguaçu. A cervejaria 277 Craft Beer recebeu destaque nacional ao conquistar a medalha de prata na 4ª Copa Cerveja Brasil, promovida pela Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), realizada em São Paulo. O rótulo premiado, Canoa Quebrada, representou uma entre as mais de mil amostras inscritas por 135 cervejarias do país.

Desde 2019, as cervejarias paranaenses já conquistaram mais de 240 medalhas em premiações nacionais, como o Festival Brasileiro da Cerveja – o maior do segmento no Brasil – segundo dados da Procerva.

Setor em expansão: Paraná entre os líderes nacionais

De acordo com a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), o Paraná se destaca como um dos estados com maior número de cervejarias registradas no país. Em 2024, são mais de 170 estabelecimentos no setor, com uma produção anual estimada em 7,8 milhões de litros.

Esse crescimento reforça a importância das rotas cervejeiras como estratégia para fortalecer o turismo, gerar emprego e valorizar os produtos locais, consolidando o Paraná como uma referência nacional no setor.

Faça sua inscrição!

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

1º de maio de 2026: o agronegócio brasileiro ganha acesso a um mercado de R$ 130 trilhões

Publicados

em

Após mais de duas décadas de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entra em vigor de forma provisória nesta sexta-feira (1º), conectando o agronegócio brasileiro a um mercado estimado em mais de R$ 130 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB) e cerca de 700 milhões de consumidores. Na prática, o tratado inaugura uma nova etapa de inserção internacional do agro, com redução de tarifas, padronização de regras e maior previsibilidade para exportadores.

O impacto potencial é direto: mais de 80% das exportações brasileiras para o bloco europeu passam a contar com tarifa de importação zerada, segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria. Com a entrada em vigor do acordo, a fatia das importações globais cobertas por acordos comerciais do Brasil pode saltar de cerca de 9% para mais de 37%, ampliando significativamente o alcance dos produtos nacionais.

No campo, o efeito é duplo. De um lado, a redução de custos de entrada tende a aumentar a competitividade do produto brasileiro, especialmente em cadeias com forte presença no comércio exterior, como café, suco de laranja, frutas, celulose e proteínas animais. De outro, a harmonização de regras técnicas e sanitárias reduz incertezas e facilita contratos de longo prazo, elemento crítico para investimentos e planejamento produtivo.

Leia Também:  Começa o vazio sanitário no RS e outros 21 estados

Produtos agrícolas já competitivos ganham tração adicional. O café — principal item da pauta brasileira — mantém acesso livre de tarifas, enquanto derivados, como o café solúvel e torrado, passam a entrar com custo reduzido. No segmento de frutas, a abertura é ainda mais relevante: itens como uva têm tarifa zerada imediatamente, enquanto abacate, limão, melão, melancia e maçã entram em cronogramas de desgravação que variam de quatro a dez anos. A janela comercial é favorecida pela complementaridade entre as safras — o Brasil exporta, em grande medida, na entressafra europeia.

O acordo também elimina tarifas para mais de 5 mil produtos do Mercosul, incluindo sucos, pescados, óleos vegetais e parte relevante dos produtos industrializados de base agropecuária. No conjunto, cerca de 77% dos itens agrícolas exportados ao bloco europeu terão tarifa zerada ao longo do período de transição.

Há, contudo, limites relevantes. Cadeias consideradas sensíveis pela Europa — como carne bovina, frango e suínos — permanecem sujeitas a cotas tarifárias. Isso significa que a redução de impostos está condicionada a volumes pré-definidos, refletindo a pressão de produtores europeus, que veem o avanço do agro sul-americano como concorrência direta.

Leia Também:  Portos do Arco Norte superaram Santos e Paranaguá em 2024

Mesmo com resistências políticas e questionamentos ambientais que ainda tramitam em instâncias europeias, a aplicação provisória já permite a ativação dos principais mecanismos comerciais. Para o Brasil, o movimento representa mais do que ganho tarifário imediato: sinaliza abertura de um dos mercados mais exigentes do mundo, com potencial de elevar padrões, atrair investimentos e consolidar cadeias de valor.

No curto prazo, o desafio será operacional. A ampliação do acesso exige adequação a requisitos técnicos, rastreabilidade e logística eficiente — fatores que, na prática, definem a capacidade de capturar esse novo mercado. No médio prazo, o acordo reposiciona o agro brasileiro em uma geografia comercial mais ampla, menos dependente de poucos destinos e com maior previsibilidade regulatória.

Em síntese, a entrada em vigor do tratado não altera apenas tarifas. Ela redesenha o ambiente de negócios do agro, ao inserir o Brasil de forma mais competitiva em um dos maiores e mais sofisticados mercados consumidores do planeta.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA