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Safra de algodão 2024/25 inicia colheita com expectativa de produção recorde, mas negociações no mercado seguem lentas
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Colheita da nova safra começa no Brasil
A colheita da safra de algodão 2024/25 já teve início em algumas regiões do país, ainda que de forma gradual. A temporada é marcada por uma expectativa otimista, com possibilidade de alcançar uma produção recorde.
Negociações no mercado doméstico permanecem lentas
Apesar da entrada da nova safra, as negociações no mercado spot brasileiro continuam em ritmo lento, com preços estáveis. Esse comportamento se deve, principalmente, à desvalorização do dólar frente ao real, que tem pressionado a paridade de exportação. Além disso, a queda nas cotações internacionais do algodão tem afastado vendedores domésticos de realizarem novos negócios.
Compradores atuam com cautela
Os compradores, por sua vez, permanecem ativos no mercado spot apenas para atender demandas mais urgentes de reposição de estoques, evitando movimentações maiores diante do cenário atual.
Revisão positiva na produção pelo Governo
Em relatório divulgado no dia 12 de junho, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou a estimativa de produção brasileira de algodão para a safra 2024/25. A previsão atual indica um aumento de 0,2% em relação aos dados de maio deste ano e de 5,7% na comparação com a safra anterior, podendo alcançar 3,913 milhões de toneladas de pluma.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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El Niño 2026 acende alerta no agro: clima irregular e risco crescente exigem cautela no campo
Mercado Externo: clima global sinaliza transição e maior volatilidade
As projeções climáticas globais apontam para um período de transição no sistema El Niño–Oscilação Sul (ENOS), com predominância de neutralidade entre o outono e o início do inverno no Hemisfério Sul. Modelos internacionais indicam cerca de 60% de probabilidade de neutralidade entre março e maio, subindo para 70% entre abril e junho, cenário que deve se estender até julho.
No entanto, há um sinal crescente de aquecimento no Pacífico Equatorial ao longo do segundo semestre de 2026, elevando o risco de formação de um novo El Niño. Paralelamente, anomalias positivas na temperatura da superfície do mar também são observadas em outras regiões, como o Atlântico Sul, ampliando os efeitos sobre o clima global.
Mercado Interno: irregularidade climática desafia planejamento agrícola
No Brasil, o cenário reforça a necessidade de cautela no agronegócio. A combinação entre neutralidade do ENOS e o aquecimento global tende a gerar chuvas irregulares, temperaturas acima da média e impactos desiguais entre regiões produtoras.
A irregularidade espacial e temporal das precipitações surge como o principal desafio no curto prazo. Enquanto algumas áreas podem registrar volumes acima da média, outras enfrentam estiagens localizadas, dificultando o planejamento das atividades no campo.
Além disso, episódios recentes de excesso de chuva em estados como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais evidenciam que o problema não é apenas a falta, mas também o excesso de precipitação, que pode atrasar colheitas e comprometer janelas de plantio.
Preços: clima aumenta risco de volatilidade nas commodities
O cenário climático mais instável tende a elevar a volatilidade nos mercados agrícolas. A incerteza sobre produtividade, especialmente em culturas sensíveis ao regime hídrico, pode impactar diretamente a formação de preços.
Culturas como milho safrinha, café e cana-de-açúcar ficam no radar dos investidores, já que oscilações climáticas podem influenciar tanto a oferta quanto a qualidade da produção, refletindo nas cotações internas e externas.
Indicadores: sinais mistos entre recuperação e risco produtivo
Apesar das incertezas, a umidade acumulada nos últimos meses favorece a perspectiva de uma supersafra de grãos em 2025/2026. Esse cenário também contribui para a recuperação parcial de culturas perenes, como café e cana, especialmente em regiões com melhor reposição hídrica.
Por outro lado, há preocupação com a safrinha de milho. A possível intensificação da corrente de jato subtropical pode dificultar o avanço de frentes frias, reduzindo chuvas no Centro-Oeste e Sudeste e antecipando o fim do período chuvoso em estados estratégicos como São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná.
Esse movimento pode comprometer fases críticas do desenvolvimento das lavouras, afetando produtividade e formação de biomassa.
Análise: segundo semestre exige atenção redobrada do agro
O segundo semestre de 2026 entra no radar como um período de maior risco climático. A possível combinação entre El Niño e o Dipolo Positivo do Índico (+IOD) pode intensificar eventos extremos, com maior probabilidade de seca em regiões da Oceania e também no Norte e Nordeste do Brasil.
Esse cenário aumenta o risco para cadeias agrícolas estratégicas e pode gerar impactos relevantes sobre oferta global e preços. Diante disso, especialistas reforçam a importância de uma gestão ativa de risco climático, com planejamento mais conservador e estratégias que considerem maior margem de segurança.
Em um ambiente climático cada vez mais errático, decisões no campo precisam ir além dos padrões históricos e incorporar a crescente incerteza como fator central na estratégia produtiva.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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