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Safra de Cenoura 2024/25 em São Gotardo apresenta preços baixos, preocupando produtores

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A intensificação da colheita em abril gerou uma pressão negativa nas cotações da raiz, impactando diretamente a rentabilidade dos agricultores da região. Com preços significativamente inferiores aos de 2023, os produtores enfrentam um cenário desafiador à medida que se aproximam da temporada de inverno.

Preços da cenoura caem drasticamente em relação ao ano passado

A cenoura colhida na safra de verão 2024/25 tem sido comercializada com valores consideravelmente baixos. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a caixa de cenoura “suja” de 29 kg foi negociada por R$ 15,25 em abril de 2025. Esse valor está muito abaixo dos R$ 108,00 por caixa registrados no mesmo período de 2024.

O impacto das colheitas intensificadas

O principal fator que contribuiu para essa queda acentuada no preço foi a intensificação da colheita, que começou a ocorrer em abril. A grande oferta de produto no mercado pressionou as cotações para baixo, agravando ainda mais a situação financeira dos produtores.

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Contexto atípico na safra anterior

Vale destacar que o ciclo de 2023/24 foi atípico para a cenoura, com uma oferta bastante restrita e qualidade comprometida devido às chuvas volumosas nas lavouras desde o início da semeadura. Esse cenário contribuiu para uma escassez de produto no mercado, resultando em preços mais elevados, o que contrastou com os preços baixos registrados neste ano.

Expectativa incerta para a temporada de inverno

Diante dessa realidade, os produtores de cenoura de São Gotardo enfrentam um cenário de grande incerteza. Muitos estão desanimados e preocupados com o futuro próximo, especialmente com o início da temporada de inverno, quando tradicionalmente o consumo de cenouras tende a aumentar. A expectativa é que a safra de inverno possa ajudar a estabilizar os preços, mas os produtores permanecem cautelosos, dado o histórico recente de desafios climáticos e de mercado.

A safra de cenoura 2024/25 em São Gotardo reflete um quadro de preços baixos e incertezas para os produtores. A expectativa é que o início da temporada de inverno traga alguma melhoria, mas os agricultores permanecem apreensivos diante de um cenário de oscilações constantes nas cotações e nas condições de produção.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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