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Santa Catarina Destaca-se no Agronegócio: Exportações, Emprego e Diversificação são os Principais Fatores

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Em evento realizado em Chapecó, no dia 25 de março, a Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) apresentou o Mapa do Agronegócio Catarinense, uma análise inédita sobre a relevância e o impacto do setor agropecuário no estado. O estudo revela que, em 2023, a produção agropecuária do estado alcançou R$ 87,3 bilhões, enquanto as exportações, em 2024, somaram R$ 62,8 bilhões, representando 70% do total exportado por Santa Catarina.

Um Setor que Gera Emprego e Impulsiona a Economia

O agronegócio catarinense é responsável por 553 mil empregos formais, mas esse número se eleva para mais de 1 milhão quando se considera a mão de obra informal, o que corresponde a 20% do total de trabalhadores no estado. Com 38 mil estabelecimentos rurais, o setor reflete uma parte significativa da economia estadual, representando 14% do total de empreendimentos. O presidente da FACISC, em seu discurso de lançamento, enfatizou que o Mapa do Agro é uma ferramenta poderosa para orientar mudanças e fomentar novos investimentos em Santa Catarina, destacando que o desenvolvimento do estado depende da participação ativa de todos os envolvidos no processo.

Análise Detalhada da Produção e Potencial de Crescimento

O Mapa, elaborado com dados de órgãos como o IBGE, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), proporciona um panorama detalhado sobre a produção agrícola, a pecuária, as exportações e as principais regiões produtoras. Lenoir Broch, diretor de Ferrovias e Agronegócio da FACISC, ressaltou que o estudo também analisa os setores primário, secundário e terciário, evidenciando a diversificação da produção e a importância dos investimentos para melhorar a infraestrutura logística do estado, que ainda enfrenta desafios.

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Tecnologia e Equipamentos: Impulsionando a Competitividade Catarinense

Segundo Mariana Guedes, economista da FACISC, o investimento em tecnologia e equipamentos modernos é essencial para garantir a evolução contínua do agronegócio catarinense. O estado já se destaca na produção de maquinários para os setores agrícola e industrial, mas é necessário avançar na produção e na modernização dessas máquinas, como exemplificado pelas extratoras agrícolas do Sul e as máquinas de alimentos do Oeste.

Diversificação Regional: Santa Catarina como Referência Nacional

O estudo destaca que cada mesorregião de Santa Catarina possui especializações que contribuem para a diversidade produtiva do estado. O Oeste catarinense, por exemplo, se sobressai com produtos de origem animal e uma indústria de alto valor agregado, enquanto a Serra se destaca pela produção de maçãs e pinus, com a região de São Joaquim tendo até selo de Indicação Geográfica (IG). O Norte catarinense se destaca na produção de bananas e têxtil, e o Vale do Itajaí é referência na produção de cebolas e hortaliças.

No Sul e na Grande Florianópolis, a produção de produtos de alto valor agregado, como a tilápia e as ostras, também se destaca no cenário nacional. O investimento na melhoria contínua da qualidade e nos processos produtivos tem sido essencial para manter a competitividade do estado nesses segmentos.

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A Visibilidade do Setor e a Direção para o Futuro

O presidente da FACISC, Elson Otto, afirmou que o objetivo do Mapa é destacar a importância do agronegócio catarinense na criação de empregos e no fortalecimento da competitividade global. O estudo não só oferece uma visão detalhada do setor, mas também serve como um guia para os próximos passos no planejamento e desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.

O Mapa do Agronegócio Catarinense é agora uma ferramenta pública acessível para empresários, produtores e gestores públicos, oferecendo um suporte essencial para as decisões estratégicas do setor.

Investimentos e Infraestrutura: Desafios a Superar

O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Edi Dalla Cort, destacou que o mapa contribui para um planejamento mais eficiente para a melhoria contínua do estado. Em um cenário onde a logística é apontada como um desafio constante, o secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, ressaltou que os investimentos em infraestrutura são essenciais para que Santa Catarina continue sendo um destaque no agronegócio. O estado está implementando projetos para otimizar o funcionamento das ferrovias, que são cruciais para o escoamento da produção agropecuária.

O estudo reflete o dinamismo e a diversidade de um setor que, mesmo diante dos desafios, continua a ser um pilar fundamental da economia catarinense, com grande potencial de crescimento e inovação.

Mapa do Agro de SC

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova taxa e impacto sobre exportações pode chegar a R$ 23 bilhões

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A nova ofensiva comercial dos Estados Unidos contra o Brasil abriu um período de incerteza para o agronegócio nacional (leia aqui). Depois da proposta de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, o governo americano anunciou no final da tarde desta terça-feira (02.06) uma segunda investigação – agora por trabalhos forçados – que poderá acrescentar mais 12,5% de sobretaxa sobre mercadorias provenientes do Brasil. Se as duas medidas forem confirmadas, parte das exportações brasileiras para o mercado americano poderá enfrentar uma carga adicional de até 37,5%.

Embora as tarifas ainda dependam de consultas públicas e decisões previstas para julho, especialistas avaliam que o simples avanço das propostas já produz efeitos sobre o comércio internacional. Empresas exportadoras passam a rever contratos, compradores buscam alternativas de fornecimento e setores mais dependentes do mercado americano entram em estado de atenção.

Os cálculos divulgados até o momento indicam que a tarifa de 25% poderá reduzir as exportações brasileiras entre R$ 13 bilhões e R$ 23 bilhões por ano. A perda não corresponde ao valor das tarifas cobradas pelos Estados Unidos, mas ao volume de negócios que poderá deixar de ser realizado em razão da perda de competitividade dos produtos brasileiros.

Para o agronegócio, o cenário é menos dramático do que para alguns segmentos industriais, mas está longe de ser irrelevante. Isso porque os Estados Unidos figuram entre os principais compradores de diversos produtos agropecuários brasileiros e representam um mercado estratégico para cadeias de maior valor agregado.

A boa notícia é que muitos produtos de interesse do agro aparecem entre as exceções discutidas pelo governo americano. Café, frutas, cereais, sementes, oleaginosas e determinadas categorias de carnes estão entre os itens que podem permanecer fora da tarifa principal de 25%. Também foram mencionadas exceções para alguns produtos agrícolas na investigação relacionada ao trabalho forçado.

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Mesmo assim, o setor acompanha com cautela a evolução das negociações. Isso porque as exceções ainda podem sofrer alterações durante o processo de consulta pública. Além disso, uma vez concluídas as investigações, novas rodadas de sanções podem atingir produtos específicos ou setores considerados sensíveis pelos Estados Unidos.

Entre as cadeias que merecem maior atenção está a da carne bovina. O produto foi citado no relatório americano sobre trabalho forçado como um dos setores globais considerados suscetíveis a riscos na cadeia produtiva. Embora isso não represente uma restrição imediata às exportações brasileiras, o tema passa a integrar a agenda comercial entre os dois países e poderá gerar novas exigências de rastreabilidade e conformidade.

A situação é diferente para commodities agrícolas com forte demanda internacional. Produtos como café, soja e outras matérias-primas possuem mercados alternativos consolidados, especialmente na Ásia, no Oriente Médio e na União Europeia. Caso parte das vendas aos Estados Unidos seja reduzida, existe espaço para redirecionamento de cargas, ainda que nem sempre nas mesmas condições comerciais.

O principal impacto para o produtor rural tende a ocorrer de forma indireta. Uma redução das exportações pode pressionar preços internos em determinados segmentos, afetar margens das indústrias exportadoras e aumentar a volatilidade cambial. Ao mesmo tempo, a busca por novos mercados pode acelerar acordos comerciais e fortalecer a presença brasileira em destinos que vêm ampliando suas compras de alimentos.

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Outro fator relevante é a diferença entre os setores afetados. As projeções indicam que máquinas agrícolas, equipamentos industriais, produtos de madeira processada e manufaturados devem concentrar as maiores perdas. No agronegócio, os efeitos tendem a variar de acordo com o grau de dependência de cada cadeia em relação ao mercado americano e à existência de compradores alternativos.

A nova investigação relacionada ao trabalho forçado amplia ainda mais a preocupação dos exportadores. O governo americano argumenta que diversos países, incluindo o Brasil, não possuem mecanismos suficientemente eficazes para impedir a entrada de produtos fabricados sob essas condições. Por isso, propôs uma sobretaxa adicional de 12,5% para mercadorias provenientes dessas nações.

Caso a medida avance, parte dos produtos brasileiros poderá enfrentar uma das maiores cargas tarifárias dos últimos anos no mercado americano. Ainda assim, especialistas avaliam que o risco mais relevante para o agronegócio não está apenas na tarifa em si, mas na insegurança comercial gerada pela sucessão de investigações e ameaças de sanções.

Até a conclusão das consultas públicas previstas para julho, o setor produtivo acompanha as negociações diplomáticas na expectativa de que as exceções para produtos agropecuários sejam mantidas. Para o agro brasileiro, que exporta para mais de 180 países, a capacidade de diversificar mercados continua sendo a principal ferramenta para reduzir os impactos de eventuais barreiras comerciais e preservar a competitividade internacional.

Fonte: Pensar Agro

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