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Santa Gertrudis se destaca no RS pela rusticidade e resistência ao carrapato

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A raça Santa Gertrudis tem se consolidado como uma alternativa eficiente para produtores do Rio Grande do Sul que enfrentam a infestação de carrapatos bovinos, um dos principais desafios sanitários da pecuária local. Segundo estudo recente da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI/DDPA), apenas um parasita pode reduzir em 1,6 g/dia o ganho de peso de novilhas, resultando em perdas de até 4 kg em 10 dias nos períodos de maior infestação.

Cresce a procura pela raça no Sul do Brasil

Com pelo curto, rusticidade e resistência natural a parasitas, o Santa Gertrudis se mostra vantajoso no cruzamento com taurinos europeus, predominantes no estado, ajudando a reduzir problemas sanitários e facilitando o manejo.

Segundo a Associação Brasileira de Criadores de Santa Gertrudis (ABSG), a demanda pela raça vem crescendo na região. “A cada safra temos observado mais produtores buscando o Santa Gertrudis para o cruzamento industrial. A rusticidade, fertilidade e capacidade de adaptação fazem diferença diante de mudanças climáticas e desafios sanitários. É um animal que agrega produtividade e qualidade de carne”, afirma Anderson Fernandes, presidente do Conselho Técnico da raça.

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Seleção genética garante desempenho e resistência

Para José Arnaldo Amstalden, superintendente técnico da ABSG, o diferencial da raça está na consistência da seleção. “O Santa responde muito bem a campo e mantém eficiência em sistemas a pasto. É uma genética que alia desempenho produtivo e resistência, fundamental para a realidade do Sul do país”, explica, destacando o Programa de Melhoramento Genético (PMG), desenvolvido há 30 anos em parceria com a Embrapa Geneplus.

Expointer 2025 valoriza a raça no mercado

A 48ª Expointer, que inicia nesta semana em Esteio, será palco para a valorização do Santa Gertrudis. Criadores de outros estados poderão participar, após o país ser declarado livre de febre aftosa. Entre os destaques está o touro MR Atalla, Bi-Grande Campeão da Nacional 2024 e 2025. O julgamento oficial da raça será realizado dia 31 de agosto, com avaliação do jurado Luiz Fernando Doneux Junior.

O criador Ruy Barreto, da Cabanha 53 de Lagoa Vermelha/RS, presente na Expointer desde a década de 1970, celebra o reconhecimento da raça: “É uma satisfação enorme ver o Santa ganhando cada vez mais destaque em Esteio. Sempre se destacou pela qualidade e hoje ganha ainda mais relevância frente aos desafios da pecuária gaúcha e nacional”.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Açúcar sobe no mercado internacional, mas preços caem no Brasil com pressão da safra e recuo do etanol

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Mercado internacional do açúcar mantém viés de alta

O mercado do açúcar encerrou a quinta-feira (23) com novos ganhos nas bolsas internacionais, dando continuidade ao movimento positivo observado nos últimos pregões.

Em Nova York, os contratos de açúcar bruto negociados na ICE Futures registraram valorização moderada em diferentes vencimentos:

  • Maio/26: +0,03 cent, fechando a 13,60 cents/lbp
  • Julho/26: +0,08 cent, a 13,89 cents/lbp
  • Outubro/26: +0,08 cent, a 14,31 cents/lbp

Os demais contratos também encerraram o dia em alta, reforçando o movimento de recuperação das cotações no curto prazo.

Açúcar branco também avança em Londres

Na ICE Europe, o açúcar branco manteve o viés positivo ao longo da sessão.

Os principais vencimentos registraram ganhos:

  • Agosto/26: alta de US$ 3,80, para US$ 427,50/t
  • Outubro/26: avanço de US$ 3,00, para US$ 425,00/t
  • Dezembro/26: valorização de US$ 2,00, a US$ 425,60/t

Os demais contratos também acompanharam o movimento de alta, refletindo sustentação no mercado externo.

Mercado interno do açúcar recua com força no Brasil

No mercado doméstico, o cenário foi de pressão sobre os preços. O indicador do açúcar cristal branco Cepea/Esalq, em São Paulo, registrou queda de 3,01% nesta quinta-feira (23).

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A saca de 50 kg foi negociada a R$ 96,06, ampliando o movimento negativo observado ao longo do mês.

Com isso, o indicador acumula retração de 8,91% em abril, refletindo maior pressão de oferta no mercado físico com o avanço da safra 2026/27.

Safra e demanda pressionam preços no mercado brasileiro

Segundo análise de mercado, o cenário interno segue influenciado por dois fatores principais: expectativa de maior oferta com o avanço da colheita e demanda mais cautelosa por parte dos compradores.

A postura retraída de usinas e compradores indica que o mercado aguarda novas oportunidades de compra diante da perspectiva de maior disponibilidade de produto no curto prazo.

Petróleo dá suporte ao açúcar no mercado global

No cenário internacional, a recente alta do petróleo tem contribuído para sustentar os preços do açúcar.

O movimento favorece a competitividade do etanol, o que pode reduzir a destinação de cana para a produção de açúcar e, consequentemente, diminuir a oferta global do produto.

Esse fator tem ajudado a manter o viés positivo nas bolsas internacionais, apesar da volatilidade do mercado.

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Etanol segue em forte queda em abril

No mercado de biocombustíveis, o Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.523,50/m³ nesta quinta-feira (23), com queda de 1,54% no comparativo diário.

No acumulado de abril, o indicador já registra retração de 16,65%, reforçando o cenário de pressão contínua sobre os preços do etanol no mercado paulista.

Enquanto o mercado internacional do açúcar mantém tendência de recuperação sustentada por fatores energéticos e cambiais, o cenário doméstico brasileiro segue pressionado pela oferta da nova safra e pela demanda mais fraca, com impactos diretos também sobre o mercado de etanol.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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