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Senado promove audiência pública para debater regulamentação do transporte ferroviário no agronegócio

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Audiência pública marcada para o dia 13 de setembro

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) realizará uma audiência pública na quarta-feira (13), às 14h, para debater a regulamentação e a fiscalização do transporte ferroviário de cargas no Brasil, com foco no agronegócio. A iniciativa é do presidente da CRA, senador Zequinha Marinho (Podemos-PA).

Objetivo: avaliar logística e eficiência no escoamento da produção

O encontro busca analisar os desafios enfrentados e as oportunidades existentes na logística ferroviária para o setor agropecuário nacional, um segmento essencial para a economia do país.

Participação de representantes públicos e privados

Estarão presentes representantes do Ministério dos Transportes, da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (Anut), da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), além da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Importância estratégica do transporte ferroviário para o agronegócio

No requerimento que solicitou a audiência (REQ 29/2025 – CRA), o senador Zequinha Marinho destacou que o transporte ferroviário é um elemento fundamental para a logística do agronegócio. Segundo ele, uma malha ferroviária estruturada e bem fiscalizada contribui para:

  • Redução dos custos logísticos;
  • Melhora no escoamento da produção agropecuária;
  • Diminuição dos impactos ambientais causados pelo excesso do transporte rodoviário.
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Desafios para a eficiência do setor

Apesar do potencial, o senador ressaltou que o setor ferroviário enfrenta vários obstáculos, como:

  • Baixa integração entre os modais de transporte;
  • Falta de regulamentação clara sobre o uso compartilhado da infraestrutura ferroviária;
  • Barreiras para novos investimentos;
  • Falta de transparência na fiscalização do setor.

“O agronegócio precisa de previsibilidade e capilaridade logística. Os gargalos atuais afetam diretamente a competitividade da produção brasileira, tanto no mercado interno quanto no externo”, alertou Zequinha Marinho.

Como participar da audiência

O evento será interativo e permitirá que cidadãos enviem perguntas e comentários ao vivo, pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e-Cidadania. Os questionamentos poderão ser respondidos pelos senadores e debatedores durante a audiência.

Além disso, o Senado oferece declaração de participação, que pode ser utilizada como atividade complementar em cursos universitários. Pelo Portal e-Cidadania, o público também pode opinar sobre projetos em tramitação e sugerir novas propostas legislativas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MP das dívidas rurais deve prever juros a partir de 6% ao ano e prazo de até 10 anos para produtores afetados por perdas climáticas

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O governo federal está finalizando uma Medida Provisória (MP) para renegociação das dívidas rurais, que deverá estabelecer condições especiais para produtores afetados por eventos climáticos e pela volatilidade dos preços agrícolas. A proposta prevê taxas de juros entre 6% e 12% ao ano, além de prazo de até 10 anos para quitação dos financiamentos, dependendo da situação enfrentada pelo agricultor.

A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que afirmou que o texto está em fase final de negociação com parlamentares e poderá ser publicado nos próximos dias.

Governo busca consenso para ampliar renegociação das dívidas rurais

Segundo Durigan, a proposta representa um equilíbrio entre a versão inicialmente defendida pelo governo e as demandas apresentadas pela bancada do agronegócio no Congresso Nacional.

O objetivo é oferecer condições mais favoráveis para produtores que enfrentaram dificuldades financeiras provocadas por estiagens, enchentes, geadas, excesso de chuvas e oscilações nos preços das commodities agrícolas, preservando ao mesmo tempo o equilíbrio fiscal.

De acordo com o Ministério da Fazenda, a medida deverá gerar um impacto adicional entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões por ano para o Tesouro Nacional, além dos custos já existentes com os subsídios das linhas de crédito rural.

Juros variam conforme o porte do produtor

A proposta estabelece taxas diferenciadas de acordo com o perfil do produtor rural, buscando ampliar o acesso dos agricultores familiares e reduzir o peso financeiro das renegociações.

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Pelas regras em discussão, os juros poderão ser definidos da seguinte forma:

  • 6% ao ano para pequenos produtores;
  • 9% ao ano para médios produtores;
  • 11% a 12% ao ano para grandes produtores.

A diferenciação busca tornar a renegociação mais acessível para os segmentos mais vulneráveis, especialmente aqueles com menor capacidade de recuperação financeira após perdas sucessivas.

Prazo poderá chegar a 10 anos

Outro ponto considerado estratégico na proposta é o alongamento dos prazos para pagamento.

A regra geral deverá permitir a liquidação das operações em até oito anos. Entretanto, produtores que comprovarem prejuízos decorrentes de eventos climáticos severos poderão contar com prazo ampliado de até dez anos, proporcionando maior capacidade de reorganização financeira.

A iniciativa atende uma demanda recorrente das entidades representativas do agronegócio, que defendem mecanismos permanentes de reestruturação das dívidas diante do aumento da frequência de eventos climáticos extremos.

Limites de renegociação chegam a R$ 8 milhões

A MP também deverá estabelecer limites financeiros para enquadramento das operações.

Conforme antecipado pelo ministro, produtores atingidos por perdas climáticas poderão renegociar financiamentos de até R$ 8 milhões por CPF.

Já os agricultores que enfrentaram dificuldades decorrentes da queda ou da volatilidade dos preços dos produtos agropecuários terão limite de até R$ 4 milhões por CPF.

A diferenciação busca direcionar maior apoio às propriedades diretamente impactadas por fenômenos climáticos, considerados atualmente um dos principais fatores de risco da atividade agropecuária.

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Agronegócio acompanha expectativa pela publicação da MP

A expectativa do setor é de que a medida provisória contribua para aliviar a situação financeira de milhares de produtores que acumularam dificuldades nas últimas safras em razão das adversidades climáticas e da instabilidade dos mercados agrícolas.

Nos últimos anos, diversas regiões produtoras registraram perdas provocadas por seca, excesso de chuvas, geadas e oscilações nos preços internacionais das commodities, comprometendo o fluxo de caixa e a capacidade de pagamento de financiamentos rurais.

Caso seja publicada nos próximos dias, a MP poderá representar uma das principais iniciativas de apoio financeiro ao setor agropecuário em 2026, oferecendo maior previsibilidade aos produtores e reduzindo os riscos de inadimplência no crédito rural.

Renegociação busca preservar produção e crédito no campo

Além de aliviar a pressão financeira sobre os produtores, a proposta pretende preservar a capacidade de investimento do agronegócio brasileiro, garantindo a continuidade da produção, o acesso ao crédito e a manutenção da atividade econômica nas regiões rurais.

A expectativa é que as novas regras fortaleçam a sustentabilidade financeira do setor em um cenário de maior volatilidade climática e econômica, permitindo que produtores retomem investimentos e mantenham a competitividade da agropecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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