CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Simental Brasileiro promove exposição virtual e shopping em março com genética adaptada ao campo

Publicados

AGRONEGOCIOS

Genética adaptada às condições brasileiras

Originária de uma das linhagens europeias mais difundidas, o Simental, segunda maior raça bovina do mundo, ganhou uma versão adaptada ao Brasil: o Simental Brasileiro. Com mais de um século de seleção, a raça foi ajustada às condições tropicais e às necessidades do pecuarista, especialmente os que atuam com cria e recria a pasto no Centro-Oeste.

A seleção brasileira foca em características funcionais, como tolerância ao calor, pelagem curta, resistência e desempenho em sistemas extensivos a pasto. O resultado é um taurino que se destaca tanto na cobertura a campo quanto em projetos de cruzamento industrial, produzindo bezerros pesados devido à heterose.

Segundo Mário Coelho Aguiar Neto, líder do Grupo de Simental Brasileiro:

“Para que o ganho adicional de desempenho seja consistente, é essencial contar com um touro adaptado ao clima e manejo tropical, ponto central da seleção do Simental Brasileiro.”

Eventos do Simental Brasileiro em março

O Grupo de Simental Brasileiro, que reúne 25 criadores de Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais e São Paulo, vai promover em março eventos virtuais e comerciais para celebrar a raça:

Leia Também:  Mato Grosso aprova PEC que regulariza criação de parques estaduais

3ª Exposição Virtual do Simental Brasileiro (19 a 22 de março): julgamento de animais em formato de Avaliação Global, com participação e votação aberta para diferentes pesos nas notas;

  • Live com resultados da exposição (26 de março): apresentação oficial das avaliações;
  • 8º Shopping Simental Brasileiro (28 de março a 1º de abril): venda de touros com preços fixos, focada em projetos de cruzamento industrial, com transmissão pelo Canal Terraviva.

O Shopping Simental Brasileiro já é tradição, consolidando-se como referência para a oferta de animais de alta genética, enquanto a Exposição Virtual amplia a participação de criadores e entusiastas da raça.

Mais informações

O Grupo de Simental Brasileiro mantém detalhes e inscrições disponíveis em seu site oficial: https://simentalsimbrasil.org.br/

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Selic a 14,50% força agroindústrias e PMEs a buscar crédito subsidiado para investir em inovação

Publicados

em

Mesmo com a taxa Selic definida em 14,50% ao ano pelo Banco Central, o elevado custo do crédito continua pressionando o caixa das empresas brasileiras e alterando a estratégia de investimentos de agroindústrias e pequenas e médias empresas (PMEs). Em meio ao ambiente de juros altos, linhas subsidiadas de financiamento voltadas à inovação e modernização industrial passaram a ganhar espaço como alternativa ao crédito tradicional.

A busca por recursos mais baratos ocorre em um momento em que projetos de expansão, aquisição de máquinas, automação e transformação digital exigem maior planejamento financeiro e análise rigorosa sobre retorno, prazo e impacto no fluxo de caixa.

Segundo Lucas Della-Sávia, sócio-diretor da consultoria FC Partners, o atual cenário monetário reduziu a competitividade das linhas convencionais de financiamento, especialmente para projetos de longo prazo e maior intensidade tecnológica.

Juros elevados pressionam investimentos produtivos

De acordo com o executivo, a Selic elevada encarece diretamente os empréstimos e financiamentos atrelados ao CDI, dificultando o acesso ao capital e reduzindo a viabilidade econômica de novos projetos.

“Expansões, modernização de plantas industriais, aquisição de equipamentos e investimentos em tecnologia passaram a disputar espaço com a necessidade de preservar liquidez. Isso leva muitas empresas a postergarem investimentos produtivos”, afirma.

No mercado privado, linhas tradicionais seguem mais caras, com prazos menores e exigências maiores de garantias. Operações estruturadas, como debêntures, continuam mais acessíveis a empresas de grande porte, com maior nível de governança e relacionamento com investidores institucionais.

Crédito subsidiado ganha força no agronegócio

Nesse cenário, linhas de crédito operadas por bancos de desenvolvimento passaram a ocupar posição estratégica na estrutura de financiamento empresarial.

Leia Também:  Parceria entre Datagro e SpotSat cria hub global de inteligência agroambiental e promete revolucionar o agronegócio brasileiro

Programas voltados à indústria 4.0, inovação tecnológica, automação, robótica e Internet das Coisas (IoT) vêm sendo ampliados por instituições como BNDES e Finep. O pacote de incentivo anunciado anteriormente, estimado em R$ 12 bilhões e com potencial de alcançar R$ 300 bilhões até 2026, começou a chegar de forma mais efetiva às empresas.

O foco principal está em setores com menor nível de automação, incluindo agroindústrias, manufatura e empresas ligadas à transformação industrial.

Segundo Della-Sávia, as linhas subsidiadas oferecem condições mais atrativas em relação ao crédito tradicional, com taxas reduzidas, carência ampliada e prazos mais longos.

“A lógica econômica é diminuir o custo financeiro para viabilizar investimentos em inovação e produtividade. Isso altera completamente o cálculo de viabilidade dos projetos”, explica.

Agroindústrias ampliam busca por inovação e digitalização

Para agroindústrias e PMEs, o acesso a crédito diferenciado pode representar a continuidade dos investimentos em modernização mesmo em um ambiente econômico mais restritivo.

A adoção de tecnologias voltadas à automação industrial, análise de dados, conectividade e eficiência operacional tem sido vista como essencial para aumentar competitividade e produtividade no agronegócio brasileiro.

Segundo a consultoria, empresas que conseguem estruturar adequadamente seus projetos dentro das exigências técnicas dos bancos de fomento têm ampliado o acesso aos recursos subsidiados.

“O desafio não é apenas encontrar a linha disponível, mas estruturar o projeto conforme os critérios técnicos, regulatórios e financeiros exigidos pelas instituições”, destaca o executivo.

Estrutura do funding vira decisão estratégica

Com o custo do dinheiro elevado, especialistas afirmam que a definição da fonte de financiamento passou a ter impacto direto sobre a sustentabilidade financeira das empresas.

Leia Também:  Conab anuncia novos descontos do Pronaf em fevereiro; veja produtos e percentuais por estado

A escolha entre prazo, indexador, carência e tipo de linha de crédito se tornou uma decisão estratégica, capaz de influenciar a capacidade de investimento e até a competitividade das companhias nos próximos anos.

“Capital tem preço, prazo e impacto estrutural. Escolher a fonte errada compromete o fluxo de caixa por anos. Quando o funding é estruturado corretamente, ele sustenta o crescimento em vez de pressionar as margens”, afirma Della-Sávia.

Demanda por linhas subsidiadas cresce no mercado

A FC Partners informou que vem registrando aumento na procura por operações estruturadas com apoio de bancos de desenvolvimento.

Entre os projetos recentes assessorados pela consultoria estão empresas dos setores de recursos humanos, varejo, engenharia e agronegócio, com captação de recursos por meio da linha Pró-Inovação do BDMG, voltada ao financiamento de projetos tecnológicos.

Segundo a consultoria, o movimento tende a se intensificar enquanto o crédito tradicional permanecer pressionado pelos juros elevados.

Analistas avaliam que, em um ambiente de política monetária restritiva, empresas que tratam o funding como ferramenta estratégica conseguem manter investimentos em modernização, inovação e ganho de eficiência, enquanto outras priorizam apenas a preservação de caixa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA