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Soja inicia outubro com cautela no Brasil e volatilidade em Chicago após declarações de Trump

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O mercado da soja começou o mês de outubro marcado por estabilidade no Brasil e forte influência política no cenário internacional. Enquanto produtores brasileiros observam cotações firmes em diferentes estados, em Chicago os preços variaram após declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possíveis negociações com a China.

Mercado interno mantém cautela no início do mês

No Rio Grande do Sul, os preços apresentaram leve alta no porto, cotados a R$ 135,00 por saca (+1,12%). No interior, as cotações permaneceram estáveis em R$ 130,00 nas praças de Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, enquanto em Panambi a saca foi negociada a R$ 119,00, segundo a TF Agroeconômica.

Em Santa Catarina, o mercado segue sem grandes variações. A saca em Rio do Sul ficou em R$ 128,00, sem alteração, e em Palma Sola foi cotada a R$ 119,00 (-0,83%). Com a safra 2024/25 já colhida, produtores concentram esforços na compra de insumos e preparação das áreas para o ciclo 2025/26. No porto de São Francisco, a soja foi negociada a R$ 134,39.

O Paraná também registrou preços estáveis. Em Paranaguá, a saca foi cotada a R$ 136,79 (+0,09%), em Cascavel a R$ 127,60 (-0,05%), em Maringá a R$ 126,63 (-0,09%), em Ponta Grossa a R$ 129,07 (-0,03%) e em Pato Branco a R$ 134,39. No balcão de Ponta Grossa, o preço foi de R$ 120,00.

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No Mato Grosso do Sul, a redução nos custos de frete, após o fim do escoamento da safrinha, favoreceu a competitividade. Em Dourados, Campo Grande, Maracaju e Sidrolândia, a saca foi cotada a R$ 122,29 (-0,11%), enquanto em Chapadão do Sul ficou em R$ 119,90 (-0,04%).

Já no Mato Grosso, as cotações oscilaram. Em Campo Verde, Primavera do Leste e Rondonópolis, a saca foi negociada a R$ 120,59 (+0,07%). Em Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, os preços recuaram para R$ 115,47 (quedas de -1,47% e -1,42%, respectivamente). Em Sorriso, a saca ficou em R$ 115,24 (-0,20%).

Chicago devolve ganhos após alta especulativa

Na Bolsa de Chicago (CBOT), a quinta-feira (2) foi marcada por leve realização de lucros, após a disparada da sessão anterior. Por volta das 7h10 (horário de Brasília), os contratos recuavam entre 0,25 e 0,50 ponto, com janeiro cotado a US$ 10,30 e maio a US$ 10,60 por bushel.

O movimento reflete a cautela dos traders após o anúncio de Trump sobre um possível acordo com o presidente chinês Xi Jinping nas próximas semanas, que poderia incluir a soja como item central das negociações. A alta anterior foi vista como especulativa, e os investidores agora aguardam uma resposta oficial da China.

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Enquanto isso, os fundamentos seguem no radar: no Brasil, o plantio avança; nos EUA, a colheita ocorre em ritmo acelerado, sem que o clima represente ameaça significativa. Entre os derivados, o óleo de soja subiu, enquanto o farelo registrou queda.

Soja fecha em alta após declarações de Trump

Na quarta-feira (1), a soja fechou em alta em Chicago, revertendo as perdas do início do pregão. O contrato para novembro avançou 1,12% (11,50 cents/bushel), encerrando em US$ 1.013,00, enquanto o de janeiro subiu 1,05% (10,75 cents/bushel), a US$ 1.031,00.

Nos derivados, o farelo de soja caiu 0,38%, cotado a US$ 264,70 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja subiu 1,80%, para US$ 49,75 por libra-peso.

Apesar da recuperação, fatores baixistas ainda pesam sobre o mercado. A paralisação do governo dos EUA pode atrasar relatórios oficiais que dão suporte às negociações. Além disso, a colheita acelerada no Meio-Oeste aumenta a oferta e pressiona os preços, somado à ausência de compras chinesas.

Ainda assim, a sinalização política de Trump deu fôlego ao mercado e garantiu ganhos próximos de 1% no dia. A volatilidade deve continuar, com atenção às negociações comerciais entre EUA e China e à evolução da safra norte-americana.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño pode reduzir oferta global de açúcar, enquanto Brasil reforça protagonismo no mercado internacional

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O mercado internacional de açúcar volta a concentrar atenções nas projeções climáticas diante da possibilidade de um novo episódio do fenômeno El Niño. Embora o cenário global tenha sido marcado nos últimos meses pela recuperação da oferta e pela pressão sobre os preços da commodity, especialistas alertam que mudanças no regime de chuvas podem alterar o equilíbrio entre oferta e demanda na safra 2026/27.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os maiores riscos estão concentrados nos principais produtores do Hemisfério Norte, como Índia, Tailândia e países da América Central, onde o fenômeno costuma provocar redução das chuvas e aumento das temperaturas, comprometendo o desenvolvimento da cana-de-açúcar.

Enquanto isso, o Brasil deve manter uma posição privilegiada no mercado mundial, sustentado por uma safra robusta e menor exposição aos impactos climáticos previstos para o próximo ciclo.

Brasil deve manter liderança na produção de açúcar

A expectativa para a safra 2026/27 do Centro-Sul brasileiro continua positiva. Segundo a Hedgepoint, a principal região produtora do país deverá colher cerca de 635 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, superando a marca de 600 milhões de toneladas pelo quarto ano consecutivo.

Esse desempenho reforça a posição do Brasil como maior produtor e exportador global de açúcar, ampliando sua importância para o abastecimento do mercado internacional em um cenário de possíveis dificuldades produtivas em outras origens.

Além disso, a maior parte da cultura já passou pela fase mais sensível de desenvolvimento, reduzindo a vulnerabilidade da safra atual aos efeitos do El Niño.

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Mesmo que o aumento das chuvas possa provocar atrasos pontuais na moagem em algumas regiões do Centro-Sul, as perspectivas para a produção permanecem favoráveis.

Índia e Tailândia concentram as maiores preocupações

Ao contrário do Brasil, países asiáticos podem enfrentar impactos mais severos caso o fenômeno climático se confirme.

Índia e Tailândia, responsáveis por parcela significativa das exportações mundiais de açúcar, historicamente registram períodos de estiagem durante eventos de El Niño. A menor disponibilidade de água pode reduzir a produtividade dos canaviais e limitar a oferta de matéria-prima para a indústria açucareira na safra que terá início em outubro de 2026.

Qualquer redução na produção desses países tende a influenciar rapidamente as cotações internacionais da commodity, devido ao peso que ambos exercem no comércio global.

América Central também entra no radar do mercado

Além da Ásia, os países produtores da América Central também passam a ser monitorados pelos analistas.

As projeções climáticas indicam maior probabilidade de condições secas na região, cenário que pode comprometer o desenvolvimento das lavouras de cana-de-açúcar e reduzir os volumes destinados à exportação.

A intensidade dos impactos dependerá da duração do fenômeno e das condições climáticas específicas de cada país ao longo do ciclo produtivo.

Duração do El Niño será decisiva para os próximos ciclos

Especialistas destacam que os reflexos do fenômeno não devem se limitar apenas à safra 2026/27.

Caso o El Niño se intensifique durante o segundo semestre de 2026 e permaneça ativo ao longo de 2027, seus efeitos poderão influenciar também o desenvolvimento da safra 2027/28.

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No Brasil, chuvas mais frequentes na região Sul do Centro-Sul poderão favorecer a recuperação hídrica dos canaviais para o próximo ciclo, embora ainda seja cedo para confirmar essa tendência.

Oferta brasileira pode ganhar ainda mais importância

O calendário agrícola dos principais países produtores faz com que os impactos climáticos ocorram em momentos distintos, exigindo acompanhamento constante por parte do mercado.

Mesmo diante de um cenário atual de oferta global mais confortável, analistas avaliam que uma eventual redução da produção em concorrentes poderá ampliar ainda mais a dependência do açúcar brasileiro para equilibrar o abastecimento mundial.

Segundo Livea Coda, coordenadora de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets, o monitoramento das condições climáticas continuará sendo um dos principais fatores para a formação dos preços internacionais.

“A combinação entre condições relativamente mais favoráveis no Brasil e potenciais dificuldades produtivas em outras origens reforça a necessidade de monitoramento constante das condições climáticas e de seus reflexos sobre a oferta global”, afirma a especialista.

Mercado acompanha clima e perspectivas para os preços

Com a proximidade do início da safra no Hemisfério Norte, investidores, usinas e tradings acompanham atentamente a evolução das previsões climáticas.

Caso o El Niño provoque perdas relevantes em importantes países exportadores, o Brasil poderá ampliar sua participação no comércio internacional de açúcar, consolidando ainda mais seu papel estratégico na segurança do abastecimento global da commodity.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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