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Soja reage em Chicago e mercado aguarda relatório do USDA enquanto clima nos EUA segue no radar
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O mercado internacional da soja iniciou esta quarta-feira (10) com viés positivo na Bolsa de Chicago (CBOT), interrompendo uma sequência de perdas que levou as cotações aos menores níveis dos últimos quatro meses. O movimento ocorre em meio à expectativa dos investidores pelo novo relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para ser divulgado nesta quinta-feira (11).
Por volta das primeiras horas de negociação, os principais contratos futuros registravam ganhos entre 3,75 e 4,75 pontos. O vencimento julho era negociado próximo de US$ 11,18 por bushel, enquanto agosto operava ao redor de US$ 11,23 por bushel. Os mercados derivados também apresentavam valorização, com altas tanto para o farelo quanto para o óleo de soja, oferecendo sustentação adicional aos preços do grão.
Mercado busca recuperação após oito sessões consecutivas de baixa
A reação observada nesta quarta-feira acontece após um período de forte pressão sobre as cotações. Na sessão anterior, a soja encerrou o pregão em queda pela oitava vez consecutiva, influenciada principalmente pelas condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento da safra norte-americana e pela ausência de sinais mais robustos de demanda por parte da China.
De acordo com análises de mercado, as previsões de chuvas para importantes regiões produtoras dos Estados Unidos reforçam as expectativas de uma boa produtividade na safra 2026/27, fator que limita movimentos mais expressivos de alta.
Na última sessão, o contrato julho fechou cotado a US$ 11,1375 por bushel, com recuo de 0,18%, enquanto o vencimento agosto encerrou a US$ 11,1875 por bushel, queda de 0,22%.
Relatório do USDA e revisão de área ganham destaque
As atenções dos agentes de mercado permanecem voltadas para os próximos relatórios do USDA. Além do boletim mensal de oferta e demanda desta semana, cresce a expectativa em torno do relatório de área plantada, que será divulgado no final de junho e poderá trazer revisões importantes sobre o potencial produtivo da safra norte-americana.
O mais recente levantamento de acompanhamento de safras do USDA trouxe informações consideradas levemente favoráveis aos preços. O órgão informou que 92% da área prevista para soja já havia sido semeada, abaixo da expectativa média do mercado, que apontava para 93%.
Além disso, a classificação das lavouras consideradas em condições boas ou excelentes recuou para 65%, sinalizando uma pequena deterioração na qualidade dos cultivos. No entanto, o suporte gerado por esses números acabou sendo neutralizado pelas previsões de clima favorável nas próximas semanas.
China segue como fator decisivo para o mercado
Outro ponto de atenção continua sendo o comportamento da demanda chinesa. Dados recentes mostraram que as importações de soja da China em maio totalizaram 11,79 milhões de toneladas.
Apesar do volume expressivo, o resultado representa uma queda de 15,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado principalmente pela chegada de cargas que haviam sofrido atrasos nos embarques de abril, mantendo as dúvidas sobre o ritmo efetivo da demanda chinesa nos próximos meses.
Petróleo e tensões geopolíticas também influenciam preços
Os operadores acompanham ainda o cenário geopolítico internacional, especialmente os desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio. A região continua sendo um fator relevante para o comportamento do mercado de energia, que impacta diretamente os preços do óleo de soja devido à sua utilização na produção de biocombustíveis.
Nesta quarta-feira, os preços internacionais do petróleo apresentavam estabilidade nas bolsas de Londres e Nova York, reduzindo momentaneamente a influência desse fator sobre as commodities agrícolas.
Mercado físico apresenta comportamento regionalizado no Brasil
No mercado brasileiro, os preços da soja seguem apresentando comportamento misto entre as regiões produtoras.
No Rio Grande do Sul, a média estadual foi registrada em R$ 128,36 por saca, enquanto o porto de Rio Grande operou em torno de R$ 132,50. No Paraná, os negócios em Paranaguá também giraram próximos de R$ 132,50 por saca, enquanto Cascavel registrou valores ao redor de R$ 121,50.
Em Santa Catarina, a referência em São Francisco do Sul ficou em R$ 129,70 por saca.
Já no Centro-Oeste, a comercialização segue mais lenta. Em Mato Grosso do Sul, Dourados registrou preços próximos de R$ 118,50 por saca, enquanto Campo Grande operou ao redor de R$ 114,00.
Em Mato Grosso, a colheita da safra foi concluída com produtividade média estimada em 62 sacas por hectare. O avanço do vazio sanitário e a necessidade de abertura de espaço para armazenagem da segunda safra de milho continuam influenciando o ritmo de escoamento da soja remanescente.
Perspectivas
Para os próximos dias, o mercado da soja deverá permanecer sensível às informações divulgadas pelo USDA, ao comportamento climático nos Estados Unidos e aos sinais de demanda da China. Esses fatores serão determinantes para definir a direção dos preços internacionais e, consequentemente, o comportamento do mercado brasileiro durante o restante do mês de junho.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Café ganha suporte com avanço da colheita no Brasil, mas mercado monitora qualidade da safra e pressão da oferta
O mercado global de café iniciou esta quarta-feira (10) atento ao avanço da colheita brasileira, fator que segue ditando o comportamento dos preços internacionais. Após as cotações do arábica em Nova York atingirem os menores níveis dos últimos 19 meses, os contratos voltaram a registrar recuperação técnica nas primeiras negociações do dia, enquanto produtores e compradores acompanham de perto a evolução da safra brasileira.
O Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, entra em um período decisivo para a definição da qualidade e do tamanho efetivo da produção de 2026. Embora as perspectivas apontem para uma safra volumosa, o mercado ainda busca respostas sobre o rendimento dos grãos e o padrão de qualidade dos lotes que começam a chegar ao mercado.
Colheita ganha ritmo após atraso provocado pelas chuvas
Segundo levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a colheita vem acelerando nas principais regiões produtoras do país neste início de junho.
Até a segunda quinzena de maio, os trabalhos avançavam lentamente devido às chuvas frequentes e à maturação irregular dos frutos em diversas lavouras. Com o retorno do tempo mais seco nas últimas semanas, as condições passaram a favorecer tanto a maturação dos grãos quanto o desempenho das operações de campo.
Nas principais áreas produtoras de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo, produtores relatam melhora no ritmo da colheita, permitindo maior entrada de café novo no mercado.
Qualidade da safra entra no radar do mercado
Apesar da evolução dos trabalhos, começam a surgir as primeiras preocupações relacionadas à qualidade da produção.
Produtores do Sul de Minas e da Mogiana Paulista demonstram apreensão com o tamanho dos grãos colhidos até o momento. Os relatos indicam que a peneira do café estaria abaixo da observada na safra anterior, o que pode impactar a formação dos lotes destinados aos mercados mais exigentes.
No entanto, especialistas destacam que ainda é prematuro tirar conclusões definitivas. Apenas uma pequena parcela da safra foi beneficiada até agora, e os resultados iniciais podem não refletir o desempenho final da produção brasileira.
O comportamento climático das próximas semanas será determinante para consolidar uma avaliação mais precisa sobre a qualidade dos cafés da temporada.
Nova York atinge menor patamar em 19 meses
Enquanto a colheita avança no Brasil, as bolsas internacionais seguem ajustando os preços diante da expectativa de aumento da oferta global.
Na sessão anterior, o contrato setembro do café arábica em Nova York chegou a ser negociado abaixo dos 239 centavos de dólar por libra-peso, atingindo o menor nível para a posição desde novembro de 2024.
A pressão baixista reflete a percepção de que a safra brasileira poderá ampliar significativamente a disponibilidade global de café, especialmente de arábica.
O mercado avalia que a produção brasileira desta temporada pode superar os volumes registrados no ano passado, fortalecendo as expectativas de recomposição dos estoques mundiais após anos de oferta apertada.
Além da entrada da nova safra, a queda dos preços do petróleo também contribuiu para o movimento de baixa observado recentemente nas commodities agrícolas.
Por outro lado, a redução contínua dos estoques certificados nas bolsas internacionais continua oferecendo suporte ao mercado e limita movimentos mais intensos de queda.
Preços voltam a subir nesta quarta-feira
Após as perdas registradas nos últimos pregões, os contratos futuros iniciaram a quarta-feira em recuperação.
No mercado do arábica, o contrato com vencimento em julho avançava para 246,00 cents de dólar por libra-peso. O setembro operava em 242,10 cents/lb, enquanto o dezembro era negociado a 235,25 cents/lb.
Em Londres, o café robusta também registrava valorização. O contrato julho era negociado acima de US$ 3.360 por tonelada, refletindo a continuidade da demanda internacional e a expectativa de uma oferta mais ajustada para essa variedade.
O desempenho do robusta tem mostrado maior resistência em relação ao arábica, uma vez que a produção brasileira de conilon nesta temporada deve permanecer mais próxima dos volumes observados em 2025.
Comercialização avança com produtores aproveitando preços
Outro fator importante para o mercado é o comportamento dos produtores brasileiros diante da entrada da nova safra.
Com os preços ainda em patamares historicamente atrativos, muitos cafeicultores têm aproveitado a colheita para realizar vendas e reforçar o fluxo de caixa das propriedades.
Esse movimento tem contribuído para manter um ritmo consistente de comercialização, mesmo diante das incertezas relacionadas à qualidade final da safra.
Perspectivas para o mercado
Nas próximas semanas, os preços do café deverão continuar reagindo principalmente a três fatores:
- Evolução da colheita brasileira;
- Confirmação do potencial produtivo da safra 2026;
- Qualidade efetiva dos grãos colhidos.
O mercado segue dividido entre a pressão provocada pela expectativa de maior oferta e os riscos relacionados ao padrão de qualidade da produção.
Para produtores, exportadores e indústrias, o momento exige atenção redobrada. A velocidade da colheita e os resultados das primeiras classificações dos lotes poderão definir os rumos das cotações internacionais ao longo do segundo semestre.
Enquanto isso, o Brasil continua no centro das atenções do mercado global, com a safra 2026 sendo considerada o principal fator para a formação dos preços do café nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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