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Soja recua novamente em Chicago nesta quarta-feira, pressionada por tensões comerciais e safra dos EUA

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Nova queda nos preços da soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago registraram mais uma sessão de baixa na manhã desta quarta-feira (30), com perdas entre 7 e 8,50 pontos nos contratos mais negociados. As desvalorizações dão continuidade às perdas observadas na véspera, quando os preços já haviam recuado mais de 10 pontos.

Tensões comerciais e safra americana influenciam o mercado

De acordo com analistas e consultores de mercado, o cenário continua pressionado por dois fatores principais: o avanço da safra de soja nos Estados Unidos e os desdobramentos da guerra comercial entre grandes potências. A combinação desses elementos tem exercido forte influência sobre o comportamento das cotações internacionais.

Cotações atualizadas nesta manhã

Por volta das 7h25 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em julho era negociado a US$ 10,44 por bushel, enquanto o vencimento para setembro estava cotado a US$ 10,14 por bushel. Os preços vêm recuando de forma consistente desde o início da semana, em meio a esse contexto de incertezas e pressão.

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Desempenho no mercado interno e derivados também em queda

No cenário nacional, observa-se um bom ritmo nas vendas da oleaginosa, impulsionado pelo período de finalização da colheita. No entanto, essa movimentação ainda não tem sido suficiente para sustentar os preços externos.

Além disso, os futuros do óleo e do farelo de soja também operam em queda nesta quarta-feira, o que contribui para intensificar a pressão sobre os preços do grão na Bolsa de Chicago (CBOT).

Milho e trigo em alta oferecem leve alívio ao mercado

Enquanto a soja recua, os contratos futuros de milho e trigo registram altas nesta manhã. Esse movimento, segundo analistas, pode oferecer algum suporte e atenuar momentaneamente o cenário negativo para os preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Outono no Cerrado exige atenção no campo, mas abre espaço para boas estratégias de manejo

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O outono marca uma fase de transição importante para a agricultura no Brasil, caracterizada pelo fim do período chuvoso e pela aproximação da estação seca. No Cerrado, essa mudança impacta diretamente o ritmo das lavouras, exigindo ajustes no manejo e maior atenção às condições climáticas.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, a estação deve trazer desafios como redução das precipitações, solos mais secos e aumento das temperaturas, fatores que podem dificultar o desenvolvimento das culturas, especialmente as de segunda safra.

Apesar disso, o período também abre espaço para oportunidades no campo, já que o clima mais estável favorece o avanço das operações agrícolas e a adoção de estratégias mais planejadas.

Clima mais seco favorece avanço das operações agrícolas no Cerrado

Com a diminuição das chuvas entre abril e maio nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, o produtor rural encontra melhores condições para a execução das atividades de campo.

“A redução da umidade do solo pode ajudar o trabalho no campo a avançar. Com menos chuva em abril e maio no Centro-Oeste e Sudeste, como aponta a Conab, o produtor pode finalizar a colheita e tocar as operações com menos interrupções. Para quem está com a segunda safra, o foco agora é aproveitar melhor a umidade que ainda resta no solo”, explica Manoel Álvares.

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O cenário favorece a organização das atividades agrícolas, reduzindo paralisações e permitindo melhor aproveitamento da janela operacional.

Atraso no plantio exige ajustes no planejamento agrícola

As chuvas mais intensas durante o verão provocaram atraso no plantio em diversas regiões, o que encurtou a janela ideal para algumas culturas e obrigou produtores a reverem o planejamento.

Diante desse cenário, muitos agricultores optaram por cultivares mais adaptadas e ajustaram o manejo das lavouras. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento, mesmo com redução na área plantada, culturas como milho, feijão e algodão ainda apresentam bom potencial produtivo, desde que recebam manejo adequado.

Altas temperaturas aumentam demanda por atenção ao manejo

As temperaturas mais elevadas típicas do Cerrado durante o outono também influenciam o desenvolvimento das lavouras. O aumento do calor intensifica a necessidade de atenção à disponibilidade de água no solo, ao mesmo tempo em que favorece o crescimento das plantas quando há manejo adequado.

Controle fitossanitário exige monitoramento constante

O período também demanda maior vigilância no controle de pragas. Entre os principais desafios fitossanitários estão a lagarta-do-cartucho, a mosca-branca e os percevejos, que tendem a se intensificar nesta época do ano.

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O acompanhamento constante dessas ameaças é essencial para evitar perdas de produtividade e garantir o bom desenvolvimento das culturas.

Planejamento e manejo transformam desafios em produtividade

Para especialistas do setor, o outono no Cerrado representa um momento estratégico para transformar desafios climáticos em oportunidade de melhor gestão no campo.

Segundo Manoel Álvares, mesmo com uma janela mais curta e condições mais secas, o produtor dispõe de ferramentas para tomar decisões mais planejadas.

“Mesmo em uma época mais seca e com uma janela mais curta, o produtor do Cerrado dispõe de ferramentas para tomar decisões mais planejadas. É um período que valoriza o bom manejo e traz bons resultados para quem se antecipa”, destaca o especialista.

Cenário reforça importância da gestão eficiente no campo

O avanço do outono no Cerrado reforça a importância do planejamento agrícola, da adoção de boas práticas de manejo e do uso de tecnologia para mitigar riscos climáticos.

Apesar dos desafios impostos pelo clima, o período pode ser positivo para quem consegue ajustar estratégias e otimizar o uso dos recursos disponíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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