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Mutirão avança e Prefeitura já elimina buracos em diversos bairros de Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá intensificou, entre os dias 20 e 24 de abril, as ações do mutirão de tapa-buracos executado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras na região Sul da Capital, promovendo melhorias significativas na malha viária e garantindo mais segurança e mobilidade para motoristas e pedestres.

No decorrer da semana, entre os dias 20 e 24, as equipes atuaram de forma contínua em dezenas de ruas, contemplando bairros como Jardim Paulicéia, Real Parque, Parque Cuiabá, Jockey Club, Cohab São Gonçalo, Residencial Coxipó, Jardim Gramado, Nossa Senhora Aparecida, Comodoro, Jardim Buriti, São José, além dos bairros Pedregal e Renascer, e também vias de grande fluxo consideradas estruturais, que interligam diferentes regiões da cidade.

O balanço do mutirão na região Sul aponta que, até o momento, aproximadamente 12.200 buracos já foram reparados somente nessa área. O mutirão teve início no dia 14, nos bairros Altos do Parque 1 e 2, onde foram solucionados mais de 2.500 buracos de diferentes dimensões. Já entre os dias 13 e 17 de abril, as equipes taparam 4.900 buracos, estendendo o atendimento a bairros próximos ao Altos do Parque. Entre os dias 20 e 24, outros 4.800 buracos foram eliminados, contemplando os bairros já citados.

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Os números que refletem o avanço das ações ao longo do mês de abril incluem, ainda, 2.400 buracos reparados nos primeiros 10 dias do mês, em pontos isolados de diferentes regiões da cidade, além de outros 480 em vias estruturantes.

A força-tarefa mobiliza 12 equipes e diversos maquinários, priorizando serviços concentrados nos bairros e nas vias de maior circulação, garantindo uma atuação ampla e eficiente.

“A iniciativa integra o cronograma contínuo de manutenção viária, visando melhorar a trafegabilidade e a qualidade de vida da população. Se não houver intercorrências, a previsão é solucionar os buracos na cidade em 90 dias. O mutirão tem essa proposta, atender as demandas com maior rapidez”, destacou o secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Reginaldo Teixeira.

No acumulado geral de 2026, os resultados apontam 25.580 buracos a menos na cidade, sendo cerca de 10.500 apenas no primeiro trimestre.

A Prefeitura de Cuiabá ressalta que todos os serviços executados são lançados na base de dados oficial pelas equipes em campo. No primeiro trimestre do ano, em razão da transição de sistema para o município, parte das informações acabou sendo perdida.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Dia da Dança (29 de abril): Câmara de Cuiabá aprova lei que institui o Siriri e o Cururu como patrimônio imaterial da cidade

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Os vereadores de Cuiabá aprovaram, e o prefeito municipal sancionou, em 2025, o projeto de lei que institui duas manifestações culturais tradicionais da capital —o Siriri e o Cururu — como patrimônio histórico e cultural imaterial de Cuiabá (Lei Municipal nº 7.339/2025). De autoria do vereador Eduardo Magalhães, a legislação visa preservar a herança histórica, cultural e social dessas duas importantes manifestações culturais da cuiabania, devendo ao poder público o auxílio aos grupos artísticos e a promoção de eventos. Mas o que é o cururu e o siriri? O que significa instituí-los como patrimônio imaterial da cidade? Quais são os principais benefícios e desafios com essa institucionalização?
O escritor Roberto Loureiro apresenta em sua obra —Cultura mato-grossense: Festas de Santos e outras tradições— as origens e características dessas duas manifestações artísticas e culturais. O siriri é uma dança típica regional composta por elementos africanos, portugueses e espanhóis. Pesquisas indicam que o seu nome estaria relacionado à forma alada dos cupins, que voariam em torno das luminárias, em um ritmo parecido com uma dança. A coreografia segue a essência do carimbó — dança de roda, típica do nordeste do Pará. Os bailarinos dançam, ora em roda, ora em fileiras, batendo palmas e pés, de preferência descalços, e cantando em respostas aos versos dos violeiros. A indumentária é simples, a mesma que é usada no cotidiano, mas em eventos especiais as mulheres usam saias com estampas de folhas e flores e uma delicada flor no cabelo; os homens apresentam-se com calças de cores diversas, camisa de manga arregaçada e lenço no pescoço. 
O cururu teria sido, de acordo com Loureiro, trazido à região pela ordem religiosa dos jesuítas no período colonial. Após a expulsão dos jesuítas em 1759, outras ordens não aceitaram o cururu, e ele passou a substituir a liturgia católica nas Festas de Santos das zonas rurais. Loureiro diz que o cururu é uma música e/ou dança executada por dois ou mais cururueiros que cantam — dançando  ou não — em dupla, em desafio à outra, ou com mais parceiros. É uma música de poucas notas, repetitiva, acompanhada pelo ritmo marcado pelas violas de cocho e ganzás, trovos (versos), carreiras (conjunto de versos) e toadas (versos curtos e sem rima) sobre religião, comandos de rituais sagrados, assuntos do cotidiano e outros temas, em uma voz anasalada, muito difícil de ser entendida por quem não é da região. Inicialmente aberta às mulheres, a dança restringe-se atualmente aos homens, que cantam geralmente em pé, balançando o corpo no ritmo da música. Quem dança fica em fila única, criando um círculo, que roda no sentido do braço das violas — horário. A coreografia resume-se a dar dois passos mais longos à frente e fazer uma breve parada, quando se juntam os pés, para depois repetir o movimento, sempre balançando o corpo no ritmo dos instrumentos.
A UNESCO publicou em 2003 a Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial com o propósito de incentivar os países a identificarem e preservarem suas tradições e expressões culturais. Antes disso, o Brasil havia instituído, em 2000, o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial (Decreto Federal nº 3.551/2000) que normatiza a inclusão de elementos culturais como patrimônio imaterial no país. O bem imaterial é intangível, ou seja, não tem existência física. Diferente de uma escultura, que pode vir a ser um patrimônio material — se tombado —, deve estar preservada em um espaço físico adequado (um museu), o patrimônio imaterial, como uma dança, pode se perder entre as gerações. Daí a importância do seu reconhecimento para o implemento de políticas públicas. Aaron Lopes afirma que o cururu e o siriri sofreram um esquecimento acentuado em Mato Grosso desde a década de 1950, em virtude de fatores como a modernidade, os fluxos migratórios, a grande mídia e a uniformização da produção cultural.
O poder público vem apoiando ações de fomento em Mato Grosso. Um grande exemplo é o apoio ao Festival Cururu Siriri, realizado anualmente desde 2002. Aaron Lopes acompanhou as edições de 2009 e 2010 durante as pesquisas para o seu mestrado, e afirma que o propósito dos organizadores do evento é resgatar as tradições e profissionalizar os grupos de músicos e dançarinos, alavancando o turismo e o entretenimento local. No entanto, inseriram elementos externos— música gospel, pop, violão e sanfona — para atrair o público, em especial nas apresentações do siriri, que possui destaque visual, assemelhando às quadrilhas juninas. Já no cururu, onde os aspectos visuais não são o foco principal, Lopes percebe a manutenção do original, criando um “choque de mundos” entre o tradicional (antigo) e o moderno. Afirma ainda, que as apresentações de cururu eram feitas majoritariamente pelos mais velhos, que se sentiam, de certa forma, acanhados em um contexto tão diferente. 
As adaptações a um novo público e o desinteresse das novas gerações em participarem, em especial como cururueiros e dançarinos, podem prejudicar a essência e a continuidade. Por isso, a instituição do siriri e do cururu como patrimônio imaterial de Cuiabá pela Câmara Municipal é um passo importantíssimo, funcionando não somente como um título honroso, mas sim uma ferramenta jurídica e política. É preciso identificar o que originalmente são essas manifestações culturais para assim propor ações a fim de desvinculá-los de outras vertentes culturais, empoderando a sua identidade, garantindo a propriedade cultural e prestigiando os grupos tradicionais, inclusive para que consigam sobreviver através dessa ilustre tarefa que beneficia toda a população cuiabana.
Secretaria de Apoio à Cultura
Fontes de pesquisa:
LOPES, Aaron Roberto de Mello. O Festival Cururu Siriri e seus impactos: Espetacularização, Revalorização e Transformação de duas tradições. EMUS/UFBA, 2010.
LOUREIRO, Roberto. Cultura mato-grossense: Festas de Santos e outras tradições. Cuiabá-MT: Entrelinhas, 2006.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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