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Sustentabilidade no campo: Agricultores de diferentes gerações impulsionam logística reversa no agro

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Valorização do agricultor e compromisso com o futuro

No próximo 28 de julho, o Dia do Agricultor celebra não apenas o trabalho essencial de quem cultiva a terra, mas também o compromisso ambiental e social dos produtores rurais brasileiros. Neste ano, o Sistema Campo Limpo — programa nacional de logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas — presta homenagem especial às famílias de agricultores de diferentes gerações, reconhecendo sua contribuição para um agro mais sustentável.

De problema ambiental à referência mundial

Antes da criação do sistema, o campo brasileiro enfrentava um sério desafio ambiental: a falta de estrutura para o descarte adequado de embalagens de defensivos. Mesmo conscientes dos riscos, muitos agricultores não tinham alternativas seguras.

Foi a união entre agricultores, distribuidores, indústria e poder público que tornou possível, em 2001, a implantação de um modelo de responsabilidade compartilhada, hoje reconhecido internacionalmente e presente em todos os estados do Brasil.

Impacto ambiental positivo e além da lei

Embora a destinação correta das embalagens seja uma exigência legal, o Sistema Campo Limpo vai além da legislação. Com 100% das embalagens recebidas tendo destino ambientalmente adequado, o programa fortalece a imagem do agronegócio brasileiro como referência em sustentabilidade e práticas ESG.

Desde sua criação, mais de 800 mil toneladas de embalagens já foram corretamente destinadas, com participação essencial dos produtores rurais.

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O papel da nova geração e das famílias

A sustentabilidade no campo é construída de geração em geração. Jovens produtores chegam ao setor com maior consciência ambiental e novas práticas.

“Hoje a gente vê uma nova geração chegando ao campo, diferente daquela lá de trás, que precisou desbravar matas. Esses jovens cresceram com a ideia de preservar, e muitas vezes são as esposas que puxam esse cuidado com a natureza”, afirma Gervasio Kamitani, agricultor, presidente da Copasul e da Associação Nipo-Brasileira de Naviraí.

Já Aline Zanin, produtora rural em São Paulo, representa a terceira geração de sua família no agro. Mesmo com carreira internacional, optou por seguir a vocação rural:

“Sempre correu sangue do agro nas minhas veias. Acordar no escuro e garantir uma boa colheita faz tudo valer a pena”, conta Aline.

Conscientização e herança ambiental

Para Marcelo Okamura, diretor-presidente do inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias), a evolução do sistema depende da participação ativa dos agricultores:

“A sustentabilidade no campo só é possível com engajamento coletivo. Filhos e netos assumem as propriedades mantendo o compromisso com as boas práticas ambientais, mostrando que a consciência também é uma herança cultivada”, ressalta.

Nova assinatura reforça missão do Sistema Campo Limpo

Neste Dia do Agricultor, o Sistema reforça seu compromisso com o presente e o futuro. A nova assinatura — “Por um destino melhor” — simboliza o esforço conjunto para preservar o solo, a água e garantir um campo fértil e produtivo para as próximas gerações.

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O que é o Sistema Campo Limpo?

Reconhecido como referência mundial em logística reversa, o Sistema Campo Limpo iniciou sua operação em 2002 e já realizou a destinação adequada de mais de 800 mil toneladas de embalagens vazias e sobras pós-consumo em todo o Brasil.

A estrutura conta com:

  • 411 unidades de recebimento
  • Mais de 256 associações de revendas e cooperativas
  • Recebimentos itinerantes, que ampliam o alcance para pequenos produtores
  • Mais de 2 milhões de propriedades rurais impactadas

Com base no modelo de responsabilidade compartilhada e apoio do poder público, o Sistema promove práticas sustentáveis, eficientes e com impacto positivo social e ambiental.

Neste 28 de julho, mais do que celebrar a produção de alimentos, o Brasil reconhece o esforço diário de milhões de agricultores em preservar a natureza, inovar no campo e construir um legado sustentável para o agro brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Inadimplência no crédito rural atinge 11,4% e acende alerta no agronegócio brasileiro

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Crédito rural enfrenta pior nível de inadimplência da história recente

A inadimplência no crédito rural atingiu 11,4% em outubro de 2025, o maior patamar desde o início da série histórica, segundo dados da CNA. O indicador representa um salto expressivo em relação ao mesmo período de 2024, quando estava em 3,54%, e reforça o cenário de maior pressão financeira sobre produtores e empresas do agronegócio.

Além disso, o número de empresas do setor em recuperação judicial também avançou, chegando a 13,53 a cada mil empresas ativas, sinalizando um ambiente de crédito mais restritivo e desafiador.

CONACREDI se reposiciona e deixa de ser evento para virar ecossistema permanente

Em meio ao avanço da inadimplência e à maior complexidade na gestão de risco no campo, o CONACREDI anuncia uma mudança estrutural em sua atuação.

O congresso, que ao longo de dez anos se consolidou como o principal encontro de crédito do agronegócio na América Latina, passa a operar como um ecossistema contínuo de qualificação, deixando de ser apenas um evento anual.

A transformação também inclui o lançamento de uma nova identidade visual, que simboliza a transição para um modelo permanente de produção e disseminação de conhecimento.

Crédito agro se torna área estratégica nas decisões do setor

Segundo a organização, o movimento acompanha uma mudança mais ampla no próprio agronegócio: o crédito deixou de ser apenas uma função operacional e passou a ocupar posição estratégica nas decisões empresariais.

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Com margens mais pressionadas, aumento da inadimplência e maior necessidade de análise de risco, a tomada de decisão no setor exige cada vez mais dados, qualificação técnica e integração entre áreas financeiras e operacionais.

Ecossistema integra eventos, formação e inteligência de mercado

O novo modelo do CONACREDI reúne diferentes iniciativas que passam a funcionar de forma integrada ao longo do ano, formando uma rede contínua de conhecimento:

  • Congresso anual do crédito agro
  • Road shows regionais em diferentes estados
  • Pesquisa Nacional do Crédito Agro
  • CONACREDI Awards
  • MBA em Crédito, Comercialização e Gestão de Riscos no Agronegócio
  • COMUCREDI (comunidade de profissionais do setor)
  • Vitrine do Profissional de Crédito Agro
  • Livro “Vozes do Crédito Agro”

Cada frente atua em uma camada específica do ecossistema, desde a geração de dados e debates regionais até a formação de profissionais e conexão entre empresas e talentos.

Formação, dados e conexão fortalecem gestão de risco no agro

De acordo com a organização, o objetivo do ecossistema é consolidar um hub estruturado de conhecimento aplicado ao crédito agro, com impacto direto na governança e na tomada de decisão.

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Entre os principais efeitos esperados estão a qualificação técnica dos profissionais, maior precisão na análise de risco, melhoria na gestão financeira das operações e adaptação à crescente digitalização do setor.

“Cenário exige atualização constante”, afirma CEO do CONACREDI

Para a CEO do CONACREDI, o momento atual do crédito agro exige maior preparo técnico e integração entre áreas.

“O crédito agro vive um novo ciclo, marcado por maior complexidade na análise de risco, pressão sobre margens, aumento da inadimplência e necessidade de decisões mais rápidas e embasadas. Esse cenário exige atualização constante, integração entre áreas e acesso contínuo à informação qualificada”, afirma Mayra Delfino.

Panorama

O avanço da inadimplência no crédito rural reforça a necessidade de estruturas mais robustas de gestão de risco no agronegócio brasileiro. Ao mesmo tempo, iniciativas como a transformação do CONACREDI em ecossistema permanente indicam uma tendência de profissionalização contínua e maior integração entre dados, formação e mercado financeiro no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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