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Tecnologia com CO₂ supercrítico impulsiona produção e valor agregado do lúpulo brasileiro
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Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma solução inovadora que pode transformar a viabilidade econômica do cultivo de lúpulo (Humulus lupulus) no país. Utilizando a extração com dióxido de carbono (CO₂) supercrítico, o método alcançou resultados superiores em rendimento e pureza dos extratos, além de abrir novas possibilidades para o aproveitamento de subprodutos de alto valor agregado.
Essencial para a produção de cervejas, o lúpulo é o ingrediente responsável por conferir aroma, amargor e estabilidade à bebida, graças à presença da lupulina, rica em α-ácidos e óleos essenciais. Com o avanço da indústria de cervejas artesanais, o cultivo nacional tem ganhado força — impulsionado por viveiros certificados e pelo aumento da demanda interna e externa, que em 2025 alcançou valores de até US$ 60 por quilo.
Pesquisadores testam extração com fluido supercrítico de CO₂
Com o objetivo de aumentar a eficiência produtiva e reduzir custos logísticos, o estudo avaliou o uso da extração com fluido supercrítico de CO₂ (SFE-CO₂) em lúpulos peletizados fornecidos pela Atlântica Hops, de Juquiá (SP).
A pesquisa comparou o método inovador com a extração convencional e analisou o aproveitamento dos subprodutos dentro do conceito de biorrefinaria, que busca o uso integral dos recursos biológicos para gerar valor econômico e sustentabilidade.
O projeto contou com o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).
Rendimento da extração supercrítica supera métodos tradicionais
Os resultados foram expressivos: enquanto a extração convencional apresentou rendimento de 15% e teor de 9% de α-ácidos, o processo com CO₂ supercrítico alcançou 72% de α-ácidos, produzindo extratos mais concentrados, estáveis e de fácil armazenamento.
Na aplicação cervejeira, a tecnologia proporcionou um aumento de 20% na produtividade, comprovando sua viabilidade comercial e ambiental.
Subprodutos ganham destaque como fonte para novos bioprodutos
Além da melhoria na extração principal, o estudo analisou o chamado “lúpulo gasto” — material residual após o processo — e identificou alta atividade antioxidante e presença significativa de carotenoides, flavonoides e compostos fenólicos.
Essas características ampliam o potencial do resíduo como matéria-prima para bioprodutos de alto valor agregado, como ingredientes cosméticos e nutracêuticos, contribuindo para a criação de novos mercados sustentáveis.
Tecnologia reforça sustentabilidade e competitividade do lúpulo nacional
Segundo os pesquisadores, a tecnologia de extração supercrítica com CO₂ representa um avanço estratégico para a cadeia do lúpulo no Brasil, ao otimizar o aproveitamento da produção, reduzir desperdícios e fortalecer a bioeconomia.
O método também pode tornar o cultivo nacional mais competitivo frente aos grandes produtores internacionais, como Estados Unidos e Alemanha.
Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica Springer Nature, evidenciando o reconhecimento internacional da inovação brasileira.
📖 Leia o artigo completo em: Springer Nature
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Safra de cana 2026/2027 em Minas Gerais deve crescer 11,6% e atingir 83,3 milhões de toneladas
A safra de cana em Minas Gerais para o ciclo 2026/2027 deve registrar crescimento expressivo, consolidando o estado como um dos principais polos da bioenergia no país. A produção está estimada em 83,3 milhões de toneladas, avanço de 11,6% em relação à safra anterior, que somou 74,7 milhões de toneladas.
Os dados foram divulgados pela SIAMIG Bioenergia durante a 9ª Abertura da Safra Mineira de Açúcar e Etanol, realizada pela CMAA, em Uberaba (MG).
Crescimento é puxado por produtividade e leve expansão de área
O avanço da safra está diretamente ligado à melhora nos indicadores agrícolas. A produtividade média deve subir 10%, passando de 72,1 para 79,4 toneladas por hectare, impulsionada por condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo.
A área destinada à moagem também apresenta leve crescimento:
- Área de moagem: 1,05 milhão de hectares (alta de 1%)
- Área total de cana: crescimento de 3%
O desempenho no campo reforça a recuperação do setor após ciclos anteriores mais desafiadores.
Qualidade da matéria-prima melhora com avanço do ATR
Outro destaque da safra é a melhora na qualidade da cana. O ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) deve atingir média de 139,4 kg por tonelada, avanço de 1,4%.
Esse indicador é fundamental para a rentabilidade da indústria, pois impacta diretamente a produção de açúcar e etanol.
Produção industrial acompanha crescimento da moagem
No setor industrial, a produção total de ATR está estimada em 11,6 milhões de toneladas, crescimento de 13,2% na comparação anual.
O mix produtivo — divisão entre açúcar e etanol — segue como fator estratégico e dependerá das condições de mercado e do ambiente regulatório.
Cenário base mantém equilíbrio entre açúcar e etanol
No cenário considerado mais provável, a distribuição da produção deve permanecer próxima à da safra anterior:
- Açúcar: 6,1 milhões de toneladas (alta de 13,2%)
- Etanol total: 3,04 milhões de m³ (alta de 13,0%)
- Mix: cerca de 55% da cana destinada ao açúcar
O crescimento ocorre de forma equilibrada entre etanol anidro e hidratado.
Etanol pode ganhar espaço com mudança no ambiente de mercado
Em um cenário alternativo, com medidas que ampliem a competitividade do etanol hidratado em Minas Gerais, o setor pode registrar mudanças relevantes:
- Mix com redução do açúcar para cerca de 51%
- Produção de etanol: 3,34 milhões de m³ (alta de 24,2%)
- Etanol hidratado: 2,23 milhões de m³ (alta de 39,8%)
Nesse contexto, a produção de açúcar teria crescimento mais moderado, alcançando 5,65 milhões de toneladas (alta de 4,6%).
Perspectivas: flexibilidade industrial e mercado definem o rumo
O desempenho projetado para a safra de cana em Minas Gerais reflete a recuperação dos principais indicadores agrícolas, como área, produtividade e ATR, além da elevada flexibilidade industrial do setor sucroenergético.
A definição final do mix produtivo dependerá principalmente de fatores como preços internacionais do açúcar, competitividade do etanol e políticas públicas voltadas ao biocombustível.
Com cenário favorável no campo e capacidade de adaptação nas usinas, Minas Gerais se posiciona para mais um ciclo de crescimento relevante na produção de açúcar e etanol.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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