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Tecnologia e Colaboração São Aliadas no Combate aos Incêndios Florestais em MS
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A combinação de tecnologia de ponta, como o uso de drones térmicos, e ações preventivas tem sido fundamental no combate ao fogo. A 13ª edição da campanha Fogo Zero, lançada em Campo Grande, reforça a importância da integração entre entidades, empresas e o setor público para proteger o meio ambiente e garantir o desenvolvimento sustentável do estado.
Incêndios florestais em números alarmantes
Em 2024, Mato Grosso do Sul registrou um aumento expressivo nos incêndios florestais, com 2.057.400 hectares destruídos, um crescimento superior a 55% em relação ao ano anterior, quando 1.328.700 hectares foram atingidos. Os focos de calor também dispararam, passando de 4.592 para 11.993, mais que dobrando em apenas um ano. Esses dados foram revelados no lançamento da 13ª campanha Fogo Zero, promovida pela Reflore-MS, com o objetivo de conscientizar e mobilizar a população e as empresas florestais para o combate às queimadas.
Tecnologia no combate aos incêndios
Em resposta ao aumento dos incêndios, a MS Florestal intensificou suas ações de combate com o uso de drones com sensores térmicos, tecnologia que permite a detecção de focos de calor, mesmo em áreas de difícil acesso. Alex Mário Oliveira, gerente de Prevenção e Combate a Incêndio da MS Florestal, destaca a importância dessa inovação: “O drone virou nossos olhos no alto. Ele enxerga o que a gente não vê do chão e nos dá vantagem no tempo de resposta. Cada minuto faz diferença quando o fogo começa.”
Essa tecnologia proporciona uma resposta mais rápida e eficiente, permitindo que as equipes de combate ao incêndio atuem de maneira estratégica e assertiva, minimizando danos ambientais e econômicos.
A união de esforços no combate aos incêndios
Representantes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul ressaltaram a importância da colaboração entre diferentes entidades no enfrentamento aos incêndios. O coronel Adriano Noleto Rampazo, subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros, afirmou: “Em 30 anos de serviço, não lembro de dois anos seguidos com incêndios tão severos. Mesmo com chuvas recentes, o risco continua alto. Reforçamos nossos cursos e equipamentos, e contar com a estrutura e a responsabilidade das empresas florestais é crucial nesse cenário.”
Prevenção como pilar central da campanha
A prevenção continua sendo o principal foco da Reflore-MS, que, segundo seu presidente Júnior Ramires, acredita que a integração entre empresas, produtores e instituições é essencial para alcançar a meta de “fogo zero”. “A campanha é reflexo de um trabalho contínuo que precisa do engajamento de todos”, afirmou.
O secretário executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Semadesc, Rogério Beretta, também destacou a evolução na abordagem do tema ao longo dos anos. “Há 13 anos, falar de prevenção era algo distante. Com o passar dos anos, ficou claro que esse trabalho é essencial para o desenvolvimento econômico do Estado. Não podemos admitir incêndios em áreas agrícolas, industriais e, muito menos, no Pantanal.”
O crescimento do setor florestal no Estado
O setor florestal de Mato Grosso do Sul tem se destacado nos últimos anos, tanto em termos de crescimento quanto em importância econômica. Frederico Stella, diretor-secretário do Sistema Famasul, afirmou que o setor florestal “desbancou até o complexo da soja nas exportações, o que mostra sua força e relevância”. Esse crescimento reforça a importância da sustentabilidade no manejo florestal e do combate aos incêndios, elementos cruciais para a manutenção desse desenvolvimento.
III Jornada Florestal e intercâmbio de informações
Além da campanha de sensibilização contra o fogo, a Reflore-MS também iniciou a III Jornada Florestal, um evento que percorre indústrias e viveiros em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul. O objetivo é promover um intercâmbio de informações sobre o setor e compartilhar boas práticas para a prevenção e combate aos incêndios.
Nesta quarta-feira (7), os participantes farão uma visita ao viveiro da MS Florestal, em Água Clara, com a presença de cerca de 40 técnicos e lideranças locais, reforçando a importância da capacitação contínua e da troca de experiências no enfrentamento de desafios ambientais.
A importância da união e da inovação
O combate aos incêndios florestais em Mato Grosso do Sul depende da integração de esforços entre diversos setores e da adoção de tecnologias inovadoras. A combinação de prevenção, capacitação, tecnologia e colaboração é a chave para enfrentar os desafios impostos pela estiagem e as queimadas, garantindo a proteção do meio ambiente e a sustentabilidade econômica do estado. O compromisso coletivo é essencial para alcançar um futuro mais seguro e equilibrado para o setor florestal e o Estado como um todo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Frete pode representar até 40% do custo das commodities agrícolas e impulsiona avanço da inteligência logística no agronegócio brasileiro
O transporte de cargas se consolida como um dos principais componentes de custo dentro das cadeias do agronegócio brasileiro. Em algumas operações, o frete pode representar entre 30% e 40% do valor final das commodities agrícolas, segundo levantamento do ESALQ-LOG, da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
O dado evidencia a crescente importância da logística em um setor que movimenta mais de 1 bilhão de toneladas de cargas por ano no país, abrangendo grãos, celulose, cana-de-açúcar, fertilizantes e insumos agrícolas. Nesse contexto, a eficiência logística deixa de ser apenas operacional e passa a ser um fator determinante de competitividade no agronegócio.
Pressão logística aumenta com expansão da produção agrícola
De acordo com a CNA, a expansão da produção agropecuária brasileira tem superado o ritmo de desenvolvimento da infraestrutura logística nacional, ampliando gargalos no transporte e elevando custos operacionais para embarcadores e produtores.
O descompasso entre produção e infraestrutura pressiona o setor a buscar soluções mais eficientes de gestão de transporte, especialmente em um cenário de alta dependência rodoviária e longas distâncias até portos e centros consumidores.
Tecnologia passa a ser peça central na gestão do frete
Diante desse cenário, empresas do agronegócio e operadores logísticos têm intensificado investimentos em tecnologias voltadas à inteligência logística, com foco em rastreamento, automação e análise de dados em tempo real.
As soluções incluem monitoramento de veículos, cargas, motoristas e rotas, além de sistemas capazes de identificar riscos operacionais antes que eles gerem impactos financeiros ou atrasos na cadeia de abastecimento.
Para o CEO da Maxtrack, empresa especializada em inteligência logística, Braulio de Carvalho, o setor vive uma mudança estrutural na forma de enxergar eficiência e segurança.
“Historicamente, muitas empresas viam a segurança como custo e a eficiência como resultado operacional separado. Hoje, está claro que operações seguras são também mais eficientes, pois evitam perdas, acidentes e interrupções que afetam diretamente os custos e a produtividade”, afirma.
Setor busca previsibilidade e decisões baseadas em dados
Segundo o executivo, o avanço da conectividade, da telemetria e da inteligência artificial tem ampliado a capacidade de gestão das operações logísticas no agronegócio.
“O embarcador deixou de buscar apenas rastreamento. Ele busca previsibilidade, quer entender se a operação está ocorrendo conforme o planejado e identificar gargalos antes que eles gerem prejuízos. Isso muda completamente a forma de gestão da logística”, explica.
A incorporação de sistemas analíticos e ferramentas preditivas permite que decisões sejam tomadas com base em dados em tempo real, reduzindo incertezas e aumentando a eficiência das operações.
Celulose lidera adoção de inteligência logística
Entre os segmentos do agronegócio, o setor de celulose e operações florestais estão entre os mais avançados na adoção de soluções de inteligência logística.
A necessidade de transporte de grandes volumes em regiões remotas, muitas vezes com baixa infraestrutura e conectividade limitada, impulsiona o uso de tecnologias integradas de monitoramento e gestão de desempenho.
Segundo Braulio de Carvalho, o movimento reflete uma tendência de convergência entre segurança e eficiência operacional.
“Os mesmos dados usados para prevenir acidentes e proteger cargas também ajudam a otimizar rotas, reduzir desperdícios e melhorar a produtividade. Essa integração está se tornando padrão nas cadeias logísticas do agronegócio”, destaca.
Inteligência artificial e conectividade redefinem a logística no campo
Além da telemetria avançada, soluções baseadas em inteligência artificial já permitem identificar comportamentos de risco, analisar imagens automaticamente, gerar alertas preventivos e apoiar decisões mesmo em áreas com baixa cobertura de rede.
Com isso, a logística passa a ocupar um papel ainda mais estratégico na competitividade do agronegócio brasileiro. A capacidade de transformar dados em decisões rápidas e assertivas se torna um diferencial importante para embarcadores e empresas do setor.
“Em um cenário de margens pressionadas e custos elevados, a tecnologia deixa de ser diferencial e passa a ser requisito básico para gestão eficiente da cadeia logística”, conclui o executivo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


