CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Tensão nas negociações entre EUA e China pressiona bolsas asiáticas

Publicados

AGRONEGOCIOS

Os principais índices acionários da China e de Hong Kong encerraram o pregão desta terça-feira (10) em queda, diante da cautela dos investidores que aguardam novas informações sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China, realizadas em Londres.

Investidores adotam cautela com impasse comercial

As conversas entre os representantes das duas maiores economias do mundo seguiram pelo segundo dia consecutivo, envolvendo temas delicados como tarifas, semicondutores, vistos de estudantes e o acesso a minerais de terras raras — insumos estratégicos que impactam diretamente a cadeia global de suprimentos.

A expectativa é de que esses assuntos, considerados mais complexos e estratégicos, não sejam resolvidos em um único encontro. Esse cenário tem gerado uma postura de “esperar para ver” por parte dos mercados, após um breve momento de otimismo inicial.

Desempenho dos índices chineses
  • CSI300: recuou 0,51%, fechando aos 3.865 pontos.
  • SSEC (Xangai): caiu 0,44%, encerrando o dia aos 3.384 pontos.
  • Hang Seng (Hong Kong): teve leve queda de 0,08%, aos 24.162 pontos.
Leia Também:  Alta do diesel pressiona custos da cafeicultura com aproximação da colheita 2026/27

O setor de tecnologia listado em Hong Kong registrou retração de 0,8%.

Segundo Sean Teo, operador de vendas do Saxo, “as negociações entre os EUA e a China são definitivamente o foco dos mercados nesta semana, mas após o primeiro dia de tratativas, os mercados mostram relativa estabilidade”.

Queda nas exportações e pressões internas

O encontro ocorre em um momento delicado para a economia chinesa. Em maio, as exportações do país para os Estados Unidos caíram 34,5%, enquanto aumentam as pressões deflacionárias internas, elevando a tensão em torno dos rumos da economia chinesa.

Desde 2 de abril, quando o então presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou novas tarifas “recíprocas”, os mercados chineses operam com pouca variação, refletindo a instabilidade provocada pelas incertezas no cenário global.

Desempenho de outras bolsas asiáticas
  • Tóquio (Nikkei): queda de 0,3%, a 38.211,51 pontos.
  • Seul (Kospi): alta de 0,56%, a 2.871 pontos.
  • Taiwan (Taiex): avanço expressivo de 2,07%, a 22.242 pontos.
  • Cingapura (Straits Times): leve recuo de 0,06%, a 3.933 pontos.
  • Sydney (S&P/ASX 200): alta de 0,84%, a 8.587 pontos.
Leia Também:  Barretos retoma liderança do agronegócio paulista em 2025 impulsionada pela alta do boi gordo

A expectativa segue voltada para os próximos desdobramentos das negociações entre Washington e Pequim, que seguem sendo um dos principais vetores de volatilidade nos mercados internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Propaganda

AGRONEGOCIOS

Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

Publicados

em

A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

Leia Também:  Fibras impulsionam saúde intestinal e produtividade na avicultura: entenda seus benefícios e aplicações

No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

Leia Também:  Pesca e aquicultura brasileiras marcam presença no congresso internacional IFC Amazônia

O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA