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Tratores modernos impulsionam produtividade de hortifruticultores na Hortitec 2025

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O Brasil é referência mundial na produção de hortifrutis e flores. No segmento de frutas, o país ocupa a terceira posição global, atrás apenas da China e Índia. Já na produção de hortaliças, o volume ultrapassa 20 milhões de toneladas por ano, cultivadas em cerca de 850 mil hectares, gerando uma movimentação anual de aproximadamente R$ 55 bilhões. O setor reúne mais de 800 mil produtores, principalmente da agricultura familiar, que adotam tecnologias para aumentar a produtividade e a sustentabilidade. Na área de flores e plantas ornamentais, o Brasil cultiva mais de 15,6 mil hectares, representando 8% do total mundial, com destaque para São Paulo, que concentra 40% dessa produção.

Desafios e oportunidades para os produtores

Os setores apresentam perspectivas positivas, impulsionados pela demanda interna e expansão para mercados internacionais. Contudo, para garantir competitividade, é fundamental investir em mecanização, inovação tecnológica, sustentabilidade e capacitação profissional. Nessa direção, tratores com alta tecnologia embarcada, como os da LS Tractor — multinacional sul-coreana com forte presença no Brasil — vêm ganhando espaço no dia a dia dos produtores.

Hortitec 2025: tecnologia em foco

A LS Tractor participa da Hortitec 2025 — Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas — que ocorre de 25 a 27 de junho em Holambra (SP), com o apoio de duas concessionárias. Segundo Ademir Chiquetti Júnior, gerente da concessionária J.A. em Mogi Mirim (SP), os tratores são ferramentas versáteis, utilizadas desde o preparo do solo até a colheita em hortaliças, frutas e flores.

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Na horticultura, eles atuam no preparo do solo, formação de canteiros, manejo, plantio, adubação, pulverização e transporte da produção até os caminhões. Na produção de flores, os tratores são essenciais tanto para cultivos em campo aberto quanto em estufas, facilitando o manejo de substratos, aplicação de defensivos e transporte interno dentro das áreas de cultivo e armazenamento.

Tecnologia e desempenho dos tratores LS

Os modelos mais utilizados são voltados para a agricultura familiar, como os recém-lançados J25H, MT2-27 e MT4-70, além dos consagrados modelos da série “R” (R50 e R65) e os Plus 80 e 90. Astor Kilpp, consultor de marketing da marca, destaca o menor raio de giro do mercado, ideal para manobras em áreas pequenas, reduzindo o pisoteio das plantas e aumentando a eficiência.

Outro diferencial está na transmissão LS, com sistema de reversão sincronizado e ampla gama de marchas, incluindo super-redutor (creeper), que permite velocidades a partir de 160 metros por hora, possibilitando maior precisão nas diferentes etapas do trabalho. A tecnologia de monitoramento do motor com sensores de pressão do óleo e temperatura da água assegura a operação segura e dentro dos parâmetros ideais.

Os tratores LS são projetados para usar a potência de forma econômica, com ajuste específico para cada tarefa. Os modelos de 50 e 65 cavalos contam com 32 marchas, o que garante melhor desempenho, eficiência e rentabilidade nas operações agrícolas.

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Holambra: polo estratégico para o setor

Holambra, onde acontece a Hortitec, é o maior centro de produção e exportação de flores e plantas ornamentais da América Latina, respondendo por cerca de 80% das exportações brasileiras do setor e 40% da produção nacional. A cidade também é referência no cultivo de frutas de clima temperado (pêssegos, maçãs, nectarinas, ameixas), cítricos (laranjas e limões) e hortaliças.

Expectativas para a Hortitec 2025

A 30ª edição da Hortitec visa aproximar produtores de empresas expositoras, favorecendo o conhecimento das demandas do setor e a realização de negócios. Luís Augusto Simão de Souza, diretor de vendas da concessionária Terrazul Tratores (LS Tractor), destaca o foco em estreitar laços com produtores de hortifrutis, especialmente das regiões de Piedade e Ibiúna.

Ademir Chiquetti Júnior, presente no evento há oito anos, está otimista e espera aumentar as vendas em 20% nesta edição.

Participação e contatos

A Hortitec 2025 será palco para apresentar e promover tecnologias que ajudam o setor hortifrutícola a avançar em produtividade, sustentabilidade e competitividade, com destaque para os tratores versáteis e tecnologicamente avançados da LS Tractor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil pode unificar rastreabilidade para blindar soja e carne à China e à União Europeia

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A integração dos sistemas utilizados para comprovar a origem da soja e da carne bovina pode reduzir custos, evitar auditorias repetidas e fortalecer o acesso dos produtos brasileiros aos mercados da China e da União Europeia. A proposta consta de um estudo divulgado pelo WRI Brasil, que identificou 21 iniciativas públicas e privadas de rastreabilidade e controle ambiental em funcionamento no País, mas com critérios, bancos de dados e formas de verificação diferentes.

O WRI Brasil não é um órgão público nem representa produtores ou empresas do agronegócio. Trata-se de uma associação privada sem fins lucrativos e de pesquisa ambiental, integrante do World Resources Institute, organização internacional fundada nos Estados Unidos em 1982. A instituição atua em mais de 50 países e desenvolve estudos sobre clima, florestas, cidades, alimentos e uso da terra, em parceria com governos, empresas, universidades e organizações da sociedade civil.

Por isso, o protocolo sugerido pelo instituto não tem força de lei, não substitui a fiscalização brasileira e tampouco cria uma certificação obrigatória. A proposta funciona como uma recomendação técnica para aproximar ferramentas que já existem, mas ainda não conversam adequadamente entre si.

O problema identificado está na fragmentação. Uma plataforma verifica a situação ambiental da propriedade; outra acompanha a movimentação dos animais; uma terceira atende a determinado comprador ou certificação. Também existem diferenças nas datas utilizadas para delimitar o desmatamento, no tratamento dos fornecedores indiretos e nos critérios de bloqueio de propriedades.

Na prática, uma mesma fazenda pode estar regular perante a legislação brasileira e, ainda assim, não atender ao protocolo privado de uma empresa ou à exigência ambiental de determinado mercado. Para o produtor, isso significa fornecer informações semelhantes várias vezes, contratar auditorias diferentes e enfrentar dúvidas sobre qual padrão será aceito no momento da venda.

A proposta ganha relevância pelo tamanho das duas cadeias. O Brasil colheu 180,6 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26 e poderá exportar 116,3 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento. Na pecuária, o País possui o maior rebanho comercial do mundo, produz mais de 11 milhões de toneladas de carne bovina por ano e ocupa a liderança global nas exportações.

A China está no centro dessa discussão. O país asiático comprou R$ 282 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro em 2025, considerando o câmbio de R$ 5,10, e respondeu por quase um terço de toda a receita externa do setor. O mercado chinês recebe a maior parte da soja exportada pelo Brasil e aproximadamente metade da carne bovina embarcada pelo País.

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Embora a China ainda não tenha uma legislação equivalente ao regulamento europeu contra o desmatamento, compradores, instituições financeiras e grandes empresas chinesas vêm ampliando as exigências de origem e conformidade ambiental. O estudo sustenta que Brasil e China poderiam construir um referencial comum antes que diferentes compradores estabeleçam critérios próprios e aumentem a burocracia.

Na União Europeia, a pressão já está formalizada. O Regulamento Europeu sobre Produtos Livres de Desmatamento, conhecido pela sigla EUDR, determina que soja, gado, café, cacau, madeira, borracha e óleo de palma, além de produtos derivados, somente poderão entrar no bloco quando houver comprovação de que não foram produzidos em áreas desmatadas depois de 31 de dezembro de 2020.

A regra começará a valer em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médias empresas. A maioria das micro e pequenas terá até 30 de junho de 2027. O importador europeu será o responsável legal pela declaração, mas dependerá de informações fornecidas pela cadeia brasileira, como a localização geográfica da propriedade e a documentação necessária para demonstrar a origem do produto.

Esse é um dos pontos de maior atrito com o setor produtivo. O EUDR não considera apenas se o desmatamento foi legal ou ilegal segundo o Código Florestal brasileiro. Mesmo uma supressão de vegetação autorizada pelas autoridades nacionais, se realizada após a data de corte europeia, pode tornar o produto inelegível para aquele mercado.

No caso da soja, a rastreabilidade precisa chegar à propriedade onde o grão foi cultivado. A dificuldade aparece quando cargas de diferentes fazendas são reunidas em armazéns, cooperativas, cerealistas e tradings. A proposta é integrar documentos fiscais, cadastros ambientais, localização das áreas produtoras e registros comerciais, preservando a identificação da origem mesmo depois da mistura física do produto.

Na pecuária, o desafio é maior. Um bovino pode nascer em uma propriedade, passar pela recria em outra e ser terminado em uma terceira antes de chegar ao frigorífico. Atualmente, a indústria consegue fiscalizar com maior facilidade o fornecedor direto, responsável por entregar o animal para abate, mas nem sempre possui visibilidade completa das fazendas anteriores.

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A Guia de Trânsito Animal registra a movimentação dos lotes, enquanto o Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos permite acompanhar animais individualmente em cadeias que exigem esse controle. A adesão ao sistema individual, entretanto, ainda não alcança todo o rebanho nacional.

O governo iniciou a implantação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, com execução prevista até 2032. A recomendação do estudo é que frigoríficos e compradores avancem desde já no controle dos fornecedores indiretos, sem esperar a identificação obrigatória de todos os animais.

A carne brasileira ainda enfrenta outro impasse com a União Europeia, que não deve ser confundido com o EUDR. Além da origem ambiental, o bloco exige garantias sobre o controle de determinados antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais. A Comissão Europeia anunciou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a fornecer carnes e outros produtos de origem animal a partir de 3 de setembro de 2026, caso não considere suficientes as garantias apresentadas.

O governo brasileiro sustenta que possui um sistema oficial confiável e que somente certificará produtos que cumprirem integralmente as exigências europeias. O ponto de divergência é a cobrança de uma comprovação prévia para medidas implementadas progressivamente ao longo do ciclo produtivo. Na avicultura, esse ciclo pode ser concluído em cerca de 40 dias; na bovinocultura, a formação de animais plenamente elegíveis pode levar dois anos ou mais.

Assim, a carne brasileira enfrenta duas frentes distintas na Europa: a ambiental, relacionada ao desmatamento e à rastreabilidade da propriedade de origem; e a sanitária, ligada ao uso de antimicrobianos durante a vida do animal. A unificação dos sistemas proposta pelo WRI ajudaria principalmente na primeira frente. Para o produtor, o resultado dependerá de como essa integração será implementada, de quem pagará pela adaptação e de sua capacidade de reduzir burocracia, em vez de acrescentar uma nova camada de exigências ao campo.

Fonte: Pensar Agro

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