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USDA aponta crescimento mais lento e queda na qualidade do algodão nos EUA

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta terça-feira (12) seu boletim semanal Weekly Weather and Crop Bulletin, apontando um avanço mais lento no desenvolvimento da safra de algodão e uma redução na qualidade do produto.

Safra de algodão apresenta atraso no estágio de quadratura

Segundo o relatório, até 10 de agosto, 93% da safra americana havia atingido o estágio de quadratura, dois pontos percentuais abaixo do mesmo período de 2024 e um ponto inferior à média dos últimos cinco anos.

Este indicador é considerado fundamental para acompanhar o desenvolvimento do algodão, pois reflete o momento em que as plantas começam a formar os botões florais, etapa essencial para o rendimento futuro da produção.

Formação e abertura de capulhos seguem abaixo da média

O boletim do USDA também destacou que 65% do algodão estava com capulhos em formação, sete pontos abaixo do registrado em 2024 e seis pontos abaixo da média histórica.

Já a porcentagem de plantas com capulhos em abertura atingiu 8%, número quatro pontos menor do que no ano anterior e dois pontos inferior à média dos últimos cinco anos. Esses dados indicam um desenvolvimento da safra mais lento do que o esperado, impactando projeções de produtividade.

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Qualidade do algodão sofre leve recuo

Em termos de qualidade, 53% da safra americana foi classificada como em condições de “bom a excelente” no dia 10 de agosto, apresentando queda de dois pontos percentuais em relação à semana anterior.

O USDA reforça que a combinação de desenvolvimento atrasado e leve queda na qualidade exige atenção contínua dos produtores, especialmente para o planejamento de colheita e manejo da lavoura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Venda de soja acelera em Mato Grosso e comercialização da safra 2025/26 supera 81%; preços avançam

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Comercialização da soja em Mato Grosso avança com força e preços registram alta

A comercialização da soja em Mato Grosso ganhou ritmo nos últimos meses, impulsionada principalmente pela necessidade de abertura de espaço nos armazéns para a chegada da segunda safra de milho. O movimento também foi favorecido pela valorização dos preços da oleaginosa, levando produtores a intensificarem as negociações tanto da safra atual quanto dos ciclos futuros.

De acordo com levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), as vendas da safra 2025/26 alcançaram 81,04% da produção estimada até maio, representando avanço de 8,52 pontos percentuais em relação ao mês anterior. O percentual também supera em 5,02 pontos percentuais o registrado no mesmo período da temporada 2024/25.

Liberação de armazéns acelera negociações

O avanço da comercialização está diretamente relacionado à necessidade dos produtores de escoar os estoques de soja para receber a safra de milho, cuja colheita começa a ganhar intensidade em diversas regiões do estado.

Além da questão logística, a melhora nas cotações contribuiu para estimular novas vendas. O preço médio da soja da safra 2025/26 encerrou maio em R$ 106,58 por saca, registrando valorização de 1,85% em comparação com abril.

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O cenário reforça a estratégia adotada pelos produtores de aproveitar momentos de recuperação dos preços para ampliar a comercialização e reduzir riscos de mercado.

Safra 2026/27 também registra avanço nas vendas

O movimento de antecipação não se limita à temporada atual. Segundo o Imea, a comercialização da safra 2026/27 atingiu 18,49% da produção projetada, avanço de 4,96 pontos percentuais frente ao mês anterior.

O desempenho também supera em 4,34 pontos percentuais o registrado no mesmo período do ciclo anterior, evidenciando maior interesse dos produtores em travar parte da produção futura.

A antecipação das negociações foi favorecida pela valorização de 1,37% no preço médio mensal da safra futura, que encerrou maio cotada a R$ 109,11 por saca.

Custos elevados e clima mantêm produtores atentos

Apesar do avanço nas vendas, o cenário para os próximos ciclos continua cercado por desafios. O Imea destaca que os elevados custos de produção e as incertezas climáticas seguem sendo fatores de atenção para os agricultores mato-grossenses.

Diante desse ambiente, muitos produtores optam por aproveitar janelas favoráveis de preços para garantir margens e reduzir a exposição às oscilações do mercado.

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A estratégia de comercialização antecipada tem sido uma ferramenta importante para o gerenciamento de riscos, especialmente em um contexto de volatilidade nos mercados agrícolas e de custos ainda elevados para a implantação das lavouras.

Preço da soja disponível também avança

No mercado físico, a soja disponível em Mato Grosso registrou valorização na última semana. O indicador do Imea apresentou alta de 0,54%, encerrando a sexta-feira cotado a R$ 105,17 por saca.

O desempenho positivo reforça o cenário de maior movimentação comercial no estado, que segue como principal produtor de soja do Brasil e referência para o mercado nacional da oleaginosa.

Com a colheita do milho avançando e os produtores atentos às oportunidades de mercado, a tendência é de continuidade do fluxo de vendas nas próximas semanas, tanto para a safra atual quanto para os ciclos futuros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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