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Wine South America 2025 terá recorde de expositores e mira R$ 100 milhões em negócios
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Com um crescimento de 20% no número de expositores em relação ao ano anterior, o evento reunirá mais de 430 marcas nacionais e internacionais e projeta movimentar mais de R$ 100 milhões em negócios. A feira se consolida como vitrine da vitivinicultura brasileira e ponto de encontro estratégico para compradores e produtores de diversos países.
Feira cresce e fortalece negócios no período pré-inverno
Marcada para ocorrer estrategicamente antes das vendas de inverno — quando o consumo de vinhos tradicionalmente aumenta —, a Wine South America 2025 registra avanços significativos. O número de expositores cresceu 20%, totalizando mais de 430 marcas, com destaque para vinícolas nacionais e internacionais. A expectativa é atrair mais de 7 mil compradores profissionais, entre representantes de grandes redes varejistas, boutiques especializadas e empresas do setor de hospitalidade.
Representatividade nacional: 200 vinícolas brasileiras confirmadas
A participação brasileira será a maior já registrada. Estão confirmadas cerca de 200 vinícolas de diferentes terroirs, incluindo regiões consagradas como Serra Gaúcha, Campanha Gaúcha, Serra do Sudeste, Campos de Cima da Serra, além de outras como Serra Catarinense, Vales da Uva Goethe, Cerrado Goiano, Vale do São Francisco, Serra da Mantiqueira e a estreante Brasília.
“A Wine South America é mais do que uma feira. É uma plataforma estratégica que impulsiona a vitivinicultura brasileira, promove o nosso terroir e projeta a excelência do vinho nacional para novos mercados”, afirma Marcos Milaneze, diretor do evento.
Destaques internacionais: Itália, Portugal e Cone Sul em evidência
No cenário global, a Itália se consolida como protagonista ao triplicar sua participação no evento. Com apoio da ICE – Agência para a Internacionalização das Empresas Italianas, o país apresentará vinhos da tradicional região de Friuli e ampliará a representatividade do Vêneto. Portugal também se destaca com a estreia do espaço Wines of Portugal, que reunirá rótulos premiados e contará com a participação inédita da Região de Lisboa.
A presença do Cone Sul será garantida com vinícolas da Argentina, Chile e Uruguai, apoiadas por instituições como a CFI Promendoza e a ProChile. Esses países apresentarão rótulos que refletem a diversidade e a riqueza vitivinícola sul-americana.
Rodadas de negócios com compradores nacionais e internacionais
A feira contará com iniciativas que visam fomentar negócios diretos entre produtores e compradores, como o Projeto Comprador Nacional, realizado em parceria com o Sebrae-RS e o Consevitis-RS, que conectará mais de 180 compradores a pequenas e médias vinícolas brasileiras.
Já o Projeto Comprador Internacional, promovido pelo Wines of Brazil e pela ApexBrasil, trará compradores de países como Estados Unidos, Irlanda, El Salvador e Reino Unido. Uma nova parceria com o Italian Trade Agency (ITA) também permitirá a presença de mais de 16 compradores de mercados estratégicos da América Latina, como Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Venezuela.
Ao todo, mais de 200 top buyers já estão confirmados para as rodadas de negócios, que devem gerar mais de 2 mil reuniões estratégicas e movimentar acima de R$ 100 milhões em vendas durante e após a feira.
Visibilidade e promoção do vinho brasileiro
Para dar ainda mais visibilidade ao evento e aos produtores, a Wine South America 2025 contará com a presença de mais de 20 jornalistas dos principais veículos de imprensa do país, além de influenciadores do universo do vinho. A divulgação será um reforço importante para posicionar a vitivinicultura brasileira no cenário internacional.
Conteúdo, experiência e imersão no terroir nacional
Além de negócios, o evento oferecerá uma programação diversificada com foco em conhecimento e experiência. O Wine Summit, workshops e visitas técnicas às vinícolas locais proporcionarão uma verdadeira imersão na inovação e qualidade dos vinhos brasileiros.
Também estão previstas masterclasses conduzidas por grandes especialistas do setor, com curadoria da Associação Brasileira de Sommeliers do Rio Grande do Sul (ABS-RS). Outro destaque será a entrega dos prêmios da 10ª edição da Grande Prova Vinhos do Brasil, que avaliou mais de mil rótulos de dez estados brasileiros em degustações às cegas.
Vitrine do vinho latino-americano
Com foco em inovação, networking e geração de negócios, a Wine South America 2025 reforça seu papel como uma das principais plataformas de divulgação, valorização e internacionalização do vinho brasileiro e sul-americano. A Serra Gaúcha, mais uma vez, se prepara para receber o mundo do vinho em uma celebração de qualidade, tradição e novas oportunidades.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril
O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.
Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços
A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.
No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.
O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.
Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante
No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:
- Paraná: +20%
- Rio Grande do Sul: +25%
Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.
Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.
Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade
A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.
No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.
Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.
Câmbio limita repasse da alta internacional
Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.
A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.
Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio
A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.
No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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