BRASIL
Ações do MME em ciência e proteção ambiental geram retorno bilionário à sociedade
BRASIL
O Ministério de Minas e Energia (MME) e o Serviço Geológico do Brasil (SGB) apresentaram os resultados do Balanço Social 2024, que revelou um lucro social de R$ 6,4 bilhões. O conceito, que expressa os benefícios diretos à população a partir de investimentos públicos, inclui avanços em prevenção de desastres, gestão hídrica e desenvolvimento mineral, com retorno médio de R$ 9,47 para cada R$ 1 aplicado no SGB.
“O MME tem orientado suas vinculadas a produzir resultados concretos para a população brasileira, especialmente em áreas estratégicas para o desenvolvimento nacional, como o fortalecimento do setor mineral, a gestão hídrica e a prevenção de desastres. Os dados apresentados pelo SGB mostram a importância do investimento público em ciência e tecnologia para proteger vidas, impulsionar a economia e garantir o futuro sustentável do Brasil”, destacou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
O balanço destaca os resultados expressivos em áreas essenciais, como o fortalecimento do setor mineral, com a geração de 221 mil empregos diretos e um faturamento de R$ 271 bilhões. O SGB mapeou 80 mil km² de novas áreas geológicas, impulsionando a prospecção de minerais estratégicos para a transição energética e a segurança alimentar.
Na área de recursos hídricos, a operação da Rede Hidrometeorológica Nacional gerou um retorno social de R$ 2,5 bilhões, enquanto os produtos de hidrogeologia somaram R$ 1,4 bilhão. Já os sistemas de alerta hidrológico, fundamentais para reduzir riscos em casos de cheias e inundações, beneficiaram mais de 1,4 milhão de pessoas em estados como Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Espírito Santo, evitando prejuízos de mais de R$ 253 milhões.
Em prevenção de desastres, o SGB capacitou 3,6 mil pessoas e elaborou mapeamentos de áreas de risco geológico que geraram R$ 37 milhões em lucro social. Também foram realizados estudos para implantação de aterros sanitários na Amazônia e no Pará, beneficiando diretamente 45 mil pessoas.
A educação e a disseminação do conhecimento geocientífico também foram reforçadas por iniciativas como o Programa de Residência em Ciências da Terra, o Museu de Ciências da Terra e o SGBeduca, que juntos geraram mais de R$ 1,5 milhão em lucro social.
Para a secretária de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME, Ana Paula Bittencourt, os resultados refletem o papel estratégico do SGB. “O Balanço Social evidencia como o trabalho técnico do Serviço Geológico do Brasil fortalece políticas públicas em áreas sensíveis, desde a segurança hídrica até o desenvolvimento mineral, fundamentais para o crescimento sustentável do país”, afirmou.
O Balanço Social do SGB está disponível na íntegra no site da instituição.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]
Instagram ● Twitter ● Facebook ● YouTube ● Flickr ● LinkedIn
BRASIL
Defensoras Populares chega ao Espírito Santo e amplia acesso à Justiça para mulheres
Vitória, 17/6/2026 – O projeto Defensoras Populares, iniciativa do programa Antes que Aconteça da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) foi lançado no domingo (14), em Vitória (ES).
A secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho, participou da cerimônia realizada no Centro Educacional Agostiniano. Integraram a mesa de abertura do evento a promotora de Justiça do Ministério Público do Espírito Santo, Cristiane Soares; a coordenadora de Relações Institucionais da Presidência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Zélia Maria Profeta da Luz; a coordenadora do Programa de Extensão Fordan da Universidade Federal do Espírito Santo, Rosely Pires; as deputadas estaduais Jackeline Rocha, Camila Valadão e Iriny Lopes e as coordenadoras nacional e estadual do projeto, Camila Miranda e Beatriz de Barros.
“Fortalecer a atuação das mulheres nos territórios é estratégico para prevenir violências e ampliar o alcance das políticas públicas”, destacou.
A ação nacional de formação em direitos humanos voltada a mulheres em situação de vulnerabilidade social é realizada em parceria com a Fiocruz e tem como objetivo fortalecer lideranças comunitárias e ampliar o acesso à Justiça nos territórios.
O lançamento do Defensoras Populares, que também integra o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, reuniu autoridades federais, estaduais e municipais, representantes da sociedade civil e lideranças comunitárias, além de contar com a apresentação da cantora Helen Nascimento.
De acordo com Sheila de Carvalho, nenhuma política pública de enfrentamento à violência contra as mulheres será plenamente eficaz sem a participação ativa das próprias mulheres nos territórios.
“O Defensoras Populares reconhece e fortalece lideranças que já exercem um papel fundamental em suas comunidades, oferecendo formação, apoio e instrumentos para que possam atuar como multiplicadoras de direitos e pontes entre a população e a rede de proteção”, defendeu, lembrando que é fundamental investir em prevenção, cidadania e acesso à Justiça antes que a violência aconteça.
Prevenção à violência
No Espírito Santo, 120 mulheres foram selecionadas para participar de uma formação sobre direitos, prevenção e enfrentamento das violências de gênero, acesso à rede de proteção e fortalecimento da atuação comunitária. As participantes receberão bolsa mensal de R$ 700 durante os oito meses do curso, como forma de apoio à permanência na formação e incentivo à atuação social.
Ao todo, dez estados participam da iniciativa: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo. No total, 1.200 mulheres formarão uma rede nacional de lideranças femininas comprometidas com a promoção dos direitos humanos e a prevenção das violências de gênero.
A Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo DataSenado, reforça a importância de ampliar o acesso à informação, aos direitos e aos serviços de proteção. Os resultados mostram que quase um terço das mulheres capixabas afirma já ter sofrido violência doméstica e que 23% relatam ter sido vítimas de agressões nos últimos 12 meses.
Em âmbito nacional, a mesma pesquisa aponta cenário semelhante: cerca de 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar em apenas um ano.
A formação abordará temas como direitos humanos, direitos das mulheres, enfrentamento às violências de gênero, acesso à Justiça, políticas públicas, participação social e fortalecimento comunitário.
A proposta é capacitar as participantes para identificar situações de vulnerabilidade, orientar outras mulheres sobre seus direitos e contribuir para o fortalecimento dos mecanismos locais de proteção.


