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Acordo mediado pelo MTE garante direitos a trabalhadores da saúde da Ebserh

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A situação dos empregados públicos da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) com duplo vínculo, bem como daqueles vinculados a outras esferas da administração pública foi concluída nesta terça-feira (13), no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Com mediação do MTE, a negociação resultou em um acordo nacional que alcança aproximadamente 500 profissionais, entre eles Tecnólogos em Radiologia, Técnicos em Análises Clínicas, Técnicos em Farmácia, Técnicos em Histologia, Técnicos em Necropsia, Técnicos em Óptica e Técnicos em Citologia.

De acordo com mediadora e coordenadora-geral de Relações do Trabalho do MTE, Rafaele Menezes, o processo de mediação, iniciado em julho de 2024, teve como pauta principal a garantia de emprego para trabalhadores da saúde de profissões não regulamentadas por lei que já atuavam na empresa e sem incompatibilidade de horários, acumulavam o exercício da profissão com outros vínculos públicos ou privados.

O acordo firmado teve anuência do Ministério Público Federal (MPF) garantindo o emprego desses trabalhadores, estabelecendo os seguintes pontos: proteção aos trabalhadores da saúde e garantia de manutenção do emprego para aqueles já vinculados à Ebserh; prazo de 30 dias para que os trabalhadores que ainda não o fizeram apresentem suas declarações de acúmulo de cargos; e desistência das ações coletivas propostas pelos sindicatos filiados às entidades nacionais.

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Rafaele destacou que os representantes dos trabalhadores e da empresa tiveram papel central no processo. “As negociações tinham como objetivo minimizar os impactos negativos enfrentados pelos trabalhadores, muitos dos quais se viram obrigados a optar por apenas um dos vínculos de emprego. Em 2025, também integrou o processo de mediação no MTE o representante do MPF, procurador Renan Paes Felix, que colaborou na construção de propostas para resguardar os postos de trabalho e garantir segurança jurídica aos profissionais afetados”, relatou.

“Estávamos diante de um contexto delicado, que exigia não apenas conhecimento técnico, mas também sensibilidade social e compromisso com a proteção dos trabalhadores”, afirmou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), Valdirlei Castagna. Ele agradeceu o MTE pelo empenho e destacou que, apesar das dificuldades nas negociações, o acordo representa uma conquista significativa ao assegurar os direitos dos profissionais da saúde vinculados à Ebserh.

Para o consultor jurídico da Ebserh, Thiago Lopes Cardoso Campos, a celebração do acordo representa um marco importante para a empresa. “Reconhece-se uma situação complexa, que exigia sensibilidade institucional e responsabilidade jurídica. A mediação conduzida pelo Ministério do Trabalho e Emprego foi essencial para construir uma solução equilibrada e dialogada, com a relevante participação do Ministério Público Federal”, afirmou. Ele acrescentou que o processo reafirma o compromisso da Ebserh com o respeito aos direitos dos trabalhadores e com a valorização dos instrumentos democráticos de resolução de conflitos.

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Na reunião estavam o secretário de Relações do Trabalho do MTE, Marcos Perioto; a mediadora Rafaele Rodrigues Mascarenhas Menezes; e representantes das entidades sindicais Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS) e Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef); além de representantes da Ebserh – Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Espírito Santo registra queda na taxa de analfabetismo

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O Brasil alcançou a menor taxa de analfabetismo da série histórica, de acordo com os dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). Em 2025, o índice caiu para 4,9% entre a população de 15 anos ou mais, faixa etária incluída nas políticas de educação de jovens e adultos (EJA) nos estados da federação. Os dados da Pnad-C também apontam que o índice de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou mais no Espírito Santo saiu de 3,9%, em 2024, para 3,8%, em 2025. 

A superação do analfabetismo tem sido trabalhada pelo Ministério da Educação (MEC) por meio de uma série de ações vinculadas ao Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA (Pacto EJA), um conjunto de ações colaborativas, implementadas com a participação dos entes federativos, como o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA) – plataforma virtual criada para facilitar o acesso de pessoas que não tiveram a oportunidade de concluir a educação básica na idade regular. 

Instituído pela Portaria nº 275/2026, o CadEJA possibilita a manifestação por parte de quem deseja retomar os estudos, além de oferecer orientação sobre como encontrar uma oportunidade de matrícula. 

A iniciativa também organiza a atuação das redes de ensino por meio de quatro perfis de acesso: usuários, operadores, agentes de cadastro e gestores. 

Usuário – Pessoas com 15 anos ou mais que desejam retomar o Ensino Fundamental, ou com 18 anos ou mais que desejam retomar o Ensino Médio. 

Na plataforma, basta clicar em “Quero voltar a estudar”, preencher os dados solicitados e aguardar o contato de um operador. 

Operador – É responsável por acompanhar os cadastros realizados, entrar em contato com os usuários e auxiliá-los no encaminhamento de oportunidades de matrícula. 

Para atuar como operador, é necessário acessar o CadEJA utilizando os dados cadastrados na conta Gov.br. No sistema, o operador terá acesso às demandas por região e poderá auxiliar os cidadãos no processo de retorno aos estudos. 

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Agente de Cadastro – É o responsável por apoiar pessoas que enfrentam dificuldades para acessar a plataforma e registrar sua demanda de vagas na educação de jovens e adultos. Esse agente deve ser servidor público. Para atuar, é necessário realizar um cadastro individual e assinar um Termo de Responsabilidade. 

Gestor CadEJA – É o servidor público indicado pelo governo estadual, municipal, distrital ou por uma instituição federal de ensino para gerenciar as demandas de EJA registradas na plataforma. Por meio do gestor, o CadEJA organiza as demandas e facilita o encaminhamento dos interessados às instituições que ofertam a modalidade. 

Confira os números de escolas e matrículas da EJA por unidade da federação (UF) em 2025: 

Escolas da rede pública e privada com matrículas na EJA, por UF (2025) 

UF 

Escolas de EJA 

Matrículas na EJA 

Total de escolas públicas e privadas 

Rede pública 

Total de matrículas na rede pública e privada 

Rede pública 

Total 

29.696 

28.204 

2.252.069 

2.084.947 

Norte 

4.487 

4.337 

255.014 

233.101 

 Rondônia   

91 

80 

13.038 

12.647 

 Acre   

341 

334 

21.041 

20.535 

 Amazonas   

1.330 

1.315 

56.831 

54.986 

 Roraima   

88 

83 

6.367 

5.575 

 Pará   

2.219 

2.153 

131.380 

119.486 

 Amapá   

173 

161 

15.924 

11.756 

 Tocantins   

245 

211 

10.433 

8.116 

 Nordeste  

16.901 

16.753 

1.205.167 

1.185.878 

 Maranhão   

3.104 

3.070 

134.643 

131.896 

 Piauí   

1.306 

1.293 

98.975 

98.525 

 Ceará   

1.633 

1.603 

148.616 

144.271 

 Rio Grande do Norte   

652 

644 

46.335 

45.221 

 Paraíba   

1.402 

1.384 

89.977 

87.886 

 Pernambuco   

1.608 

1.591 

116.631 

114.429 

 Alagoas   

1.082 

1.078 

108.630 

107.965 

 Sergipe   

481 

477 

33.472 

33.382 

 Bahia   

5.633 

5.613 

427.888 

422.303 

 Sudeste  

5.027 

4.671 

493.690 

459.438 

 Minas Gerais   

1.937 

1.730 

125.517 

118.527 

 Espírito Santo   

317 

308 

31.486 

30.145 

 Rio de Janeiro   

1.145 

1.070 

150.054 

144.197 

 São Paulo   

1.628 

1.563 

186.633 

166.569 

 Sul  

2.287 

1.641 

192.944 

118.872 

 Paraná   

974 

565 

75.543 

42.770 

 Santa Catarina   

474 

393 

46.933 

29.442 

 Rio Grande do Sul   

839 

683 

70.468 

46.660 

 Centro-Oeste  

994 

802 

105.254 

87.658 

 Mato Grosso do Sul   

177 

122 

16.098 

12.573 

 Mato Grosso   

281 

209 

19.978 

12.645 

 Goiás   

413 

359 

46.571 

41.322 

 Distrito Federal   

123 

112 

22.607 

21.118 

Fonte: Censo Escolar da Educação Básica. IBGE/MEC, 2025. 

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Entre as estratégias desenvolvidas pelo MEC no âmbito do Pacto EJA consta também o Programa Nacional de Formação para a Docência na Educação de Jovens e Adultos (ProfEJA) que contribui para fortalecer a política nacional e aproximar a demanda da oferta educacional existente nas redes de ensino.  

Com o ProfEJA, o MEC cumpre o papel de contribuir para a formação continuada dos profissionais da educação que atuam na EJA e dos educadores populares vinculados ao Programa Brasil Alfabetizado (PBA) e outras iniciativas voltadas à alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais, conforme a Portaria nº 38/2026.  

Pacto EJA – O Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA é uma política pública que tem como objetivos superar o analfabetismo e elevar a escolaridade; ampliar a oferta de matrículas da educação de jovens e adultos (EJA) nos sistemas públicos de ensino, inclusive entre os estudantes privados de liberdade; e ampliar a oferta da EJA integrada à educação profissional. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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