BRASIL
Alagoas realiza etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho
BRASIL
Na próxima terça-feira (21 de outubro), será realizada em Maceió a etapa estadual da II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT). O evento acontecerá na Casa da Indústria Napoleão Barbosa, das 8h às 19h, e reunirá representantes de trabalhadores, empregadores e governo para debater os desafios do mundo do trabalho e formular propostas que serão apresentadas na etapa nacional, prevista para março de 2026, em São Paulo.
Coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a II CNT é um espaço tripartite, paritário e democrático, voltado à construção de diretrizes para a promoção do trabalho decente no Brasil.
De acordo com o Diagnóstico do Trabalho Decente em Alagoas, o estado registrou avanços expressivos nos últimos anos. A taxa de desocupação caiu de 14,9% em 2019 para 7,5% em 2025, enquanto o número de vínculos formais superou 620 mil. Também houve crescimento real dos rendimentos médios, que atingiram R$ 2.530, o equivalente a 1,7 salário-mínimo, e ampliação da cobertura previdenciária, com mais de 54% dos ocupados contribuindo para a Previdência Social.
Para o superintendente regional do Trabalho em Alagoas, Cícero Filho, a etapa estadual é uma oportunidade de consolidar conquistas e fortalecer o diálogo social. “Alagoas vem mostrando avanços importantes na formalização, na geração de emprego e na melhoria das condições de trabalho. A Conferência é um espaço essencial para transformar esses resultados em propostas que contribuam para um mercado de trabalho mais justo, seguro e inclusivo”, afirmou.
Confira o diagnóstico completo do trabalho decente em Alagoas: Relatório Alagoas (PDF)
Mais informações: II Conferência Nacional do Trabalho
Serviço
Etapa Alagoas da II Conferência Nacional do Trabalho
Data: 21 de outubro de 2025 (terça-feira)
Horário: 8h às 19h
Local: Casa da Indústria Napoleão Barbosa – Av. Fernandes Lima, 385 – Farol, Maceió/AL
BRASIL
MEC participa da 16ª Festa Literária das Periferias no Rio
Ana Maria Gonçalves, Conceição Evaristo, Cidinha da Silva, Eliana Alves Cruz, Elisa Lucinda, Nei Lopes e Estêvão Ribeiro estão entre os autores que participam da 16ª edição da Festa Literária das Periferias (Flup), realizada de 23 a 27 de setembro no Rio de Janeiro. O evento ocorre no Teatro Municipal Carlos Gomes, na Sala Guarani e na Praça Tiradentes, com programação que reúne autores, pensadores, estudantes e professores e aborda temas relacionados à literatura negra, periférica e às matrizes ancestrais.
Com o tema “As Filhas das Filhas das Filhas”, a edição homenageia a escritora Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra eleita para a Academia Brasileira de Letras (ABL). A programação conta também com a participação da pensadora norte-americana Kimberlé Crenshaw, além de intelectuais como Djamila Ribeiro, Cida Bento, Carla Akotirene, Jeferson Tenório, Sidnei Nogueira e Bianca Santana. A Flup inclui ainda atividades voltadas à produção audiovisual, entre elas trabalhos desenvolvidos pelo Laboratório de Narrativas Negras e Indígenas.
O Ministério da Educação (MEC) participa da Flup por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi). Durante a programação, serão disponibilizados dois totens interativos para acesso ao MEC Livros, biblioteca digital de acesso público e gratuito. A programação completa da 16ª Flup pode ser consultada no site oficial do evento.
A secretária da Secadi, Zara Figueiredo, pontuou que a literatura constitui um direito humano fundamental por sua capacidade de proporcionar o exercício da alteridade e a compreensão de dilemas existenciais. Também ressaltou que a literatura produzida por autores negros e periféricos expressa a diversidade cultural do país e aborda temáticas centrais da sociedade brasileira. Ela destacou ainda a relevância da presença do ministério no festival e enfatizou que a disponibilidade dessas obras na plataforma MEC Livros fortalece a representatividade, a autoestima e a aprendizagem dos estudantes na rede pública.
Literatura negra e acervo digital – A programação do festival também se relaciona ao acervo do MEC Livros, biblioteca digital e gratuita que reúne obras de diversos autores presentes na 16ª Flup. Entre os títulos disponíveis está o romance histórico Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves, que inspira o tema desta edição do festival. Também integra a plataforma o título Canção para Ninar Menino Grande, de Conceição Evaristo, atualmente o quinto livro mais emprestado do acervo, além de outras obras da autora, como Becos da Memória, Ponciá Vicêncio, Literatura Negra: uma poética de nossa afro-brasilidade e Olhos d’água.
O catálogo contempla também títulos como Um Exu em Nova York, Sobre-viventes! e Exuzilhar, de Cidinha da Silva; Nada Digo de Ti, que em Ti Não Veja, de Eliana Alves Cruz; Afro-Brasil Reluzentes, de Nei Lopes; e produções voltadas à infância e juventude, como Rê Tinta e a Revolução Escolar, de Elisa Lucinda, e Rê Tinta e o Pé de Jamelão, de Estêvão Ribeiro.
O MEC Livros reúne autores de diferentes gerações, com obras de escritores como Maria Firmina dos Reis, Machado de Assis, Lima Barreto e Carolina Maria de Jesus, além de autores contemporâneos brasileiros e estrangeiros, entre eles Itamar Vieira Junior, Lilia Guerra, Eliane Marques, Tom Farias, Paulina Chiziane, Buchi Emecheta, Oyinkan Braithwaite, Akwaeke Emezi e Randall Kenan.
Sobre a plataforma – O MEC Livros é uma biblioteca digital de acesso público e gratuito, com mais de 25 mil títulos em formato digital, entre obras licenciadas e em domínio público. A plataforma integra ações relacionadas à ampliação do acesso à leitura e ao Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), em parceria com a Fundação Biblioteca Nacional, a Academia Brasileira de Letras, o Instituto Mojo de Comunicação Intercultural e a Companhia Editora de Pernambuco.
O acesso pode ser feito via navegador ou aplicativo para dispositivos móveis, mediante login com a conta Gov.br. A plataforma permite o empréstimo gratuito de obras licenciadas, além da leitura ilimitada de títulos em domínio público. Para consultar o acervo e obter mais informações, acesse o portal do MEC Livros.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi e da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação



