BRASIL
Alckmin inaugura escritório da Embraer em Nova Délhi
BRASIL
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, participou nesta sexta-feira (17) da inauguração do novo escritório corporativo da Embraer em Nova Délhi. A estrutura é vista como um dos símbolos do fortalecimento da presença brasileira no mercado indiano e do aprofundamento da Parceria Estratégica entre os dois países.
Brasil e Índia são países-continente, economias criativas e vibrantes, guiadas pela ciência, pela inovação e por uma visão compartilhada de desenvolvimento sustentável e inclusivo”
Geraldo Alckmin,
vice-presidente da República
“A inauguração do escritório da Embraer em Nova Délhi é um marco da presença brasileira na Índia e um símbolo da confiança mútua que une nossas duas grandes democracias”, disse Alckmin. “Brasil e Índia são países-continente, economias criativas e vibrantes, guiadas pela ciência, pela inovação e por uma visão compartilhada de desenvolvimento sustentável e inclusivo.”
Alckmin, que lidera missão oficial à Índia, foi recebido pelo presidente da Embraer Defesa & Segurança, Bosco da Costa Junior. O evento reuniu autoridades dos dois governos, incluindo o ministro da Defesa, José Múcio, o ministro da Aviação Civil da Índia, Shri Kinjarapu Rammohan Naidu, o comandante da Aeronáutica, Marcelo Damasceno, o embaixador do Brasil na Índia, Kenneth Haczynski da Nobrega, e outras altas autoridades militares.
Para o vice-presidente, a inauguração do escritório consolida um planejamento de longo prazo de expandir a presença industrial brasileira na Índia e abre caminho para novos projetos. “Destaco o acordo estratégico entre a Embraer e a Mahindra Defense Systems, que será assinado hoje. Esse acordo prevê ações conjuntas para o desenvolvimento e a produção do cargueiro multimissão C-390 Millennium na Índia”, disse Alckmin.
PARALELOS INDUSTRIAIS – O vice-presidente lembrou que, ao estimular a produção local, o adensamento tecnológico e a formação de capacidades nacionais, o programa governamental indiano “Make in India” tem paralelos importantes com a política brasileira de Neoindustrialização, que orienta a Nova Indústria Brasil. “Assim como o Make in India busca transformar a Índia em polo global de tecnologia e manufatura avançada, o Make in Brazil quer reindustrializar o país com inovação, sustentabilidade e inclusão”, destacou.

- Acordo prevê ações conjuntas para desenvolvimento e produção do cargueiro multimissão C-390 Millennium, da Embraer, na Índia. Foto: Wikimedia / Divulgação
SALTO ESTRATÉGICO – A possível aquisição do C-390 pela Força Aérea Indiana representaria “um salto estratégico” na relação bilateral, promovendo transferência de tecnologia, geração de empregos e ganhos de soberania para ambos os lados”, disse Alckmin. Ele mencionou o interesse crescente da aviação civil indiana pelos aviões da Embraer e as conversas com o Grupo Tata para a introdução dos E-Jets E2.
A abertura desse escritório representa um passo concreto na construção de pontes industriais e tecnológicas, reflete a confiança mútua e o compromisso da Embraer de investir no país, ampliar a equipe local e contribuir com desenvolvimento conjunto em defesa da aviação comercial, executiva e de serviços”
José Múcio, ministro da Defesa
COOPERAÇÃO COMPLEMENTAR – Para o ministro José Múcio, a instalação do novo escritório é retrato do fortalecimento da presença brasileira em um país amigo e parceiro estratégico. “Com dezenas de aeronaves em operação na Índia, [a Embraer] demonstra que a cooperação entre os nossos países é promissora e complementar. A abertura desse escritório representa um passo concreto na construção de pontes industriais e tecnológicas, reflete a confiança mútua e o compromisso da Embraer de investir no país, ampliar a equipe local e contribuir com desenvolvimento conjunto em defesa da aviação comercial, executiva e de serviços”, disse Múcio.
MERCADO FUNDAMENTAL – O presidente da Embraer Defesa & Segurança, Bosco da Costa Junior, reforçou que o novo escritório reflete uma ambição de crescimento contínuo. “Nossas aeronaves conquistaram reputação de desempenho e confiabilidade, e estamos confiantes de que nossa aeronave de transporte médio multimissão, o C-390 Millennium, é perfeitamente adequada para trazer capacidades adicionais à Força Aérea Indiana.”
JANELAS ABERTAS – Em sua fala, o ministro Naidu elogiou a chegada da Embraer e definiu a cooperação com a Mahindra como “um exemplo brilhante” de parceria estratégica. “Nos últimos 11 anos, a Índia dobrou a infraestrutura aeroportuária — de 74 para 164 aeroportos — e planeja construir mais 50 nos próximos cinco anos”, disse. Segundo ele, o país espera a entrada de cerca de 2.200 novas aeronaves nos próximos 20 anos, criando uma “oportunidade transformadora” para fabricantes globais como a Embraer. Naidu destacou ainda o papel do programa UDAN, que amplia a conectividade aérea em cidades menores. “Na Índia de hoje, voar não é mais um luxo”, completou.
ACORDO DE LONGO PRAZO – Durante o evento, foi assinado o Acordo de Cooperação Estratégica entre a Embraer Defesa & Segurança e o Grupo Mahindra, voltado à proposta do C-390 Millennium para o programa de Aeronaves de Transporte Médio (MTA) da Força Aérea Indiana. O acordo amplia o memorando de entendimento assinado em 2024, prevendo comercialização conjunta, industrialização e desenvolvimento da Índia como um centro de fabricação e suporte do C-390.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
BRASIL
Wellington Lima destaca proteção a jornalistas e defensores de direitos humanos em homenagem a Dom Phillips e Bruno Pereira
Mais do que uma premiação, o concurso buscou preservar a memória do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, assassinados em junho de 2022 durante uma expedição no Vale do Javari, no Amazonas (AM). Reconhecidos pela atuação em defesa dos povos indígenas, da proteção ambiental e da liberdade de informação, os dois se tornaram símbolos da luta pelos direitos humanos e da necessidade de garantir segurança a jornalistas, comunicadores e defensores socioambientais.
Promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), com apoio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o concurso integra o Plano de Ação brasileiro para o cumprimento das medidas cautelares determinadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) após o assassinato de Phillips e Pereira. O concurso contou ainda com apoio do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Durante a cerimônia, Wellington Lima ressaltou a importância de preservar a memória dos jornalistas e destacou os avanços promovidos pelo Estado brasileiro para fortalecer a proteção de jornalistas, comunicadores e defensores de direitos humanos.
“Estamos aqui também para exercer o dever de memória. Bruno e Dom não devem ser lembrados apenas pela tragédia que os vitimou, mas pelo legado que construíram e pelas transformações que ainda inspiram o Brasil”, afirmou o ministro.
Segundo Wellington Lima, a atuação conjunta entre Governo e sociedade civil tem sido fundamental para a construção de respostas concretas às demandas relacionadas à proteção de direitos humanos e à liberdade de imprensa. Ele destacou a criação do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, espaço permanente de articulação que contribuiu para a elaboração do Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais.
Ao encerrar sua participação, o ministro reforçou a importância da responsabilização dos autores de crimes cometidos contra defensores de direitos humanos e profissionais da comunicação.
“Temos confiança de que as investigações e os processos judiciais desses casos devem seguir seu curso com a seriedade, a atenção e o rigor que essas situações exigem”, declarou.
Premiação reconhece iniciativas em defesa dos direitos humanos e do meio ambiente
Lançado em março deste ano, o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação recebeu 912 inscrições de todas as regiões do País. O concurso contemplou seis categorias: Reportagem em Texto, Fotojornalismo e Artes Visuais, Reportagem Audiovisual, Comunicação Indígena, Comunicação de Comunidades Tradicionais e Educação Midiática. Ao todo, foram distribuídos R$ 300 mil em premiações.
Em cada uma das seis categorias, foram premiadas três iniciativas. Os vencedores do primeiro lugar receberam R$ 30 mil, enquanto os segundos e terceiros colocados foram contemplados com R$ 15 mil e R$ 5 mil, respectivamente. A premiação buscou valorizar produções comprometidas com a promoção dos direitos humanos, a proteção ambiental, a defesa dos povos indígenas e o fortalecimento da comunicação de interesse público.
Também participaram da solenidade o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira; o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; a ministra interina dos Direitos Humanos e da Cidadania, Caroline Dias dos Reis; o secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey; a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto; o vice-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, José Luis Caballero Ochoa; o encarregado de Negócios da Embaixada do Reino Unido, Tony Kay; o adjunto do advogado-geral da União, Júnior Divino Fideles; e o representante das organizações peticionárias, Eliésio Marubo.
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