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Alckmin participa da inauguração da expansão de fábrica de medicamentos para doença renal crônica
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O presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, participou nesta sexta-feira (28/3), em Jaguariúna (SP), da inauguração da expansão da fábrica da Fresenius Medical Care, líder mundial no fornecimento de produtos e serviços para pacientes com doença renal crônica e hemodiálise.
“A indústria do complexo da saúde vai crescer enormemente, e nós vamos precisar muito da tecnologia, da ciência e do trabalho de vocês”, afirmou Alckmin. “Essa vai ser a indústria que mais vai crescer no mundo, porque há uma mudança, nós estamos vivendo mais”, acrescentou o presidente em exercício.
Alckmin enfatizou a necessidade de fortalecer a indústria brasileira para fazer frente à importação de medicamentos e produtos de saúde. “Nós lançamos com o presidente Lula a NIB, Nova Indústria Brasil, com seis missões. E a missão número dois é Complexo Industrial da Saúde, onde é o segundo déficit da balança comercial brasileira”, afirmou, lembrando que o Brasil mais importa do que exporta produtos nesse segmento, atrás apenas de tecnologia da informação.
“Na Nova Indústria Brasil, a meta é nós chegarmos ano que vem com 50% de produção nacional para atender o Brasil. Hoje é 45% e, até 2033, 70%. Então, nós queremos fortalecer a indústria no Brasil, produzindo para uma área central importantíssima, como é o Complexo Industrial da Saúde”, acrescentou.
A Fresenius irá expandir a produção do concentrado em pó de bicarbonato de sódio para hemodiálise, que irá beneficiar cerca de 154 mil pacientes em tratamento de diálise no Brasil e em outros países da América Latina. Esse produto, segundo a empresa, tem tecnologia avançada, é sustentável e seguro em comparação aos galões de concentrado de bicarbonato de sódio líquido.
Na cerimônia de inauguração, Alckmin ressaltou a necessidade de o Brasil ter tecnologia, excelência e qualidade, para oferecer ao paciente o SUS. “O Brasil tem essa dádiva, que é o Sistema Único de Saúde, que cobre toda a despesa”, lembrando que 80% da população que faz hemodiálise no Brasil é pelo SUS.
“Esta expansão posiciona o Brasil como um dos poucos países no mundo a obter esta tecnologia avançada”, explicou o presidente da Fresenius Medical Care Brasil, Alexandre Franco. “O grande investimento da empresa em tecnologia de ponta permitiu que o Brasil se tornasse autossuficiente na produção do bibag® (concentrado)”, afirmou Franco.
Esta é a primeira unidade da empresa, fora do eixo EUA-Europa, com equipamentos de última geração, tornando o Brasil importante polo de investimento em capacidade produtiva e exportação. Ao todo, a empresa tem 3 mil colaboradores no Brasil e o complexo industrial conta com 8 fábricas integradas.
A nova tecnologia é utilizada na hemodiálise, um tratamento médico que remove fluidos em excesso e toxinas do sangue quando os rins não conseguem mais desempenhar essa função de forma eficaz. Segundo a Fresenius, o concentrado em pó de bicarbonato de sódio oferece uma alternativa mais eficiente em comparação aos galões de bicarbonato de sódio líquido, ao garantir maior segurança por se dissolver diretamente na máquina e reduzir o risco de contaminação. Essa tecnologia é mais sustentável, pois ocupa menos espaço de armazenamento, reduz os custos de transporte e evita o uso de grandes galões de plástico.
Fotos: Júlio César Silva/MDIC
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes
O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.
O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.
Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.
Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.
Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.
Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação



