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Auditoria Fiscal do Trabalho retira 15 adolescentes do trabalho infantil no Paraná em ação preparatória ao 12 de junho

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Em alusão ao Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho, a Auditoria Fiscal do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), realizou ações de fiscalização entre os dias 12 e 16 de maio, que resultaram no afastamento de 15 adolescentes de situações de trabalho infantil em municípios da região Centro-Sul e do Litoral do Paraná, como Guaratuba, Matinhos, Morretes e Guarapuava.

Entre 2023 e os primeiros meses de 2025, a Auditoria Fiscal do Trabalho do Paraná afastou mais de 150 crianças e adolescentes de situações de trabalho infantil. Em 2023, foram retirados 46 menores, sendo 44 envolvidos em atividades classificadas como as Piores Formas de Trabalho Infantil. Em 2024, o número de afastamentos chegou a 47, com 39 casos nessas formas mais graves. Já entre janeiro e abril de 2025, 66 crianças e adolescentes foram resgatados do trabalho infantil, 16 deles atuando em ocupações de maior risco. Os dados evidenciam a relevância das ações permanentes de fiscalização para garantir a proteção integral da infância e adolescência no estado.

De acordo com a equipe de fiscalização, as ações abrangeram 11 empresas, onde foram encontrados adolescentes entre 13 e 15 anos em situação de trabalho infantil. A prática contraria a legislação brasileira, que proíbe o trabalho antes dos 16 anos, exceto na condição de aprendiz, permitida a partir dos 14.

Entre os casos identificados, seis adolescentes foram encontrados em situação de trabalho noturno — atividade proibida para menores de 18 anos — em pizzarias e barracas de cachorro-quente. Outros três estavam envolvidos em ocupações enquadradas como Piores Formas de Trabalho Infantil, conforme o Decreto nº 6.481/2008: uma adolescente atuava na limpeza e tratamento de animais em uma creche para cães, e dois adolescentes trabalhavam como panfleteiros em vias públicas.

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Segundo o auditor-fiscal do Trabalho Cassiano Hilario Luck Gonçalves, da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Paraná, um aspecto preocupante constatado durante as fiscalizações foi a justificativa recorrente dos empregadores, que, apesar de cientes da proibição legal, alegavam estar respaldados por manter os adolescentes com registro formal. “Mesmo com registro em carteira, o trabalho é proibido para menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz. Para adolescentes entre 16 e 17 anos, o trabalho só é permitido se não envolver atividades perigosas, insalubres, noturnas ou prejudiciais à saúde e ao desenvolvimento”, esclareceu.

As fiscalizações terão desdobramentos administrativos nos meses de junho e julho, com a análise dos documentos apresentados pelos empregadores e a lavratura dos autos de infração por exploração de trabalho infantil. As ações integram o Operativo Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, alusivo ao 12 de junho, e reafirmam o compromisso da Auditoria Fiscal do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego, com a erradicação de violações aos direitos de crianças e adolescentes no mundo do trabalho.

O coordenador nacional de Fiscalização do Trabalho Infantil do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Roberto Padilha Guimarães, ressalta que o trabalho infantil compromete profundamente o desenvolvimento e o futuro de crianças e adolescentes, ao afastá-los da escola e perpetuar ciclos de pobreza. Ele reforça a importância do dia 12 de junho como uma data simbólica de mobilização nacional, dedicada à conscientização da sociedade e ao fortalecimento da articulação entre governo, empregadores, trabalhadores e a sociedade civil na erradicação dessa grave violação de direitos.

De acordo com a PNAD Contínua 2023, cerca de 1,6 milhão de crianças e adolescentes estavam em situação de trabalho infantil no Brasil, sendo 586 mil envolvidos nas piores formas dessa prática. A campanha deste ano também destaca a Meta 8.7 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que estabelece a eliminação do trabalho infantil até 2025 — prazo que ainda não foi alcançado pelos países signatários. Para discutir o panorama atual e as estratégias de enfrentamento no Brasil, será realizado, no dia 25 de junho, em Belém (PA), o Seminário Nacional de Enfrentamento ao Trabalho Infantil, com o tema ‘Para além de 2025: Desafios do presente e perspectivas futuras’. O evento abordará novas formas de exploração, como aquelas mediadas por tecnologias digitais, além dos impactos das mudanças climáticas sobre o trabalho infantil.

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Campanha 2025: “Toda criança que trabalha perde a infância e o futuro”

Com o lema “Toda criança que trabalha perde a infância e o futuro”, a campanha nacional de combate ao trabalho infantil em 2025 reforça a urgência de enfrentar essa grave violação dos direitos das crianças e adolescentes. A iniciativa é realizada em parceria pelo Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério Público do Trabalho (MPT), Justiça do Trabalho e Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Durante todo o mês de junho, as instituições envolvidas promoverão ações de sensibilização e mobilização da sociedade e do poder público, com destaque para o dia 12, data nacional e mundial de combate ao trabalho infantil, instituída pela Lei nº 11.542/2007.

Denúncias de trabalho infantil podem ser feitas pelo Sistema Ipê Trabalho Infantil: https://ipe.sit.trabalho.gov.br/#!/

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

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Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

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​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

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​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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