BRASIL
Brasil apresenta a países latinos medida emergencial para conter impacto da guerra e reduzir custo das passagens aéreas
BRASIL
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, apresentou, no primeiro dia da World Travel Market (WTM) Latin America 2026, a medida emergencial adotada pelo governo brasileiro para enfrentar os impactos da alta internacional dos combustíveis no setor aéreo: a eliminação temporária de tributos sobre o querosene de aviação (QAV). A iniciativa foi compartilhada com autoridades latino-americanas, como resposta direta às tensões no Oriente Médio, que têm pressionado os custos e afetado o turismo global.
O interesse foi imediato. O representante do turismo mexicano, Miguel Rodriguez, recebeu uma cópia do documento e valorizou a inciativa. “Estou levando [a sugestão] para o México, pois são medidas que beneficiam os turistas e que podem beneficiar nossos cidadãos”, afirmou. O embaixador do México no Brasil, Carlos Zepeda, acompanhou a apresentação.
Ao apresentar a ação, o ministro destacou a agilidade do governo brasileiro em adotar soluções para reduzir os efeitos da crise internacional.
Durante encontro com representantes da região, Gustavo Feliciano detalhou o decreto assinado pelo presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que reduz a zero as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins incidentes sobre o querosene de aviação (QAV). A medida foi recebida como um exemplo prático de resposta rápida a um cenário externo adverso.
Para o ministro, o reconhecimento regional reforça a importância da cooperação diante de desafios globais. “Expliquei as medidas do presidente Lula para diminuir o impacto da guerra. E Miguel pediu uma cópia para levar isso para o país dele. Me parece que ficou impressionado com a ação”, destacou Feliciano.
O encontro faz parte de uma série de atividades do Ministério do Turismo na WTM Latin America 2026, um dos principais eventos do setor na região, que reúne lideranças, especialistas e representantes de diversos países para debater o futuro do turismo. A feira segue até 16 de abril, consolidando-se como um espaço estratégico para a promoção do Brasil e o fortalecimento de parcerias internacionais.
Por Zeca Moreira
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
BRASIL
MEC fará seminário sobre política de educação superior
Com o intuito de construir diretrizes para a formulação da Política Nacional de Educação Superior (Pneds), o Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu), promoverá o Seminário Pneds, com o tema “Educação Superior como Política de Estado: fundamentos, objetivos e compromissos institucionais”. O objetivo é escutar especialistas e a sociedade para a elaboração da política, com ênfase na diversidade, equidade e inclusão. O encontro ocorrerá na sexta-feira, 17 de abril, das 8h às 13h (horário de Brasília), no Plenário do Conselho Nacional de Educação (CNE), em Brasília (DF).
Estão confirmadas as presenças do secretário de Educação Superior, Marcus David; da secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão, Zara Figueiredo; da diretora de Desenvolvimento Acadêmico da Sesu, Lucia Pellanda; e do diretor de Políticas de Acesso à Educação Superior, Adilson Carvalho. A mediação será feita pelo coordenador-geral de Políticas Estudantis da Sesu, Artur Araujo.
O evento contará também com a presença de estudantes, docentes e técnicos-administrativos, gestores de instituições de educação superior, pesquisadores, especialistas, representantes de movimentos sociais, da sociedade civil e de órgãos governamentais e de participação social. O seminário integra uma série de atividades de escuta, com participação social, que estão acontecendo desde agosto de 2025, visando à formulação da política.
A programação conta com as palestras “Educação Superior Indígena: diversidade sociocultural e políticas educacionais” e “Povos Quilombolas e Educação Superior: reconhecimento, inclusão e justiça educacional”. Essa última discutirá a educação superior a partir do reconhecimento dos direitos dos povos quilombolas, da valorização de seus saberes tradicionais e epistemologias próprias, da necessidade de revisão curricular, incluindo disciplinas obrigatórias, metodologias inclusivas e estratégias institucionais para o enfrentamento da reprovação, evasão e abandono.
Outra palestra será “Relações Étnico-Raciais e Educação Superior: desafios e perspectivas institucionais”. Nela, será analisada a educação das relações étnico-raciais na educação superior, com ênfase na incorporação de epistemologias negras nos currículos, na obrigatoriedade de disciplinas específicas e no enfrentamento de práticas acadêmicas excludentes que naturalizam a reprovação e aprofundam desigualdades, especialmente para estudantes cotistas e negros.
A programação inclui, ainda, a palestra “Pessoas com Deficiência na Educação Superior: acessibilidade, inclusão e responsabilidade institucional”, que abordará a inclusão de pessoas com deficiência na educação superior, com foco na acessibilidade, revisão de práticas avaliativas, metodologias de ensino inclusivas e superação da cultura acadêmica que associa qualidade à exclusão, com responsabilização institucional pelos resultados acadêmicos e pelo sucesso estudantil.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu
Fonte: Ministério da Educação
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