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Brasil, Argentina e Paraguai se reúnem para debater proteção à propriedade intelectual e combate à pirataria

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Brasília, 31/07/2025 – Autoridades brasileiras, argentinas e paraguaias em crimes contra a propriedade intelectual no ambiente digital se reuniram, em Brasília (DF), para fortalecer o intercâmbio de experiências e as metodologias sobre investigações. O encontro coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), ocorreu na quarta-feira (30) e quinta-feira (31), no Palácio da Justiça.

Segundo o titular da Senasp, Mario Sarrubbo, a reunião vai ajudar a fomentar políticas públicas para a construção de uma rede de inteligência que “permita uma ação coordenada não só em nível nacional, mas também na América Latina, contra sites piratas, que são hoje uma realidade e um problema para toda a sociedade”. Cerca de 30 pessoas participaram do encontro coordenado por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Senasp.

Para a realização da reunião, o Governo Federal contou com a parceria da AL-Invest Verde DPI, implementado pelo European Union Intellectual Property Office (EUIPO). A instituição promove o uso eficaz dos direitos de propriedade intelectual (DPI) na América Latina, especialmente nos países do Mercosul. O objetivo é estimular a competitividade e inovação sustentável, com especial atenção às pequenas e médias empresas.

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“Quando a União Europeia e outros países da América Latina se envolvem, estamos, na verdade, criando uma verdadeira rede que permite uma resposta em nível mundial para derrubar esses sites e para mudar essa realidade no campo digital”, avaliou Sarrubbo. O secretário acrescentou ainda que essa integração é muito importante “não só entre Ministérios Públicos, entre as nossas forças, entre o poder público dos estados, mas também com as forças de segurança mundiais, pois a vítima de todo esse processo é o cidadão em qualquer país”.

Fortalecimento da cooperação

Para o diretor da Diopi, Rodney da Silva, a reunião das autoridades representa o fortalecimento da cooperação internacional entre investigações cibernéticas voltada à repressão de delitos contra a propriedade intelectual, com um dos focos na atuação do crime organizado.

“Todo esse trabalho demonstra o alinhamento estratégico entre os parceiros da América do Sul, em especial, Paraguai e Argentina. Temos ainda a participação de várias entidades nacionais e internacionais que trabalham nessa proteção de propriedade intelectual e que amplia a qualidade dessas discussões numa parceria público-privada, preponderando, absoluto interesse público”, ressaltou Rodney da Silva.

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Segundo ele, o resultado esperado é reforçar a cooperação policial internacional com canais diretos de comunicação entre autoridades da região. Além disso, há o aspecto operacional, que é a padronização de procedimentos e o fortalecimento de provas digitais na investigação cibernética.

“Esse conhecimento e essa aproximação também permitem dar mais agilidade para a troca de dados sobre os alvos investigados e sobre o modus operandi dessas organizações criminosas. Esse é o caminho para operações conjuntas futuras contra crimes cibernéticos transnacionais”, finalizou o diretor da Diopi.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Decreto cria o Sistema Nacional de Trilhas para fortalecer o ecoturismo, gerar emprego e promover o desenvolvimento regional

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, assinaram nesta quarta-feira (10) o decreto que institui o Sistema Nacional de Trilhas (Sintrilhas). A medida transforma a Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade (RedeTrilhas) em uma política pública permanente, fortalecendo o turismo de natureza como instrumento de geração de emprego, renda e desenvolvimento regional.

O decreto foi assinado em meio a um conjunto de medidas para fortalecer a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável no Brasil, anunciadas durante cerimônia no Palácio do Planalto. As ações reforçam a conservação dos biomas e o enfrentamento à mudança do clima e seus impactos, ampliam o reconhecimento aos serviços ambientais prestados por pessoas que protegem a natureza e impulsionam investimentos para a promoção da transformação ecológica no país.

A instituição oficial do Sintrilhas consolida uma malha que já reúne 22 trilhas oficialmente reconhecidas, mais de 7 mil quilômetros sinalizados, presença em 18 estados, 184 municípios abrangidos e 347 unidades de conservação conectadas. Ao todo, o planejamento nacional projeta ultrapassar os 16 mil quilômetros de rotas, cobrindo todos os biomas terrestres brasileiros, além da zona costeira e marinha.

Coordenado pelo Ministério do Turismo, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o sistema busca estruturar as trilhas brasileiras, ampliar a segurança dos usuários e fortalecer o posicionamento do Brasil no mercado internacional de turismo de natureza.

Durante a cerimônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância de preservar as riquezas naturais brasileiras e ampliar o acesso da população às áreas protegidas.

“Temos a obrigação de preservar nossas riquezas naturais e fazer com que elas tenham utilidade para o povo brasileiro. Precisamos valorizar nossas áreas protegidas, atrair visitantes e mostrar ao mundo a riqueza que o Brasil possui”, afirmou o presidente.

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Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a nova política fortalece o turismo de natureza e amplia as oportunidades para comunidades e empreendedores em todo o país.

“O Sintrilhas transforma uma iniciativa construída ao longo dos últimos anos em uma política pública permanente. Estamos fortalecendo um modelo de turismo que leva visitantes para novos destinos, gera emprego, distribui renda e cria oportunidades, principalmente, para quem vive da pousada familiar, do pequeno restaurante, do artesanato, da produção local e dos serviços turísticos”, destacou o ministro.

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, ressaltou que conservação ambiental e desenvolvimento econômico caminham juntos e destacou o papel das trilhas na valorização dos territórios, na proteção da biodiversidade e na geração de oportunidades para as comunidades locais.

Oportunidades

Ao conectar paisagens naturais, áreas protegidas, comunidades e atrativos turísticos, as trilhas ajudam a movimentar economias locais e ampliar oportunidades para quem vive do turismo.

Na prática, o Sintrilhas cria condições para ampliar a circulação de visitantes, aumentar o tempo de permanência nos destinos e fortalecer atividades ligadas à hospedagem, alimentação, guiamento turístico, artesanato, produção local e turismo de base comunitária.

A política também contribui para levar visitantes a regiões que muitas vezes ficam fora dos grandes circuitos turísticos, ampliando a distribuição dos benefícios econômicos do setor por diferentes municípios brasileiros.

Estrutura permanente

Criada originalmente em 2018, a rede passa agora a contar com uma estrutura nacional permanente voltada ao planejamento, implantação, gestão, monitoramento e promoção das trilhas.

O decreto institui instrumentos para fortalecer a governança do setor, entre eles a Estratégia Nacional de Trilhas, o Cadastro Nacional de Trilhas e o Comitê Nacional de Trilhas. A medida também amplia a participação integrada de estados, municípios, comunidades tradicionais, organizações da sociedade civil e iniciativa privada.

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A Estratégia Nacional de Trilhas deverá ser elaborada em até 180 dias após a instalação de um comitê, que definirá as metas prioritárias para o desenvolvimento do segmento.

Medidas

Entre as medidas anunciadas nesta quarta estão a assinatura de seis decretos e a sanção de dois projetos de lei. Uma delas é a lei que institui a Política Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga e cria o Programa Nacional para a Recuperação da Vegetação da Caatinga. A norma busca incentivar a recuperação de áreas degradadas do bioma, ampliar a produção sustentável de alimentos na região, garantir a segurança hídrica e estimular a bioeconomia e o manejo florestal sustentável.

Os anúncios contemplam ainda o decreto que regulamenta o Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), definindo regras para repasses mais ágeis a estados e municípios no combate a incêndios florestais e no manejo populacional ético de cães e gatos.

Já os investimentos para estimular o desenvolvimento sustentável envolvem aportes de R$ 834 milhões do Fundo Clima e de pelo menos R$ 210 milhões do Fundo Amazônia, que teve oficializada a doação de R$ 270 milhões do Reino Unido. O programa ARPA Comunidades também recebeu doação de R$ 370 milhões para investimentos nas cadeias da sociobioeconomia junto às comunidades extrativistas.

Entre os anúncios, estão ainda a criação do Parque Nacional Povos Indígenas do Rio Tanaru (RO) e a ampliação do Parque Nacional Serra das Confusões (PI). Lideradas pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo ICMBio, as ações fortalecem a conectividade ecológica, a conservação de espécies ameaçadas e a valorização do patrimônio natural e cultural do país.

Por Natália Moraes 
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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