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Brasil assina segundo acordo de acolhida humanitária de afegãos por meio de patrocínio comunitário

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Brasília, 26/03/2025 – Um acordo de cooperação para a acolhida humanitária de 224 afegãos em situação de vulnerabilidade foi assinado entre a Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e o Instituto Estou Refugiado, nesta quarta-feira (26).

Esse foi o segundo instrumento firmado entre o MJSP e organizações da sociedade civil (OSC) para acolher nacionais afegãos. Com ele, o Brasil tem a expectativa de receber o total de 724 afegãos, por meio da modalidade de patrocínio comunitário.

O primeiro acordo, assinado em fevereiro, foi com a Panahgah Associação de Apoio Humanitário Internacional, que proporcionará a recepção de 500 pessoas. A previsão é que eles comecem a chegar em grupos a partir de abril.

O secretário Nacional de Justiça, Jean Keiji Uema, afirmou que o Brasil está avançando na construção de uma política migratória. “O patrocínio comunitário se consolida como um modelo inovador de acolhimento humanitário e permitirá uma resposta mais ágil e organizada a crises internacionais”, disse.

Para a diretora-executiva do Instituto Estou Refugiado, Luciana Capobianco, esse modelo permite que as organizações se planejem adequadamente. “A formalização desse acordo representa um avanço significativo na acolhida humanitária, pois institucionaliza o processo de concessão do visto humanitário de maneira mais estruturada e eficaz”, explicou.

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A iniciativa é inovadora no Brasil e é resultado do edital de chamada pública para a parceria do MJSP com OSC para a acolhida humanitária sem o envolvimento de transferência de recursos financeiros. As organizações captam dinheiro junto a doadores do setor privado para a execução do projeto.

As organizações da sociedade civil interessadas em atuar no acolhimento de afegãos no Brasil ainda podem enviar propostas à Senajus. As regras estão no Edital de Chamamento Público nº 1/2024. Até o momento, oito entidades estão em fase avançada de análise documental e do plano de trabalho para participar do programa.

Também participaram da solenidade de assinatura a diretora de Migrações, do MJSP, Luana Medeiros; a chefe de divisão para as Migrações, do Ministério das Relações Exteriores, Patrícia Chiarello; o chefe de missão da Agência ONU para as Migrações, Paolo Caputo; e a representante da Agência ONU para Refugiados (Acnur), Andrea Zamur.

Instituto Sou Refugiado

Com sede na capital paulista, o Instituto Estou Refugiado oferecerá programa de acolhimento com duração de 12 meses. Antes de se deslocarem ao Brasil, os beneficiários receberão orientação remota sobre a documentação necessária, os aspectos da cultura brasileira e a preparação emocional para a mudança, além de suporte logístico para a viagem ao Brasil.

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Ao chegarem, 33 deles serão acomodados em abrigos próprios da instituição e 191 em alojamentos de familiares, amigos ou grupo de apoio. Esses espaços contarão com infraestrutura completa e acesso a serviços básicos, que garantirá um ambiente seguro e adequado para a adaptação inicial.

A inclusão socioeconômica dos refugiados abrange cursos de português e capacitação profissional oferecidos em parceria com instituições como o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e a Universidade Presbiteriana Mackenzie, além do encaminhamento para oportunidades de emprego.

Os beneficiários também serão orientados sobre o acesso a programas governamentais, como o Sistema Único de Saúde (SUS), os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e o Bolsa Família.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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MEC realiza Seminário Internacional de Gestão Educacional

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Entre 28 e 29 de abril, o Ministério da Educação (MEC) realiza o Seminário Internacional de Gestão Educacional, a fim de discutir o papel da gestão, entendida de forma sistêmica e integrada, como elemento-chave para garantir aprendizagem, equidade e qualidade na educação brasileira. Realizado em Brasília, no auditório do Tribunal de Contas da União (TCU), o seminário tem transmissão ao vivo pelo canal do MEC no Youtube

O evento também busca situar o Plano de Ações Articuladas (Novo PAR) como instrumento estratégico para fortalecer as capacidades institucionais de gestão no contexto de implementação do Sistema Nacional de Educação (SNE) e do Novo Plano Nacional de Educação (PNE), instituídos recentemente. 

Durante a mesa de abertura, a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, explicou que para criar políticas públicas efetivas é necessário que seu desenho seja feito em conjunto. “Não existe nenhuma iniciativa que dê certo quando os passos são seguidos sem diálogo entre as partes, ainda mais em um país tão diverso e desigual quanto o Brasil. A educação básica é feita no chão das escolas, nos municípios e nos estados, e, por isso, a gestão não pode ser feita sem conversar com aqueles que implementam as políticas na prática. Só há sucesso quando a construção coletiva entre União e entes federativos verdadeiramente acontece”, defendeu. 

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O seminário é realizado em parceria com o Instituto Unibanco e reúne gestores públicos das redes federais, estaduais e municipais, coordenadores da Rede Nacional de Assistência Técnica e Formação do Novo PAR (RenaPAR) e acadêmicos para discutir caminhos concretos de fortalecimento da gestão no país. 

Também estiveram presentes na mesa de abertura a diretora de Apoio à Gestão Educacional do MEC, Anita Stefani; a presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fernanda Pacobahyba; a presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Socorro Batista; a vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação das Capitais (Consec), Gisele Faria; o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) da Bahia, Anderson Passos; o procurador-Chefe do Ministério Público Federal (MPF), Sérgio Pinel; e a auditora-chefe do TCU, Renata Silveira. 

Em seguida, o evento deu início a suas mesas temáticas. Na primeira delas, o professor Ben Ross Schneider, do MIT, apresentou sua pesquisa de política comparada sobre reformas educacionais na América Latina. A secretária Kátia Schweickardt e o pesquisador Ricardo Madeira contextualizaram a apresentação à realidade brasileira. 

A segunda mesa temática reuniu a diretora Anita Stefani; o secretário de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino do MEC, Gregório Grisa; o professor Fernando Abrucio; e o superintendente executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques, que discutiram a importância da gestão educacional em face à aprovação do novo PNE e do SNE. 

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A programação do evento continua na quarta-feira, 29 de abril, com mesas temáticas sobre gestão educacional e o Novo PAR; transformação digital; gestão escolar; e experiências em regime de colaboração. 

Confira a programação completa 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

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