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Brasil avança na agenda de transição energética e descarbonização do transporte rodoviário
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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou, na manhã desta quinta-feira (30), de um evento ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da primeira-dama Janja Lula da Silva, do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, para marcar mais um passo na agenda nacional de transição energética e descarbonização do transporte rodoviário.
Realizada no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), a atividade intitulada “Transição Energética e Descarbonização do Transporte Rodoviário – COP30” reuniu representantes da Mercedes-Benz e da Be8, uma das maiores produtoras de biodiesel do país. O evento apresentou novas soluções em biocombustíveis voltadas à redução das emissões de carbono no transporte e integra as ações preparatórias do Brasil para a COP30, que será realizada em Belém (PA), entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025.
Durante o encontro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o papel estratégico do Brasil na liderança global da transição energética. “A transição energética que o mundo sonha não é tão difícil, basta ter vontade política e coragem de fazer. O Brasil será campeão de transição energética. Vamos continuar usando petróleo enquanto for necessário, mas nossa empresa Petrobras é mais do que uma empresa de petróleo e, com o tempo, vai se transformar em uma empresa de energia”, afirmou.
O ministro Luiz Marinho ressaltou que a descarbonização da economia deve estar associada à geração de empregos sustentáveis e ao fortalecimento da indústria nacional. “O Brasil tem condições de unir desenvolvimento econômico, inclusão social e sustentabilidade, garantindo oportunidades de trabalho decente em uma nova economia verde”, informou.
A Mercedes-Benz levará à COP30 o biocombustível BeVant, desenvolvido pela Be8, que, segundo resultados parciais de testes realizados em rodovias brasileiras, reduz em até 65% as emissões de dióxido de carbono no critério “do poço à roda” — considerando todas as etapas, da produção do combustível à sua queima.
Produzido a partir de óleos vegetais, gorduras animais e óleos reciclados, o BeVant pode ser usado puro (100%), diferentemente do diesel B15, que contém 15% de biodiesel. Caminhões e ônibus abastecidos com o novo combustível percorrem mais de 4 mil quilômetros, de Passo Fundo (RS) a Belém (PA), enquanto outros dois veículos fazem o mesmo trajeto com diesel B15, para fins comparativos.
Nos resultados parciais obtidos até São Bernardo do Campo (SP), a montadora registrou redução de 99% dos gases de efeito estufa no ciclo “do tanque à roda” — do abastecimento à queima —, considerando a absorção de carbono pelas plantações utilizadas na produção do biocombustível.
Ação social
“Os veículos utilizados nos testes transportam 20 toneladas de alimentos, que serão doadas a comunidades carentes de Belém ao final da viagem”, explicou o diretor de Relações Institucionais e Comunicação da Mercedes-Benz, Luiz Carlos Moraes. Segundo ele, o Brasil ocupa posição de destaque na corrida global pela descarbonização.
“Todas as rotas tecnológicas são parte da solução. Enquanto na Europa a eletromobilidade já é uma realidade, aqui os biocombustíveis nos permitem uma situação extremamente confortável na transição energética”, afirmou Luiz Carlos Moraes.
A COP30
30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas reunirá líderes globais, cientistas e representantes da sociedade civil para discutir estratégias de mitigação e adaptação climática. O evento marca a primeira vez que a conferência será sediada na Amazônia, reforçando o protagonismo do Brasil nas discussões internacionais sobre sustentabilidade, justiça climática e transição energética justa.
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Escola Nacional de Hip Hop já tem adesão de 22 estados
As redes estaduais, distrital e municipais de educação têm até terça-feira, 30 de junho, para aderir ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Até 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam confirmado participação na iniciativa, que busca incorporar ao ambiente escolar saberes urbanos, periféricos e negros por meio da cultura e pedagogia hip-hop.
A Escola Nacional de Hip-Hop integra a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e prevê investimento de R$ 50 milhões entre 2026 e 2027. A adesão deve ser realizada exclusivamente pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), mediante assinatura do termo de adesão.
A proposta da Escola Nacional de Hip-Hop é fortalecer práticas pedagógicas que dialoguem com as vivências dos estudantes por meio de atividades ligadas à música, dança, grafite, batalhas de rima e formação cultural. Entre as ações previstas estão trilhas formativas voltadas à gestão de carreira de MCs, breaking olímpico, slams estudantis, batalhas de rima, atividades de grafite e experiências pedagógicas relacionadas ao hip-hop na educação.
Na educação básica, o hip-hop funciona como uma ferramenta de apoio ao sucesso acadêmico de estudantes em três grandes áreas: fortalecimento da identidade e da representatividade; integração de saberes e perspectivas decoloniais ao currículo; e melhoria do clima escolar, incluindo ações culturais que possam contribuir para reduzir o uso excessivo de celulares nos intervalos escolares.
Adesão – No levantamento realizado em 24 de junho, 22 estados e o Distrito Federal já haviam aderido ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Entre as unidades da Federação que ainda não haviam formalizado a participação estão Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraná.
Nas capitais, 22 das 26 cidades já haviam confirmado adesão. Apenas Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Vitória (ES) ainda não haviam concluído o processo.
O levantamento também mostra que a mobilização das redes municipais já alcança índices elevados em diversas unidades da Federação. O Amapá lidera o percentual de adesão entre os municípios, com 93,75%, seguido por Roraima (93,33%) e Acre (81,81%). Na sequência aparecem Maranhão (78,34%), Bahia (77,69%) e Rio de Janeiro (77,17%), demonstrando o avanço da implementação do programa em diferentes regiões do país.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação


