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Brasil e Nigéria fortalecem cooperação turística com assinatura de memorando

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Representando o Ministério do Turismo, o secretário-executivo adjunto da Pasta, Sandro Serpa, integrou a comitiva brasileira liderada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin em Abuja, capital da Nigéria. O secretário participou da assinatura de um Memorando de Entendimento em Cooperação Turística entre os dois países. A cerimônia integrou a 2ª Sessão do Mecanismo de Diálogo Estratégico Brasil-Nigéria, que marca a retomada de um dos principais fóruns de cooperação bilateral após doze anos.

O memorando tem como objetivo intensificar a colaboração institucional no campo do turismo, por meio do intercâmbio de informações, promoção de investimentos sustentáveis, ações de qualificação profissional, incentivo ao turismo bilateral e estímulo à conectividade aérea entre Brasil e Nigéria.

“A assinatura deste memorando é um marco nas relações Brasil-Nigéria. Temos laços culturais e históricos profundos com o continente africano, e o turismo é uma ponte natural para estreitar esses vínculos”, destacou Sandro Serpa.

Entre os compromissos previstos no acordo estão a promoção conjunta de destinos turísticos, o fortalecimento da atuação em fóruns multilaterais — como a ONU Turismo e o BRICS —, e o estímulo ao afroturismo, com base em iniciativas como o Programa Rotas Negras, que valoriza a cultura afro-brasileira e a ancestralidade africana.

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A parceria também se insere em um contexto mais amplo de aproximação entre Brasil e África. Em 2025, a Nigéria se tornará membro associado do BRICS, e a África do Sul sediará a próxima edição do G20, sucedendo o Brasil. Além disso, está prevista para 2026, no Rio de Janeiro, a 3ª Conferência Internacional Américas-África sobre Turismo, consolidando a cooperação intercontinental no setor.

“Acreditamos no turismo como instrumento de desenvolvimento sustentável, inclusão social e valorização cultural. Este é apenas o primeiro passo de uma colaboração que pode trazer benefícios concretos para nossos povos”, concluiu o representante do Ministério do Turismo.

OUTRAS INICIATIVAS – O Ministério do Turismo também desenvolve o projeto Experiências do Brasil Original (EBO), que apoia comunidades indígenas e quilombolas na criação e na comercialização de seus produtos turísticos, promovendo a diversidade cultural e a inclusão econômica. Em 2023, 41 produtos turísticos comunitários foram validados pela iniciativa, beneficiando diretamente 84 famílias e impactando positivamente mais de 160 pessoas, incluindo jovens e mulheres negras.

Por Fábio Marques

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo 

Fonte: Ministério do Turismo

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Ministro Wellington Lima apresenta ações do MJSP à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara dos Deputados

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Brasília, 9/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou, nesta terça-feira (9), de audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados para apresentar iniciativas da pasta e responder a questionamentos de parlamentares sobre segurança pública.

A audiência contou com a presença de outros integrantes da gestão do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), entre os quais o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas; o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Modesto; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado; e o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.

Na reunião, o ministro mencionou a atuação integrada entre União, estados, municípios, Poder Judiciário, Ministério Público (MP) e forças de segurança para o enfrentamento da criminalidade organizada.

Segundo Wellington Lima, a formulação de políticas públicas eficazes depende da cooperação institucional e do diálogo permanente com as Casas Legislativas. “Não há segurança pública sem o Congresso Nacional. A construção de políticas públicas eficazes exige diálogo permanente com o Parlamento, com o Judiciário, com o Ministério Público e com os profissionais que estão na ponta do sistema de segurança”, afirmou.

Entre os temas abordados estiveram as estratégias de combate ao crime organizado, as ações de fortalecimento do sistema prisional, as medidas de combate ao tráfico ilícito de armas e as iniciativas voltadas à descapitalização financeira de organizações criminosas.

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Ao tratar das medidas de enfrentamento às facções criminosas, Wellington Lima ressaltou a importância do enfraquecimento financeiro desses grupos.

“O primeiro eixo é exatamente a reprodução e o aperfeiçoamento dos mecanismos de asfixia financeira. É preciso tirar o oxigênio do crime organizado.”

O ministro também apresentou iniciativas voltadas ao aprimoramento da inteligência e da investigação criminal, com foco na ampliação da capacidade de esclarecimento de homicídios e das operações de repressão às organizações criminosas.

Ao abordar o sistema penitenciário, defendeu investimentos em tecnologia, inteligência e protocolos de segurança para impedir a comunicação de lideranças criminosas com grupos que atuam fora das unidades prisionais. “Esse é um problema que não poderia ser adiado de modo algum”, enfatizou.

Operações em unidades prisionais

Durante a audiência, Wellington Lima anunciou que o MJSP realizará, até o final de 2026, uma operação nacional e duas regionais por mês em unidades prisionais de todo o País.

A medida busca reforçar o controle do sistema penitenciário, combater a atuação de organizações criminosas e ampliar a integração entre as forças de segurança e as administrações penitenciárias estaduais.

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Plataformas digitais

Sobre plataformas digitais, parlamentares também questionaram os decretos relacionados à atuação das plataformas digitais e às medidas de enfrentamento de crimes praticados no ambiente virtual.

O ministro explicou que as normas foram elaboradas com base em análises técnicas e dados relacionados ao crescimento de ilícitos praticados pela internet, como fraudes eletrônicas, exploração sexual de crianças e adolescentes e divulgação não autorizada de conteúdo íntimo.

“Os decretos foram elaborados a partir de evidências concretas sobre a crescente centralidade da internet na vida dos brasileiros e sobre a urgência de enfrentar o aumento de crimes, atos ilícitos e condutas abusivas que vêm se multiplicando no ambiente digital”, disse.

De acordo com Wellington Lima, as medidas buscam ampliar a capacidade de resposta do Estado diante desses crimes, sem afastar o papel do Congresso Nacional na discussão e eventual definição de regras permanentes para o setor.

“O Parlamento é sempre quem melhor legisla, mas muitas vezes a sociedade clama por alguma providência mais imediata”, completou.

A audiência integra as atividades de fiscalização e de acompanhamento das políticas públicas conduzidas pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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