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Brasil, França e PMA desenvolverão cooperação para Sul Global
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A 2ª Cúpula Global da Coalizão para a Alimentação Escolar acontece entre quinta e sexta-feira, 18 e 19 de setembro, com o objetivo de promover diálogos entre líderes e especialistas sobre financiamento sustentável, sistemas alimentares, inovação em nível local e a alimentação escolar como rede estratégica de proteção social. A agenda também orienta os próximos passos rumo à meta global de garantir refeições saudáveis a cada criança e jovem.
Durante o primeiro dia do evento (18), além da abertura, foram lançadas publicações, com a realização de sessões de diálogos, reuniões bilaterais e uma visita de campo a uma escola de Fortaleza (CE), sede desta edição do encontro. Uma sessão especial marcou a assinatura da Declaração de Intenção da Promoção da Cooperação Sul-Sul Trilateral em Alimentação Escolar, entre Brasil, França — representando países africanos — e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organização das Nações Unidas (ONU). O documento reflete o desejo dos governos brasileiro, francês e do PMA em promover ações de cooperação junto a países do Sul Global.
Agora, somamos esforços em um tema que nos une profundamente: garantir que nenhuma criança estude de estômago vazio. Este é mais que um ato de cooperação, é um compromisso conjunto de transformar esperança em realidade”, destacou o ministro da Educação.
“Somamos esforços em um tema que nos une profundamente: garantir que nenhuma criança estude de estômago vazio.” Camilo Santana, ministro da Educação, sobre Declaração de Intenção da Promoção da Cooperação Sul-Sul Trilateral em Alimentação Escolar
Os avanços e diálogos apresentados nesta quinta-feira (18) reforçam o compromisso global com políticas públicas que garantam o direito à alimentação de qualidade desde a infância, apontando caminhos concretos para a construção de um futuro mais justo e inclusivo.
Abertura – Participaram da cerimônia de abertura o ministro da Educação, Camilo Santana, ao lado do vice-presidente do Brasil e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Santana afirmou que a alimentação escolar é um elo que conecta a educação à saúde; o desenvolvimento econômico à dignidade humana; e o futuro das crianças ao futuro das nossas nações. “Acreditamos que a refeição digna na escola é um direito humano e um ato de justiça social para todos os nossos estudantes”, defendeu.
Alckmin destacou a importância da nutrição e das escolhas políticas para o desenvolvimento infantil. “A proteína, a gordura saudável, o ferro, o zinco, são os tijolinhos que formam o cérebro. A glicose, as vitaminas, são o combustível que promovem o aprendizado. Dizem que governar é escolher, e não há escolha melhor do que escolher a criança, a educação e a saúde”.
A cerimônia de abertura também contou com a participação da primeira-dama Janja Lula da Silva e a presença do governador do Ceará, Elmano de Freitas; do ministro de Estado do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, Wellington Dias; da diretora executiva do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Cindy McCain; da presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fernanda Pacobahyba; e do prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão.
Publicações – Durante a cerimônia foi lançado o relatório “O Estado da Alimentação Escolar 2024”. O estudo mostra expansão especialmente expressiva em países de baixa renda, com crescimento de quase 60% na cobertura nos últimos dois anos, e destaca o salto do continente africano, que adicionou 20 milhões de crianças atendidas — com países como Etiópia, Quênia, Madagascar e Ruanda ampliando seus programas entre 1,5 e 6 vezes.
Na ocasião, também foi publicada a 2ª edição da Cartilha para Conselheiros do Programa Nacional de Alimentação Escolar, produzida em parceria com o Tribunal de Contas da União (TCU). O material reforça a importância do controle social e do aprimoramento da governança para qualificar a execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).
Programação – Após a abertura, o ministro Santana acompanhou representantes das delegações em um almoço na Escola de Ensino Médio em Tempo Integral (EEMTI) Johnson, serviço a partir de alimentos adquiridos pelo Pnae. “A gente compreende a importância da alimentação escolar para qualidade da aprendizagem dos nossos alunos. Então, a visita aqui é para dar as boas-vindas a todas as delegações e para que eles possam conhecer a qualidade da nossa alimentação escolar e a importância dela para a aprendizagem dos nossos estudantes”, falou.
Nesta quinta-feira também foram realizadas três sessões de diálogos entre as delegações, transmitidas no canal do MEC no YouTube. A primeira sessão destacou os avanços nos compromissos dos países desde a primeira cúpula global em 2023, além de novos compromissos anunciados. A segunda, promoveu o diálogo entre ministros e a rede formada por um Consórcio de Pesquisa, destacando como análises científicas podem ser traduzidas em um melhor desenho de políticas e programas. O terceiro debate reuniu ministros das finanças e instituições financeiras internacionais para apresentar mecanismos financeiros inovadores e parcerias, incluindo a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.
A programação detalhada do segundo dia está disponível na página da iniciativa no portal do FNDE.
Bilaterais – Em reunião bilateral, Camilo Santana recebeu o ministro francês para a Francofonia e Parcerias Internacionais, Thani Mohamed Soilihi, acompanhado de representantes de delegações africanas, para assinatura da Declaração de Intenção da Promoção da Cooperação Sul-Sul Trilateral em Alimentação Escolar. O chefe da pasta do Brasil também se reuniu com Nicolás Cataldo Astorga, ministro da Educação chileno.
Ainda para tratar de cooperação internacional, o secretário executivo do MEC, Leonardo Barchini, recebeu o ministro da Educação e Formação Profissional, da Cultura e das Comunicações do Haiti, Augustin Antoine; acompanhado do ministro da Agricultura, Recursos Naturais e Desenvolvimento Rural do país, Vernet Joseph.
Referência mundial – O Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), apresentado aos participantes da Cúpula durante as sessões e a visita de campo, integra a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza — iniciativa proposta pelo Brasil na presidência do G20 que tem como meta erradicar a fome no mundo até 2030 —, reforçando sua relevância como política pública estratégica em nível mundial. A escolha da capital cearense como sede da cúpula demonstra o protagonismo brasileiro e da região Nordeste no cenário internacional.
Coordenado pelo Ministério da Educação (MEC), o Pnae é uma das maiores políticas do tipo do mundo. Atualmente, garante refeições diárias a quase 40 milhões de estudantes em 150 mil escolas, somando 50 milhões de refeições por dia, em um investimento anual de R$ 5,5 bilhões.
O programa contribuiu para a saída do Brasil do Mapa da Fome, aliado a outras políticas públicas consistentes de combate à insegurança alimentar e promoção da cidadania. O Brasil também se destaca pela experiência em cooperação técnica internacional. Ao ingressar na coalizão, o país levou consigo o sucesso de sua política associada à Rede de Alimentação Escolar Sustentável (Raes), que atua na América Latina e no Caribe desde 2018, apoiando diversos países na consolidação de suas políticas de alimentação escolar, em parceria com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
Coalizão – Em 2021, enquanto o mundo lidava com os efeitos da pandemia de covid-19, houve a mobilização de 46 governos e 44 parceiros, liderados pela Finlândia e pela França, que se reuniram durante a Cúpula dos Sistemas Alimentares para formar a Coalizão para a Alimentação Escolar. Uma alimentação escolar saudável pode apoiar de maneira eficaz objetivos relacionados à educação, segurança alimentar, nutrição, saúde, proteção social, igualdade de gênero, transformação dos sistemas agroalimentares e ações contra as mudanças climáticas. Além disso, promove a justiça social, o desenvolvimento do capital humano e a equidade entre as gerações.
A 2ª Cúpula Global da Coalizão para a Alimentação Escolar evidencia não apenas o crescimento da cobertura de programas alimentares em diversos países, mas também o papel estratégico da alimentação escolar na promoção da saúde, da educação e do desenvolvimento sustentável.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da FNDE
Fonte: Ministério da Educação
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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil
Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.
Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.
Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.
O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.
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Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.
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Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.
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Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.
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Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.
Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.
Quando visitar
São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.
Entre os principais eventos estão:
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Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.
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Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.
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Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.
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Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.
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Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.
Como chegar
São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.
Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.
Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo


