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Câmara debate educação e promoção do envelhecimento saudável

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Nesta terça-feira, 29 de abril, o Ministério da Educação (MEC) participou de audiência pública da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados. O encontro teve como objetivo debater uma estratégia de integração das políticas de saúde, educação, esporte, assistência social, direitos humanos e cultura para a promoção do envelhecimento ativo e saudável.  

O debate foi solicitado pelos deputados Luiz Couto (PT-PB) e Alexandre Lindenmeyer (PT-RS). No requerimento, os parlamentares destacaram que a temática do envelhecimento populacional é uma questão importante para a sociedade, principalmente com o aumento da expectativa de vida. 

O MEC foi representado pela diretora de Políticas de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), Ana Lúcia Sanches. Ela falou sobre a educação de jovens e adultos (EJA), a importância da educação para a qualidade de vida da população e o envelhecimento saudável dos idosos. “São todos sujeitos de direitos. A educação ocorre ao longo da vida, não só na infância e na adolescência. A educação é um direito de todos e inalienável de qualquer cidadão, inclusive dos idosos”, observou.   

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Sanches informou que, em 2024, o MEC instituiu o Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação na Educação de Jovens e Adultos (Pacto EJA). A política foi construída de forma colaborativa pelo ministério com a União, os estados, os municípios e o Distrito Federal 

“Sem dúvida nenhuma, o maior problema educacional relacionado à população idosa é o seu direito fundamental à alfabetização. No Censo de 2020, nós tínhamos 38% da população idosa não alfabetizada. No Censo de 2022, temos um pouco mais de 20% da população idosa não alfabetizada. É um dado que ainda descreve os inúmeros desafios que temos aqui, tanto no MEC quanto em toda a sociedade, porque esse é um desafio coletivo. Não faltam vagas na EJA. Nós temos ainda o Programa Brasil Alfabetizado e uma série de ações parceiras com universidades e instituições, no sentido da superação do analfabetismo no Brasil”, relatou. 

Por fim, a diretora afirmou que o Governo Federal está com as salas de aula da EJA e do programa Brasil Alfabetizado abertas para receber os idosos: “Nós estamos bastante esperançosos em criar metodologias específicas de atendimento à população”. 

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Participantes – Também participaram da audiência o secretário nacional dos Direitos da Pessoa Idosa do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Alexandre da Silva; a coordenadora de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa do Ministério da Saúde, Lígia Gualberto; a secretária nacional de Excelência do Ministério do Esporte, Liziane Marques; a conselheira pastoral da Pessoa Idosa, Dione Menz; a conselheira municipal de Direitos da Pessoa Idosa de João Pessoa (PB), Mirella Braga; o presidente do Conselho Nacional de Direitos da Pessoa Idosa, Raphael Carvalho; e da coordenadora-geral de Proteção Social Especial de Alta Complexidade do Departamento de Proteção Social Especial do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Daniella Santana. 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino

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O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.  

Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade. 

O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.   

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As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.  

Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:  

Secretarias municipais 

2024 

2026 

Índices 

Brasil 

Brasil 

Geral 

26,6 

34,7 

Institucionalização 

38,7 

55,8 

Formação 

20,4 

28,7 

Gestão 

26,0 

27,0 

Material Didático 

31,1 

34,2 

Financiamento 

20,6 

39,9 

Avaliação e Monitoramento 

45,0 

60,2 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).  

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.   

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As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.  

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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