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Comissão de educação bilíngue debate política nacional
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O Ministério da Educação (MEC) realizou, nos dias 22 e 23 de abril, a 5ª Reunião da Comissão Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (CNEBS). O encontro ocorreu na sala de reunião da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em Brasília (DF). Foram discutidas e deliberadas as pautas para fortalecer a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (Pnebs), que visa garantir uma educação de qualidade e equidade para as pessoas surdas, utilizando a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua e o português escrito como segunda língua.
A CNEBS é uma comissão de assessoramento e de caráter consultivo, instituída para subsidiar o MEC nas questões referentes à educação bilíngue de surdos. Os membros compõem o grupo de trabalho (GT) da Pnebs, criado com o intuito de contribuir para a criação da política em benefício da comunidade surda. No MEC, a pauta é coordenada pela Diretoria de Políticas de Educação Bilíngue de Surdos (Dipebs), da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi).
Na reunião, foram apresentadas as escolas bilíngues de surdos do Distrito Federal: Escola Bilíngue Libras e Português Escrito de Taguatinga e Escola Bilíngue Libras e Português Escrito do Plano Piloto. Também foram apresentadas preliminares dos seis eixos do GT: coordenação federativa e governança executiva; diretrizes; currículo e material didático e pedagógico; produção de conhecimento e monitoramento; formação; e valorização, reconhecimento e disseminação de práticas exitosas.
A diretora de Políticas de Educação Bilíngue de Surdos do MEC, Patrícia Rezende, destacou que “a educação bilíngue de surdos não é concessão, é justiça linguística”. Rezende reforça que a Comissão está mobilizada no debate de eixos e diretrizes e na mensuração do orçamento necessário para consolidar essa política. “A previsão é concluir a proposta ainda este ano, com responsabilidade e escuta ativa das comunidades surdas”, disse.
Desde 2023, quando foi instituída a Comissão, os relatores dos eixos realizaram diversas reuniões com a Dipebs e produziram um relatório para subsidiar a construção da política. Nessa 5ª reunião, os relatórios foram submetidos à avaliação e à validação pelos membros da Cnebs. Ainda foram definidas as ações prioritárias da diretoria para o período 2024/2025.
O encontro reuniu representantes governamentais, membros titulares da Cnebs e representantes da Secadi, além de entidades e instituições representativas da comunidade surda.
CNEBS – Instituída pela Portaria nº 993/2023, a Comissão Nacional de Educação Bilíngue de Surdos é formada por representantes do Governo e da sociedade civil. O colegiado assessora o MEC na formulação e na implementação da Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, bem como na execução das ações de educação voltadas às comunidades bilíngues de surdos, surdos-cegos, pessoas com deficiência auditiva sinalizantes, surdos com altas habilidades ou superdotação ou com outras deficiências associadas.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
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Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes
O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.
O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.
Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.
Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.
Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.
Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação



