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Comitês debatem a implementação de normas para obtenção do Selo Verde Brasil
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A implementação das primeiras normas técnicas para obtenção do Selo Verde Brasil, em setores industriais estratégicos, foi objeto de reunião com os comitês Gestor e Consultivo do programa, realizada nesta quarta-feira (25), em Brasília, sob a coordenação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Após a publicação da norma-mãe no final de janeiro e da recém-lançada norma setorial de polímeros de eteno de fonte renovável, na última semana, estão em elaboração agora as normas setoriais de chapas laminadas de alumínio e de vidro plano.
As normas devem ser submetidas à consulta nacional em abril. A meta é estabelecer critérios rigorosos de critérios de sustentabilidade — incluindo aspectos sociais e de governança para insumos que sustentam diversas cadeias produtivas.
Sissi Alves da Silva, Diretora do Departamento de Novas Economias da Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV/MDIC), salientou a construção coletiva do Selo Verde Brasil, bem como a agilidade e eficiência no desenvolvimento das normas setoriais:
O Selo Verde Brasil influencia a vida de todos os brasileiros ao estabelecer um novo padrão de consumo e produção. Cada avanço deste programa é fruto de uma construção coletiva que envolve a sociedade civil, órgãos governamentais e o setor produtivo. Mesmo diante da complexidade dos estudos técnicos, das consultas nacionais e do rigoroso processo de validação da ABNT, estamos conseguindo entregar normas setoriais em tempo recorde, provando que o Brasil está pronto para liderar a economia verde global.
Todas as normas são construídas em processo colaborativo entre o MDIC, os respectivos setores produtivos (de químicos, vidro e chapas laminadas de alumínio nesta etapa), ABNT (responsável pela formalização de normas com base em estudos apresentados), Inmetro (instituição de aferição e certificação) e ABDI.
Marcos importantes
A publicação da norma-mãe representou um marco estruturante para a consolidação de uma política de reconhecimento de atributos de sustentabilidade no país. Ao estabelecer uma base comum para a avaliação da conformidade, a norma confere coerência, transparência e credibilidade ao conjunto de normativos que dela derivam, além de garantir maior comparabilidade dos resultados e integridade ao sistema.
A norma-mãe também harmoniza critérios técnicos e promove confiança entre os diferentes atores — setor produtivo, organismos de avaliação da conformidade, governo e sociedade — assegurando que os produtos certificados atendam a padrões consistentes e verificáveis.
Já as normas setoriais trazem requisitos e critérios ambientais, sociais e de governança, com ênfase em práticas de economia circular e avaliação ao longo do ciclo de vida dos produtos.
“A normalização e apadronização proposta pelo Programa Selo Verde Brasil impulsionam a transição para uma economia mais sustentável, estimulam a inovação e a competitividade das empresas brasileiras e ampliam a inserção de produtos com atributos ambientais diferenciados nos mercados nacional e internacional”, ressaltou Sissi Alves da Silva.
Além disso, diz Sissi destacou que, “com a engrenagem normativa ajustada e integrada à Estratégia Nacional de Contratações Públicas para o Desenvolvimento Sustentável (ENCP), o Brasil amplia a competitividade das exportações, fortalece a confiança nos produtos nacionais e promove maior transparência no consumo interno, alinhando desenvolvimento econômico e sustentabilidade com efeitos duradouros sobre a indústria nacional.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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PET: bolsistas devem observar prazos para saque
Os bolsistas do Programa Educação Tutorial (PET), do Ministério da Educação (MEC), devem observar os prazos e os procedimentos para sacar os valores creditados na conta-benefício, bem como as consequências em caso de descumprimento dos prazos. As regras para essa movimentação bancária foram estabelecidas pela Resolução CD/FNDE nº 20/2025, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Para evitar que os valores não sacados sejam devolvidos pelo Banco do Brasil ao FNDE, os bolsistas devem sacar algum dinheiro do valor da bolsa em até 120 dias, contados da data do crédito na conta. Já o prazo para o saque de todo o pagamento da bolsa é de 180 dias. Qualquer saldo restante que seja deixado em conta por mais de 180 dias será devolvido pelo banco ao FNDE, sem possibilidade de realização automática de reversão dessa devolução.
Para pleitear novo pagamento referente à mesma competência cujo crédito tenha sido devolvido, seja o valor integral da bolsa ou parte dele, o bolsista deverá apresentar solicitação formal, acompanhada de justificativa fundamentada e da anuência do pró-reitor responsável e do gestor nacional do PET. A realização de um novo pagamento dependerá da análise, do deferimento do pedido e da disponibilidade orçamentária e financeira do programa.
Cadastro atualizado – Todos os bolsistas devem manter seus dados cadastrais atualizados no Sistema de Gestão do Programa de Educação Tutorial (SIGPET), como também no setor responsável pelo PET da sua instituição de ensino. Com essa atualização, o bolsista receberá todas as comunicações oficiais sobre o PET, o que poderá evitar uma possível perda do benefício. Nos próximos dias, a Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC encaminhará um ofício circular para ressaltar a importância da observância dos prazos e dos procedimentos do programa a todos que atuam com o PET.
Ativação do cartão-benefício – O pagamento das bolsas do PET é realizado por meio de crédito em conta-benefício, operacionalizado pelo Banco do Brasil, até o dia 20 de cada mês. Para que o bolsista tenha acesso aos valores, é obrigatória a ativação do cartão e a realização do primeiro saque diretamente na agência bancária indicada pelo bolsista no ato do cadastro. O descumprimento desse procedimento impedirá a movimentação do dinheiro na conta.
Em caso de qualquer incorreção identificada na emissão do cartão-benefício ou nos pagamentos das bolsas, comprovadamente decorrente do falseamento de informações, seja por parte do bolsista ou do gestor da instituição de ensino, o responsável poderá ser penalizado com desligamento do programa ou impedimento de participar pelo prazo de cinco anos de qualquer outro programa de bolsas ou auxílios financeiros pagos pelo FNDE; além de poder ser responsabilizado nas esferas cível e penal, sem prejuízo das demais sanções.
Além disso, sempre que identificar incorreções cadastrais que motivem creditamento indevido, o FNDE fica autorizado a bloquear valores ainda não sacados ou efetuar descontos em pagamentos futuros, independentemente de autorização do bolsista.
Como restituir valores recebidos indevidamente – Caso o bolsista receba valores indevidamente — por erro cadastral, desligamento do programa sem comunicação prévia ou qualquer outra situação que desconfigure o direito ao benefício —, ele é obrigado a restituir ao governo federal todo o montante recebido indevidamente. O prazo para a devolução é de 15 dias contados da data de recebimento da notificação para a restituição, que deve ser realizada em qualquer agência do Banco do Brasil, por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU), disponível no Portal PagTesouro.
Para mais informações sobre a correta movimentação dos recursos do PET e as medidas aplicáveis em caso de irregularidades, os interessados podem consultar a íntegra da Resolução CD/FNDE nº 20/2025.
PET – O Programa de Educação Tutorial, criado pela Lei nº 11.180/2005 e regulamentado pela Portaria nº 976/2010, com alterações da Portaria nº 343/2013, fomenta grupos de aprendizagem tutorial. A ação é realizada por meio da concessão de bolsas de iniciação científica a estudantes de graduação, e bolsas de tutoria a professores tutores. O programa contribui para a formação de futuros professores e pesquisadores, visando à qualidade da formação universitária e à consolidação do tripé ensino, pesquisa e extensão nas instituições de educação superior.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu
Fonte: Ministério da Educação


