BRASIL
Conselho começa a discutir prioridades para projetos de alto impacto tecnológico
BRASIL
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) participou nesta terça-feira (29/07) da reunião de instalação do Conselho Nacional de Projetos Tecnológicos de Alto Impacto, que vai mapear desafios e identificar oportunidades e apoio a projetos nessa área.
A reunião foi presidida ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. Além do MCTI e do MDIC, que exerce a secretaria-executiva do Conselho, compõe o colegiado a da Casa Civil, a Secretaria de Relações Institucionais, o Ministério da Fazenda e representantes da sociedade.
“O que nós precisamos é de uma convergência na direção daquilo que é essencial para uma geração mais robusta de desenvolvimento”, afirmou a ministra de Luciana Santos, na abertura da reunião.
O conselho é responsável pela coordenação da Iniciativa Nacional de Projetos Tecnológicos de Alto Impacto, instituída pelo decreto nº 12.081, que, em consonância com os objetivos da Nova Indústria Brasil (NIB), busca promover o crescimento sustentável, a geração de empregos qualificados e o fortalecimento da base industrial e tecnológica nacional a partir de projetos de longo prazo, executado por parcerias com pesquisadores, instituições científicas e empresas brasileiras.
Qualificação de recursos
“É muito importante que esses recursos gerem inovação de impacto para a sociedade civil e para a indústria”, argumentou o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Uallace Moreira. “Mais do que aumentar o volume de recursos, precisamos qualificar esses recursos”.
Na visão do secretário, um dos problemas enfrentados em iniciativas dessa natureza é o financiamento de projetos com impacto questionável em relação à geração de patentes, de produtos e de retorno para a sociedade. “É preciso trazer maior efetividade para recursos de investimento em P&D”, concluiu.
Além das definições de como funcionará o Conselho, a reunião deu início aos trabalhos para identificar os desafios nacionais prioritários relacionados à NIB e que possam levar à elaboração de projetos tecnológicos de alto impacto.
Entre os próximos passos, está realização de consulta pública para melhor orientar as ações do conselho.
Foto: Rodrigo Cabral (ASCOM/MCTI)
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
BRASIL
Resolução regulamenta bolsas e atividades de residentes
O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu) e da Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde (CNRMS), regulamentou a participação de residentes de programas de saúde em cursos de pós-graduação e o recebimento de bolsas adicionais. A medida consta na Resolução CNRMS nº 2, de 11 de agosto de 2026, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 12 de agosto.
A resolução estabelece regras para o regime de dedicação exclusiva dos Programas de Residência em Área Profissional da Saúde (PRAPS). O texto estabelece que o cumprimento da carga horária de dedicação exclusiva não impede a participação do residente em ofertas educacionais, aperfeiçoamentos ou programas de pós-graduação lato sensu e stricto sensu, desde que haja compatibilidade de horários e com o projeto pedagógico do programa.
A norma também estabelece critérios para o recebimento cumulativo de bolsas de ensino, pesquisa e extensão ou auxílios de apoio financeiro, permitindo o acúmulo de rendimentos quando vinculados a projetos de desenvolvimento acadêmico, científico ou tecnológico na área da saúde. A participação deve ser previamente acompanhada pela Comissão de Residência Multiprofissional (Coremu) de cada instituição credenciada.
Segundo o regramento institucional, as regras visam assegurar o desenvolvimento integral das competências profissionais, a qualificação do atendimento prestado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e o fortalecimento do ensino integrado à prática assistencial nas unidades de saúde do país.
É importante ressaltar que, mesmo com as alterações promovidas pela nova regra, os estudantes seguem impedidos de acumular empregos ou atividades que inviabilizem a carga horária da residência. Além disso, a participação em cursos e projetos externos deve ser sempre compatível com os objetivos pedagógicos do PRAPS. O descumprimento das regras pode acarretar sanções administrativas e perda de benefícios.
Pró-Residência — O Programa Nacional de Bolsas para Residências em Área Profissional da Saúde (Pró-Residência) é uma iniciativa desenvolvida em parceria entre o MEC e o Ministério da Saúde. O programa tem como objetivo incentivar a formação de especialistas em modalidades multiprofissionais e uniprofissionais, prioritariamente em regiões e especialidades estratégicas para o atendimento público de saúde, mediante a concessão de bolsas de estudo e apoio às instituições de ensino e saúde do país.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu
Fonte: Ministério da Educação



