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CTPP aprova novas regras de segurança no trabalho em altura e avança em propostas para mineração e calor

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A Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP), instância tripartite responsável por discutir a atualização e revisão de temas relacionados à segurança e saúde no trabalho, especialmente as Normas Regulamentadoras (NRs), realizou sua 25ª reunião nesta quarta e quinta-feira (24 e 25), em Brasília.

Durante o encontro, foi aprovado o novo Anexo III da NR-35 (Trabalho em Altura), que define os requisitos e medidas de prevenção para o uso de escadas (Anexo de Escadas). Também foram debatidas propostas para a harmonização da NR-22, que trata da Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração, com foco na proteção contra a exposição ao calor em atividades subterrâneas, em alinhamento com o Anexo III da NR-9 (Avaliação e Controle das Exposições Ocupacionais a Agentes Físicos, Químicos e Biológicos).

A CTPP aprovou por consenso a proposta de alteração de 76 itens debatidos pela Comissão Nacional Tripartite Temática (CNTT) da NR-22. Também foi deliberada a criação de um novo Anexo sobre Poeiras Minerais, que será incorporado ao texto da própria NR-22.

A reunião também abordou o Anexo III — Limites de Tolerância para Exposição ao Calor — da NR-15, que trata de Atividades e Operações Insalubres. A CTPP decidiu realizar mais três reuniões do Grupo de Trabalho Tripartite (GTT) específico, para que a proposta de texto possa ser analisada e deliberada na 26ª Reunião Ordinária da Comissão, em setembro.

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Inicialmente prevista para os dias 23 e 24 de setembro, a 26ª Reunião foi remarcada para os dias 30 de setembro e 1º de outubro de 2024. De acordo com Rogério Silva Araújo, diretor de Segurança e Saúde no Trabalho do MTE e vice-presidente da CTPP, a alteração foi necessária para permitir o amadurecimento das propostas em discussão e o cumprimento dos prazos regimentais.

Outra pauta da reunião tratou do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Após analisar a questão relacionada ao fornecimento de EPIs para pessoas com deficiência (PCDs), a Comissão considerou que o tema exige um aprofundamento técnico e deliberou que a Coordenação-Geral de Normatização e Registros (CGNOR), do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho (DSST/MTE), deverá organizar uma reunião com representantes de laboratórios que realizam ensaios em EPIs, além de representantes das bancadas de trabalhadores e empregadores. O objetivo é iniciar uma discussão técnica voltada à identificação de possíveis soluções.

O diretor de Segurança e Saúde no Trabalho do MTE, Rogério Silva Araújo, destacou os temas relevantes aprovados na reunião, como o novo Anexo III de Escadas. “Esse anexo havia sido revogado em 2023 e, agora, o novo texto traz uma normatização mais moderna e adequada sobre a temática”, avaliou.

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Já o ajuste na NR-22 e a criação do Anexo sobre Poeiras Minerais, segundo Rogério Silva Araújo, “reforçam o compromisso que o MTE, por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), vem mantendo com a saúde e segurança dos trabalhadores e trabalhadoras da área da mineração.” O diretor também se disse confiante no avanço das discussões relacionadas aos limites de tolerância para exposição ao calor.

CTPP – A Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) é o fórum oficial do governo federal responsável por discutir temas relacionados à segurança e saúde no trabalho, com foco especial na atualização das Normas Regulamentadoras (NRs). Sua principal função é promover o diálogo social entre governo, trabalhadores e empregadores, com o objetivo de aprimorar as condições e o ambiente de trabalho no Brasil.

A CTPP é regida pelo Decreto nº 11.496, de 19 de abril de 2023, que substituiu o Decreto nº 10.905, de 2021. A Comissão é presidida pelo secretário de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e conta com representantes das bancadas de trabalhadores, empregadores e governo, incluindo os ministérios da Previdência Social, da Saúde, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, além da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro).

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Saiba o que é o SAF e como esse combustível pode contribuir para a redução das emissões no transporte aéreo

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Conhecido pela sigla SAF (Sustainable Aviation Fuel), o combustível sustentável de aviação é produzido a partir de fontes renováveis. Seu desenvolvimento faz parte de iniciativas adotadas em diferentes países para reduzir as emissões associadas ao transporte aéreo.

Diferentes rotas tecnológicas — nome dado aos processos industriais utilizados para transformar matérias-primas em combustível — permitem a produção do SAF a partir de fontes como óleos vegetais, gorduras animais, resíduos agrícolas, resíduos urbanos e outras fontes renováveis. Após o processamento, o combustível atende às especificações técnicas internacionais exigidas para o uso na aviação.

Em comparação com o querosene de aviação convencional, o SAF apresenta potencial para reduzir as emissões ao longo de seu ciclo de vida. Por isso, seu uso é considerado uma das alternativas para apoiar os esforços de descarbonização do setor aéreo em diversas partes do mundo.

As iniciativas voltadas ao desenvolvimento e à ampliação do uso desse combustível vêm sendo discutidas em diferentes países e organismos internacionais. No caso brasileiro, a experiência acumulada na produção de biocombustíveis e a diversidade de matérias-primas disponíveis contribuem para a expansão desse segmento.

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Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 / (61) 99129-3579 (fins de semana e feriados)
E-mail: [email protected]

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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