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Curso capacita profissionais do Susp para promover um trânsito mais seguro e cidadão

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Brasília, 28/10/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), lança, no dia 29 de outubro, o curso “Educação para o Trânsito no Contexto da Segurança Pública”, voltado à capacitação de profissionais que integram o Sistema Único de Segurança Pública (Susp). A formação, com carga horária de 30 horas, é oferecida na modalidade ensino a distância (EaD) pela Rede EaD-Senasp, dentro do eixo de Técnicas e procedimentos em segurança pública.

O curso foi elaborado pela Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP/Senasp) e busca fortalecer a atuação técnica, ética e cidadã dos profissionais de segurança pública em suas atividades relacionadas ao trânsito. A proposta é alinhar a execução de atos administrativos à legislação vigente, promover a segurança jurídica e difundir práticas educativas voltadas à preservação da vida e à redução de acidentes.

A iniciativa surge em um momento em que o trânsito brasileiro ainda representa uma das principais causas de mortes evitáveis no Brasil. De acordo com dados do Altas de Violência, divulgado em maio deste ano pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o número de mortes no trânsito do país passou de 33.894 no ano de 2023 para 34.881 em 2024. Ao investir na qualificação dos agentes do Susp, o MJSP reforça o compromisso com a valorização dos profissionais da segurança pública e com a redução dos índices de violência viária por meio da educação e da prevenção.

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Educação, ética e cidadania no trânsito

A capacitação foi desenvolvida em quatro módulos e aborda desde a organização administrativa do trânsito e o papel do Sistema Nacional de Trânsito (SNT), até temas como segurança viária, direção defensiva, fiscalização ostensiva, educação e cidadania. O curso valoriza o papel dos profissionais do Susp na prevenção de acidentes e na conscientização de condutores, pedestres e ciclistas, além de estimular a integração entre agentes públicos e comunidade.

A metodologia é interativa e inclui videoaulas, apostilas digitais, exercícios e fóruns de discussão. A avaliação é composta por atividades realizadas ao longo dos módulos e uma prova final. Os participantes aprovados com nota mínima de 70 pontos recebem certificação emitida pela Rede EaD-Senasp.

Para a diretora de Ensino e Pesquisa da Senasp, Michele dos Ramos, diante do crescimento da frota, dos acidentes e dos desafios ambientais, é essencial fortalecer a atuação dos agentes na fiscalização, condução de veículos oficiais e educação para o trânsito. “Ao abordar os pilares do trânsito e o funcionamento do Sistema Nacional de Trânsito, esta formação contribui diretamente para a redução de acidentes, a padronização das práticas administrativas e a promoção de um trânsito mais seguro para toda a sociedade”, afirmou

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Formação alinhada às políticas nacionais de segurança

A iniciativa está alinhada à Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (PNSPDS), instituída pela Lei nº 13.675/2018, que prevê a valorização e a capacitação continuada dos profissionais do setor, e ao Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (2021–2030), que incentiva o fortalecimento do ensino e da pesquisa em segurança pública.

O curso Educação para o Trânsito no Contexto da Segurança Pública integra o conjunto de ações da Carteira de Políticas Públicas do MJSP voltadas à qualificação profissional e à valorização das forças de segurança, reforçando o compromisso do governo federal com a construção de um trânsito mais seguro, ético e inclusivo em todo o país.

Inscrições e certificação

As matrículas já estão disponíveis na Rede EaD Senasp. Para se inscrever, é necessário ter cadastro prévio na Plataforma Sinesp do MJSP. A certificação, concedida a quem atingir no mínimo 70 pontos de aproveitamento, poderá ser obtida a partir de 7 dias após a conclusão do curso.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil

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Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.

Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.

Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.

O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.

O que fazer

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Entre os principais atrativos estão:

  • Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.

  • Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.

  • Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.

  • Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.

  • Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.

Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.

Quando visitar

São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.

Entre os principais eventos estão:

  • Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.

  • Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.

  • Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.

  • Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.

  • Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.

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Como chegar

São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.

Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.

Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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