CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

BRASIL

Em preparação à COP30, especialistas discutem transição energética e papel estratégico da Amazônia

Publicados

BRASIL

No Dia da Amazônia, celebrado nesta sexta-feira (05/09), os olhos do mundo se voltam para a maior floresta tropical do planeta. Mais do que um símbolo, a Amazônia é peça-chave para o equilíbrio climático global e estará no centro das decisões que serão tomadas na COP30, que acontece no final deste ano, em Belém (PA).

Para discutir o papel estratégico da região na construção de um futuro climático justo e socialmente seguro, o Um Só Planeta promoveu um webinar especial, reunindo especialistas para debater temas urgentes: a importância da ciência para compreender e proteger a Amazônia, os caminhos da transição energética, as finanças sustentáveis, o protagonismo da juventude e as responsabilidades dos setores público e privado.

O objetivo é claro: a partir de soluções locais e experiências concretas, compreender como a Amazônia pode liderar a agenda climática global e influenciar diretamente os debates da COP30. Segundo Mariana Espécie, assessora do Ministério de Minas e Energia, a conferência em Belém será uma oportunidade única para avançar em decisões efetivas sobre a transição energética.

Leia Também:  Ministério de Minas e Energia divulga calendário de leilões de transmissão até 2027

“É importante ressaltar que esse é apenas um dos temas que vão ser discutidos na COP30. Existem várias camadas no processo da transição energética, e uma das questões mais urgentes é a inclusão energética, pois ainda temos milhões de pessoas no mundo que não têm acesso a serviços energéticos básicos. Aqui no Brasil, isso precisa mudar, com soluções apoiadas em fontes renováveis”, afirmou Mariana Espécie.

Mariana também destacou os esforços do governo federal para garantir que essa transição seja justa e inclusiva, especialmente na região amazônica. “Desde 2024, o governo começou a repaginar um pouco dessas discussões, e essas contribuições tomaram forma na importância da participação social nesses processos de planejamento energético, com tomadas de decisão voltadas nesse sentido. No ano passado, tivemos o lançamento da Política Nacional de Transição Energética e, por meio dela, institucionalizamos o Fórum Nacional, que reúne recomendações a partir de diversos olhares”, completou.

Com a COP30 se aproximando, o desafio é alinhar ciência, sociedade, governos e setor privado para construir um futuro climático seguro. Para o Um Só Planeta, esse é um momento histórico para escrevermos juntos uma nova história para a Terra.

Leia Também:  Divulgados estados que terão recursos para ensino médio integral

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | E-mail: [email protected]


 Instagram ●  Twitter ●  Facebook ●  YouTube ●  Flickr ●  LinkedIn

Fonte: Ministério de Minas e Energia

Propaganda

BRASIL

MME abre consulta sobre regras de comercialização, armazenamento e mercado livre de energia

Publicados

em

O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu, nesta segunda-feira (24/8), consulta pública para receber contribuições sobre a minuta de decreto que atualiza as regras de comercialização e de exploração dos serviços e instalações de energia elétrica. O texto adapta os Decretos nº 5.163/2004, nº 2.655/1998 e nº 5.177/2004 às mudanças introduzidas pela Lei nº 15.269/2025 e prepara a regulamentação para a abertura integral do mercado de energia.

A consulta ficará aberta por 45 dias. A iniciativa integra a implementação da reforma do setor elétrico e submete ao debate público tanto os ajustes exigidos pela nova legislação quanto outros pontos relevantes para o funcionamento do mercado. Consumidores, empresas, entidades setoriais e órgãos públicos poderão apresentar contribuições para o aperfeiçoamento da proposta.

Entre os principais temas, a minuta coloca em discussão a flexibilização da regra que exige de consumidores e distribuidoras a contratação da totalidade de sua carga. Também propõe critérios para a comprovação de lastro de venda em contratos bilaterais de agentes armazenadores, revê as diretrizes para os limites mínimo e máximo do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) e permite reavaliar a periodicidade da contabilização e da liquidação do Mercado de Curto Prazo (MCP).

Mercado livre e armazenamento

Na frente de abertura do mercado, a proposta atualiza os prazos de migração para o Ambiente de Contratação Livre (ACL) e de retorno ao Ambiente de Contratação Regulada (ACR) dos consumidores atendidos em tensão igual ou superior a 2,3 kV. O texto também trata da dispensa de comprovação de lastro pelo supridor de última instância, agente responsável por assegurar o atendimento ao consumidor em situações excepcionais, e reabre a discussão sobre o enquadramento do consumidor parcialmente livre.

Leia Também:  Em visita fábrica a brasileira de biotecnologia, Alckmin destaca fortalecimento da indústria da saúde

O armazenamento de energia passa a ser incorporado de forma expressa à regulamentação. A minuta cria, na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a classe dos armazenadores autônomos na categoria de comercialização e prevê representação obrigatória para os agentes que comercializarem energia. Também permite que as condições gerais de acesso à rede contemplem requisitos de controle, capacidade, flexibilidade e armazenamento.

Para os supridores de última instância, a proposta determina a contabilização separada de despesas e custos. O texto ainda incorpora os novos limites legais de revisão da garantia física, inclui a flexibilidade entre as formas de contratação

de reserva de capacidade e retira o prazo mínimo de suprimento da energia proveniente de novos empreendimentos de geração.

Preços, encargos e contratação das distribuidoras

A minuta também revê regras de encargos e operação. Entre elas está a alocação dos Encargos dos Serviços do Sistema (ESS) de natureza elétrica conforme o consumo medido do autoprodutor, em alinhamento ao Acórdão nº 1.631/2026 do plenário do Tribunal de Contas da União (TCU). A proposta prevê ainda a cobertura, pelo ESS, de cortes de geração provocados por indisponibilidade externa ou por razões de confiabilidade elétrica, nos termos da legislação.

Leia Também:  Sisu 2026: manifestação de interesse na lista de espera é até hoje (2)

Para as distribuidoras, o texto torna obrigatória a participação no Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits (MCSD) antes dos leilões de energia. O mecanismo permite que as empresas compensem entre si sobras e déficits contratuais antes de recorrer a novas compras. Também estão em discussão a simplificação do critério usado na apuração da exposição contratual, o submercado de entrega dos Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEAR) e o uso da origem da demanda, como reposição, recuperação ou crescimento do mercado, para definir se a contratação será feita em leilões de energia existente ou nova.

A revisão inclui ainda novas definições para autoprodutor, armazenador e supridor de última instância, novos parâmetros para a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN) e para o cálculo do PLD e o compartilhamento, entre consumidores dos mercados regulado e livre, dos efeitos financeiros da sobrecontratação ou da exposição involuntária das distribuidoras decorrentes da migração de consumidores.

Acesse aqui o Portal de Consulta Pública do MME.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | (61) 99129-3578 (fins de semana e feriados)
E-mail: [email protected]

Fonte: Ministério de Minas e Energia

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA