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Encontro debate transparência e indicadores da Rede Federal

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O Ministério da Educação (MEC) promoveu, nos dias 6 e 7 de maio, o 2º Encontro Anual sobre Transparência Ativa e Indicadores da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. O evento ocorreu no Instituto Federal de Brasília (IFB), campus Brasília, e foi organizado pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do MEC, com o objetivo de debater os projetos existentes que tratam de dados e seus ciclos de coleta, tratamento, análise e compartilhamento de informações.  

Participaram do encontro pesquisadores, profissionais da educação, cientistas de dados e gestores públicos que discutiram práticas inovadoras em governança de dados, infraestrutura tecnológica, segurança da informação, ética e privacidade na educação profissional e tecnológica (EPT).  

O diretor de Desenvolvimento da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica do MEC, Charles Okama de Souza, explicou a importância do evento para a discussão de indicadores, sugestões e críticas para um processo cíclico de melhoria da Plataforma Nilo Peçanha (PNP), que reúne dados acadêmicos, orçamentários e de gestão da Rede Federal. “Contamos com servidores e gestores de várias áreas das instituições, permitindo o debate de indicadores de ensino, extensão, pesquisa e inovação e da própria gestão”, detalhou Okama. 

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PNP – A mais recente atualização da Plataforma Nilo Peçanha tem novas funcionalidades e recursos voltados à apresentação de dados mais intuitiva, com melhores filtros e organização das informações, tornando a análise mais detalhada e estratégica. A estrutura garante maior transparência, precisão e eficiência na gestão das instituições, contribuindo para a melhoria da formulação de políticas públicas e o acompanhamento do desempenho das instituições. A versão mais dinâmica apresenta ainda novas formas de disponibilização dos dados e de visualização, facilitando a usabilidade e a navegabilidade do usuário.  

Os dados referentes ao ano-base 2024 foram publicados e estão disponíveis para a comunidade.  

A PNP é um ambiente virtual de coleta, validação e disseminação das estatísticas oficiais, funcionando como um observatório de dados e informações da Rede Federal. A plataforma apresenta indicadores de gestão, acadêmicos e orçamentários, como matrículas, recortes de gênero, raça e renda dos estudantes, eficiência acadêmica entre outros. As informações registradas são monitoradas pelo MEC, por meio da Setec.    

Acesse a Plataforma Nilo Peçanha 

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Histórico – A PNP foi instituída pela Portaria Setec/MEC nº 1, de 3 de janeiro de 2018, e lançada em 15 de março de 2018. Em 2023, a plataforma venceu o prêmio Concurso de Boas Práticas do MEC na categoria “Aprimoramento da Transparência Ativa e Passiva e da Participação Social na Gestão Pública”.  

Nilo Peçanha – Nascido em Campos dos Goytacazes (RJ), Nilo Peçanha assinou, como presidente da República, em 23 de setembro de 1909, o decreto que criou 19 Escolas de Aprendizes Artífices, unidades que deram origem à Rede Federal. Em 2011, com a sanção da Lei nº 12.417, foi declarado patrono da educação profissional e tecnológica no Brasil.  

  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Setec   

Fonte: Ministério da Educação

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Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes

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O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.

O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.

Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.

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Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.

Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.

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Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.

Assessoria de Comunicação Social do MEC

Fonte: Ministério da Educação

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