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Enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes é tema de curso do MJSP
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Brasília, 16/05/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou, nesta sexta-feira (16), o curso Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A iniciativa reforça a importância da campanha de conscientização marcada pelo Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio).
A formação, na modalidade a distância, atende à urgente necessidade de fortalecer a atuação dos profissionais do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na proteção de crianças e adolescentes. A proposta é oferecer um curso que ensine não apenas as leis e conceitos básicos sobre violência, mas também fatores históricos, sociais, econômicos e culturais influenciam essa questão.
“O curso enfatiza a importância do trabalho em rede como estratégia central para a prevenção, a proteção das vítimas e a responsabilização dos agressores”, destacou a diretora de Ensino e Pesquisa da Senasp, Michele dos Ramos.
Ao longo de quatro módulos, os profissionais serão preparados para compreender o histórico da violência, diferenciar os tipos de violência sexual, identificar vulnerabilidades, conhecer os instrumentos legais e desenvolver ações estratégicas no enfrentamento à exploração sexual.
A expectativa é que, ao final do curso, os participantes estejam aptos a atuar não apenas como agentes de proteção, mas também como agentes de transformação social, promovendo um atendimento ético, humanizado e comprometido com a defesa dos direitos de crianças e adolescentes.
As matrículas estão abertas na Rede EaD Senasp. Para participar, o profissional interessado precisa ter cadastro na Plataforma Sinesp do MJSP.
Após inscrição, o aluno terá até 60 dias para concluir o curso. O prazo mínimo necessário para certificação dos usuários que obtiverem nota mínima de 70 pontos será de 7 dias.
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MME e MPA avançam na regulamentação da aquicultura em reservatórios de hidrelétricas
O Governo do Brasil deu mais um passo estratégico para fortalecer o uso sustentável dos recursos hídricos no país. O Ministério de Minas e Energia (MME) e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) assinaram, na última terça-feira (9/6), a Portaria Interministerial MME/MPA nº 4, que estabelece diretrizes para o uso de Áreas de Preservação Permanente (APP) e das bordas de reservatórios de usinas hidrelétricas para atividades de aquicultura.
A medida busca aprimorar a integração entre os setores elétrico e aquícola promovendo mais segurança jurídica, previsibilidade regulatória e coordenação institucional para o desenvolvimento sustentável da aquicultura em águas da União, sem comprometer a operação dos empreendimentos hidrelétricos e a segurança energética.
“Essa portaria consolida uma agenda construída de forma conjunta para ampliar o uso sustentável dos reservatórios da União. Estamos estabelecendo regras mais claras e maior coordenação entre os setores elétrico e aquícola, criando um ambiente mais seguro para investimentos, geração de emprego e produção de alimentos, sempre em compatibilidade com a operação dos empreendimentos hidrelétricos e a preservação ambiental”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
A portaria é resultado dos compromissos assumidos no âmbito do Pacto Nacional para o Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura, lançado em 2024 pelo MME e pelo MPA. Os ministérios coordenaram uma ampla agenda de articulação institucional, diálogo setorial e construção conjunta de soluções para ampliar o potencial produtivo dos reservatórios hidrelétricos brasileiros de forma compatível com a operação do Sistema Elétrico Nacional.
Mais segurança jurídica para os investimentos
A nova regulamentação institui diretrizes harmonizadas entre os dois setores, definindo as responsabilidades dos agentes envolvidos e aprimorando os fluxos administrativos relacionados à anuência e ao licenciamento ambiental. A expectativa é que a medida contribua para reduzir conflitos entre os usuários dos reservatórios, fortalecer o ambiente de investimentos e garantir maior previsibilidade para empreendimentos aquícolas instalados em águas da União.
Potencial para desenvolvimento sustentável
A aquicultura está entre as atividades agropecuárias que mais crescem no Brasil, desempenhando papel importante na geração de emprego, renda e produção sustentável de alimentos.
Em 2024, a produção aquícola em águas da União alcançou aproximadamente 148 mil toneladas, um aumento de 20% em relação ao ano anterior. Cerca de 90% desse volume foi produzido em reservatórios de usinas hidrelétricas, evidenciando a relevância dessas estruturas para a expansão da atividade.
Com a nova portaria, o Governo do Brasil reforça a gestão integrada dos recursos hídricos e cria condições para que os reservatórios sejam utilizados de forma cada vez mais eficiente e sustentável, compatibilizando segurança energética e alimentar, além do desenvolvimento econômico e da preservação ambiental.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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