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Formação reúne redes da Política Nacional de Ensino Médio

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O Ministério da Educação (MEC) realizou, de 16 a 18 de março, em Brasília, a abertura de uma formação voltada às redes de apoio da Política Nacional de Ensino Médio (Pnaem). A iniciativa, liderada pela Secretaria de Educação Básica (SEB) da pasta, reuniu 237 coordenadores e articuladores de todo o país para fortalecer a governança e impulsionar a implementação nas escolas, com atuação conjunta da Rede de Inovação para a Educação Híbrida (Rieh); da Rede de Apoio à Implementação da Política Nacional de Ensino Médio nos Territórios (REM); e da Rede Nacional de Implementação do Programa Pé-de-Meia (Renapem). 

A Rieh incentiva práticas pedagógicas inovadoras com uso de tecnologias digitais; a REM apoia a implementação da política nos territórios; e a Renapem atua diretamente na permanência e no êxito escolar dos estudantes. 

Com carga horária de 100 horas, entre atividades on-line e presenciais, a formação segue acontecendo, com conteúdos sobre governança, inovação pedagógica e assistência financeira aos estudantes. A proposta também reforça a formação continuada e apoia ações locais voltadas à permanência e à conclusão do ensino médio, além de fortalecer a articulação entre União e estados. 

Durante a abertura dos trabalhos, a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, destacou o empenho do MEC na estruturação da Pnaem. “Toda a parte pedagógica tem sido foco de disputa desde a rediscussão, em 2023, para trazer de volta a formação geral básica como garantia de direitos, especialmente para as juventudes do Brasil.”  

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Programação – Ao longo do primeiro dia, as mesas temáticas abordaram desde a formação de professores e gestores até o papel estratégico do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) na implementação da política. 

A integração entre as redes foi apontada como essencial para o avanço da política pela diretora de Educação Integral e Diretrizes para a Educação Básica, Tereza Santos Farias. “É preciso dar as mãos e fortalecer esse compromisso em defesa do direito dos estudantes. A integração das redes é o que sustenta essa construção nos territórios”, afirmou. 

A diretora de Formação Docente e Valorização dos Profissionais da Educação, Rita Esther Ferreira de Luna, destacou a importância da formação: “A política se concretiza na ponta. Por isso, investir em quem está nas redes e nas escolas é essencial para que a implementação aconteça com qualidade”, disse. 

Representantes dos estados também destacaram os impactos da iniciativa. “O Pé-de-Meia ajuda muito nesse processo de permanência e conclusão”, afirmou Aline Portal Araújo, de Rondônia. Beneficiária do programa, a estudante Assucena Letícia Neves dos Santos destacou os efeitos na sua trajetória: “Mais do que o valor, me ajudou a continuar focada nos estudos e acreditar que é possível conquistar meus objetivos”. 

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No último dia do encontro, a programação foi dedicada ao aprofundamento de pautas específicas das redes, com foco na implementação das ações. As atividades abordaram normativos, monitoramento e o Sistema de Proteção às Trajetórias Escolares. 

A formação reforça um modelo de gestão que integra planejamento, acompanhamento e inovação, ampliando o impacto das políticas educacionais. A expectativa é que a articulação entre MEC, estados e redes contribua para fortalecer a permanência, a aprendizagem e a conclusão do ensino médio em todo o país. O encontro resultou na elaboração da “Carta de Compromisso de Brasília”, que orienta a atuação conjunta das redes nos próximos meses. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB    

Fonte: Ministério da Educação

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Das praias e chapadas às serras, florestas e montanhas: conheça as trilhas de longo curso mais famosas do Brasil

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Atravessar praias, chapadas, serras, florestas e montanhas seguindo caminhos sinalizados que ligam parques, áreas protegidas e comunidades tradicionais é uma experiência cada vez mais presente no turismo brasileiro. Atualmente, o país conta com 205 trilhas registradas na Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, somando 41,5 mil quilômetros planejados, dos quais 16,2 mil já estão implementados.

Desse total, 22 rotas são reconhecidas como parte da política pública nacional de trilhas. Esses percursos conectam centenas de municípios, promovem a conservação dos biomas e aproximam visitantes da história, da cultura e da biodiversidade de cada região.

Referências

No Rio de Janeiro, a Transcarioca é considerada uma das pioneiras entre as trilhas de longo curso estruturadas no Brasil. Com cerca de 183 quilômetros, liga a Barra de Guaratiba ao Morro da Urca, cruzando áreas como o Parque Nacional da Tijuca, o Parque Estadual da Pedra Branca e outros espaços protegidos. Pela facilidade de acesso urbano e pelo apelo visual, está entre as rotas mais conhecidas do país, revelando a Mata Atlântica em plena capital fluminense.

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Em Goiás, o Caminho de Cora Coralina une natureza, história regional e literatura. São 300 quilômetros que conectam Corumbá de Goiás à Cidade de Goiás. O trajeto percorre oito municípios, resgata antigas rotas do interior goiano e homenageia a poetisa em meio às paisagens do Cerrado.

Também no Cerrado, o Caminho dos Veadeiros passa por cachoeiras, cânions e formações rochosas na região da Chapada dos Veadeiros. A rota integra municípios como Formosa, Alto Paraíso de Goiás, São João d’Aliança e Cavalcante, em um dos destinos de ecoturismo mais conhecidos do interior do país.

Na Serra da Mantiqueira, a Transmantiqueira atravessa mais de 40 municípios entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. São cerca de 1.200 quilômetros que interligam parques e áreas protegidas, sendo uma das travessias de referência para praticantes de trekking e montanhismo.

Em Minas Gerais, a Transespinhaço percorre aproximadamente 1.280 quilômetros ao longo da Serra do Espinhaço, região reconhecida como Reserva da Biosfera. O trajeto reúne biodiversidade, patrimônio histórico e contato com comunidades locais em um dos grandes corredores naturais do país.

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No Sul, os Caminhos da Baleia Franca margeiam o litoral catarinense conectando praias, costões, dunas e lagoas. Em um percurso de aproximadamente 172 quilômetros, a trilha combina caminhada, paisagens costeiras e observação da fauna marinha, especialmente durante a temporada de migração da baleia-franca-austral.

Integração

As trilhas de longo curso contribuem para organizar o uso turístico de áreas naturais, orientar visitantes e fortalecer a conservação da natureza. A sinalização padronizada, conhecida pelas pegadas amarelas e pretas, facilita a experiência de quem percorre os caminhos e ajuda a dar identidade às rotas brasileiras.

Esses percursos também movimentam a economia local. O fluxo de visitantes gera demanda por hospedagem, alimentação, transporte, condução de visitantes, guias e pequenos serviços nos municípios atravessados pelas trilhas.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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