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Fórum Brasileiro de Segurança Pública: Senad apresenta iniciativas de prevenção às violências associadas aos mercados ilegais na Amazônia
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Manaus, 15/08/2025 – Políticas de prevenção à violência, de proteção da juventude e de desenvolvimento alternativo desenvolvidas pela Secretaria Nacional de Política sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), especialmente em municípios da região Norte, foram apresentadas durante o 19º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
A titular da Senad, Marta Machado, e a coordenadora-geral do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) Juventude, Monalyza Alves, participaram do evento, que ocorreu de quarta-feira (13) a sexta-feira (15), em Manaus (AM).
Marta apresentou dois programas estratégicos da Senad: o Crescer em Paz: Estratégia de Justiça e Segurança Pública para Proteção de Crianças e Adolescentes e o Pronasci Juventude. Ambos têm como foco a prevenção e o fortalecimento de trajetórias de vida protegidas para adolescentes e jovens em contextos de risco.
A Crescer em Paz, lançada em abril, reúne 45 ações intersetoriais que visam diminuir os fatores de risco e fortalecer os de proteção. As iniciativas envolvem educação, saúde, assistência social, segurança pública e cultura, com foco na redução de comportamentos violentos, do uso de substâncias psicoativas e da vulnerabilidade ao aliciamento por organizações criminosas.
Já o Pronasci Juventude é voltado para jovens de 15 a 24 anos que vivem em territórios com alta incidência de violência e presença do crime organizado. O programa tem como objetivo oferecer alternativas reais de vida digna, por meio de qualificação, acompanhamento multidisciplinar e projetos socioprodutivos. Atualmente, atende 4 mil jovens — e a meta é alcançar 15 mil até o fim de 2026. “Hoje já se considera o trabalho no tráfico de drogas a pior forma de trabalho infantil. Precisamos olhar para esses jovens como sujeitos que precisam ser protegidos e amparados”, ressaltou a secretária.
Durante a apresentação, Marta também alertou sobre o cenário preocupante da região Norte, com destaque para o Amazonas, onde jovens de comunidades indígenas e tradicionais são alvos crescentes do narcotráfico. “Recebemos notícias diárias sobre o aliciamento de jovens indígenas. Por isso, estamos iniciando uma parceria com o Instituto Federal do Amazonas para criar oportunidades seguras e sustentáveis, desenvolvendo alternativas concretas que possam mudar a trajetória deles”, explicou.
Além da abertura, Marta Machado participou do Painel Desarticulação de Organizações Criminosas na Amazônia: Integração, Inteligência e Recuperação de Ativos. A secretária também mencionou experiências de programas de inclusão social e atendimento das populações em situação de vulnerabilidade, como o programa De Braços Abertos, que foi implementado em São Paulo (SP), e o Corra pro Abraço, na Bahia (BA).
Juventude como prioridade
A coordenadora-geral do Pronasci Juventude, Monalyza Alves, também participou da programação do evento e integrou o Painel Futuro em Risco: Racismo e Violência contra Adolescentes e Jovens no Brasil. Ela apresentou a metodologia de acompanhamento do programa, que coloca a trajetória do jovem no centro da política pública.
Monalyza explicou que a perspectiva é construir o programa a partir da trajetória do jovem, com a educação como ponto de partida, além do acompanhamento multidisciplinar com equipe de saúde, jurídica e social. “A gente não chega com o curso pronto e impõe. A escuta vem primeiro: o jovem escolhe o curso, escolhe a área com a qual se identifica — seja administração, barbeiro ou enfermagem. Isso evita evasão e gera engajamento. A partir do oitavo mês, trabalhamos com a construção do projeto socioprodutivo desse jovem”, detalhou Monalyza. Além do Amazonas, o programa está presente na Bahia, no Distrito Federal (DF), em Pernambuco (PE) e no Rio de Janeiro (RJ).
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MEC recebe comitiva da África do Sul
Entre os dias 24 e 26 de agosto, o Ministério da Educação (MEC) recebe representantes do governo da África do Sul. Na terça-feira, 25 de agosto, equipes da pasta levaram a comitiva sul-africana para visitar o Campus Planaltina do Instituto Federal de Brasília (IFB), com o objetivo de conhecer de perto as práticas educacionais brasileiras na agricultura e na alimentação escolar. Na ocasião, a delegação visitou as instalações de agroecologia, bovinocultura, agropecuária e integração florestal, além dos laboratórios de biotecnologia e agricultura 4.0. Ao fim da agenda, a equipe também almoçou no restaurante estudantil do instituto.
A comitiva é liderada pelo diretor-geral do Departamento de Educação Básica da África do Sul, Hubert Mweli, e pelo diretor-geral da Divisão de Inteligência de Negócios e Líder do Grupo de Trabalho de Educação do IBAS (Índia, Brasil e África do Sul), Paddy Padayachee.
Após a conclusão da visita, Mweli destacou a estrutura, os departamentos e a capacidade produtiva do campus, mostrando que, segundo ele, o Brasil está pronto para garantir a segurança alimentar da população. Hubert Mweli assegurou que os dois países estão trabalhando muito próximos em diversas áreas que levarão ao desenvolvimento mútuo. O diretor também elogiou o modelo dos institutos federais e afirmou que pretende estudar a implementação de alguns dos conceitos na educação da África do Sul.
Agenda – Além da visita ao IFB, a comitiva participou de outros encontros em Brasília. Na segunda-feira (24), as atividades foram voltadas às discussões sobre a cooperação Brasil-África do Sul; a colaboração dentro do IBAS em aprendizagens fundamentais de qualidade; e os sistemas de alimentação escolar nos dois países. Na terça-feira (25), após a visita ao IFB, no período da tarde, as equipes tiveram conversas sobre os sistemas de educação básica desenvolvidos na África do Sul e no Brasil.
A integração entre as comitivas brasileira e sul-africana continua nesta quarta-feira, 26 de agosto. Pela manhã, estão previstas conversas direcionadas aos temas de sustentabilidade, formação de professores e gestores, resiliência climática e equidade, por meio do intercâmbio de informações sobre políticas públicas desenvolvidas em cada um dos países. Por fim, no período da tarde, será realizada uma sessão de feedbacks para debater as impressões da visita e discutir os próximos passos da colaboração.
Pnae – A experiência brasileira desperta o interesse internacional por sua dimensão e arcabouço normativo. Executado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) atende aproximadamente 40 milhões de estudantes na educação básica pública, ofertando cerca de 50 milhões de refeições diárias — o que totaliza aproximadamente 10 bilhões de refeições ao longo do ano letivo.
As diretrizes do programa estabelecem que a elaboração dos cardápios é de responsabilidade de nutricionistas, considerando faixas etárias, hábitos locais e a produção regional. A legislação exige que, no mínimo, 85% dos recursos sejam destinados a alimentos in natura ou minimamente processados, limitando os ultraprocessados a até 10%. Além disso, pelo menos 45% do orçamento repassado pelo FNDE deve ser utilizado para a aquisição direta de produtos da agricultura familiar, incluindo a pesca artesanal e a aquicultura.
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Referencial de excelência – A escolha do Campus Planaltina do IFB para a visita de campo deu-se por sua vocação agrícola e estrutura de ensino técnico vocacional. O campus conta com aproximadamente 1,5 mil hectares e se destaca nas áreas de agroecologia, agropecuária, agroindústria, inovação aplicada à agricultura e biotecnologia. Durante a visita, a delegação percorreu o Galpão de Práticas Agroecológicas e o Centro de Formação Técnica, onde conheceu maquinários de agricultura de precisão e a produção local mantida pelos estudantes, que inclui grãos, hortaliças e laticínios.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria Internacional e FNDE
Fonte: Ministério da Educação



