BRASIL
Governo Federal capacita profissionais para qualificar atendimento à população em situação de rua
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Brasília, 7/4/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) deu início ao Curso de Atendimento às Pessoas em Situação de Rua. A cerimônia de abertura, nesta terça-feira (7), contou com a participação de representantes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e reuniu dezenas de profissionais da segurança pública de vários estados na capital federal. As atividades começaram na segunda-feira (6).
A diretora de Ensino e Pesquisa da Secretaria Nacional de Segurança Pública (DEP/Senasp), Michele Gonçalves dos Ramos, destacou a importância da capacitação para a atuação das forças de segurança.
“Os profissionais da segurança têm papel essencial no atendimento às pessoas em situação de rua, que enfrentam alto grau de vulnerabilidade e estigmatização. Para mudar esse cenário, é necessária a integração de políticas públicas que garantam direitos e contribuam para um País mais seguro e acolhedor”, afirmou a diretora, na abertura do evento.
A secretária nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), Marta Machado, ressaltou a importância do formato presencial, especialmente por se tratar de um tema sensível. Segundo ela, o acolhimento no âmbito do Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas é realizado por pessoas e exige capacitação contínua.
“O curso foi estruturado com base no conceito de segurança pública equilibrada, que combina o enfrentamento ao crime organizado com ações de acolhimento, garantindo que pessoas em situação de vulnerabilidade tenham acesso aos seus direitos”, disse Marta Machado.
O diretor de Pesquisa, Avaliação e Gestão de Informações, Daniel Duarte, afirmou que a participação de agentes de todos os estados representa um avanço na promoção da cidadania da população em situação de rua.
“A matriz do curso foi construída a partir de escuta e pesquisa. Identificamos as necessidades de quem atua diretamente no atendimento para promover abordagens mais qualificadas e empáticas. A presença dos alunos reforça o compromisso com a melhoria do acolhimento e do acesso a direitos”, destacou.
A diretora de Gestão do Sistema Único de Assistência Social do MDS, Clara Sá, e o diretor de Proteção Social Especial, Regis Spíndola, deram aula magna no curso. Durante a apresentação, Clara Sá trouxe dados sobre essa população e ressaltou a importância de iniciativas integradas para qualificar o atendimento.
“Atuar com respeito e compromisso exige conhecer as políticas públicas disponíveis para, então, apresentá-las a um público que vive múltiplas vulnerabilidades. As respostas construídas de forma conjunta podem transformar realidades”, concluiu.
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Wellington Lima destaca proteção a jornalistas e defensores de direitos humanos em homenagem a Dom Phillips e Bruno Pereira
Mais do que uma premiação, o concurso buscou preservar a memória do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, assassinados em junho de 2022 durante uma expedição no Vale do Javari, no Amazonas (AM). Reconhecidos pela atuação em defesa dos povos indígenas, da proteção ambiental e da liberdade de informação, os dois se tornaram símbolos da luta pelos direitos humanos e da necessidade de garantir segurança a jornalistas, comunicadores e defensores socioambientais.
Promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), com apoio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o concurso integra o Plano de Ação brasileiro para o cumprimento das medidas cautelares determinadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) após o assassinato de Phillips e Pereira. O concurso contou ainda com apoio do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Durante a cerimônia, Wellington Lima ressaltou a importância de preservar a memória dos jornalistas e destacou os avanços promovidos pelo Estado brasileiro para fortalecer a proteção de jornalistas, comunicadores e defensores de direitos humanos.
“Estamos aqui também para exercer o dever de memória. Bruno e Dom não devem ser lembrados apenas pela tragédia que os vitimou, mas pelo legado que construíram e pelas transformações que ainda inspiram o Brasil”, afirmou o ministro.
Segundo Wellington Lima, a atuação conjunta entre Governo e sociedade civil tem sido fundamental para a construção de respostas concretas às demandas relacionadas à proteção de direitos humanos e à liberdade de imprensa. Ele destacou a criação do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, espaço permanente de articulação que contribuiu para a elaboração do Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais.
Ao encerrar sua participação, o ministro reforçou a importância da responsabilização dos autores de crimes cometidos contra defensores de direitos humanos e profissionais da comunicação.
“Temos confiança de que as investigações e os processos judiciais desses casos devem seguir seu curso com a seriedade, a atenção e o rigor que essas situações exigem”, declarou.
Premiação reconhece iniciativas em defesa dos direitos humanos e do meio ambiente
Lançado em março deste ano, o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação recebeu 912 inscrições de todas as regiões do País. O concurso contemplou seis categorias: Reportagem em Texto, Fotojornalismo e Artes Visuais, Reportagem Audiovisual, Comunicação Indígena, Comunicação de Comunidades Tradicionais e Educação Midiática. Ao todo, foram distribuídos R$ 300 mil em premiações.
Em cada uma das seis categorias, foram premiadas três iniciativas. Os vencedores do primeiro lugar receberam R$ 30 mil, enquanto os segundos e terceiros colocados foram contemplados com R$ 15 mil e R$ 5 mil, respectivamente. A premiação buscou valorizar produções comprometidas com a promoção dos direitos humanos, a proteção ambiental, a defesa dos povos indígenas e o fortalecimento da comunicação de interesse público.
Também participaram da solenidade o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira; o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; a ministra interina dos Direitos Humanos e da Cidadania, Caroline Dias dos Reis; o secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey; a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto; o vice-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, José Luis Caballero Ochoa; o encarregado de Negócios da Embaixada do Reino Unido, Tony Kay; o adjunto do advogado-geral da União, Júnior Divino Fideles; e o representante das organizações peticionárias, Eliésio Marubo.
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