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Lewandowski defende atuação coordenada no combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro
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Brasília, 23/06/2025 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, defendeu uma atuação coordenada entre instituições nacionais e organismos internacionais, durante a abertura do seminário Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro: Novos Mecanismos da Cooperação Internacional, nesta segunda-feira (23). O evento foi promovido pelo Ministério Público Federal (MPF) e a Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU),
“O crime organizado é um fenômeno global que afeta a todos, independentemente do nível de desenvolvimento, da região geográfica ou do regime político”, afirmou Lewandowski. Para o ministro, o sucesso no combate a essa ameaça depende da integração de esforços internos com a união estratégica entre países parceiros.
Lewandowski explicou que a estratégia do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) está alicerçada em dois pilares principais: a cooperação policial e a cooperação jurídica internacional. “Somente com ações nessas duas vertentes conseguiremos desmobilizar os grupos criminosos, sobretudo financeiramente”, destacou.
Parcerias
No plano policial, o ministro mencionou a intensificação de alianças com países vizinhos da América do Sul e deu como um exemplo o recente acordo firmado com a Argentina e o Paraguai para atualizar o Comando Tripartite na Tríplice Fronteira. “Queremos integrar nossa estratégia doméstica com uma estratégia regional construída com nossos parceiros prioritários”, explicou.
A cooperação também se estende ao eixo norte, com países vizinhos da Bacia Amazônica, e a parceiros históricos do mundo desenvolvido. Ele destacou o acordo assinado em março com a Europol, que permitirá operações conjuntas com os 27 países da União Europeia. Segundo o ministro, acordos semelhantes estão sendo negociados com nações da África, do Oriente Médio e da Ásia.
Legislação mais moderna
Na esfera jurídica, o foco tem sido a modernização de marcos normativos e a expansão da rede de cooperação penal. Lewandowski citou acordos atualizados com a França e o Chile, além da conclusão das negociações com a Argentina. “O novo tratado com a Argentina inclui dispositivos inovadores, como audiências por videoconferência, equipes conjuntas de investigação e assistência mútua em crimes cibernéticos”, afirmou. Ele acrescentou que esse modelo servirá de base para futuros acordos bilaterais.
O ministro ressaltou ainda o reforço na atuação do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), responsável por articular a cooperação entre órgãos nacionais e estrangeiros. “Nosso grande desafio agora é doméstico: integrar as ações de forma coordenada e com pleno respeito às competências dos diversos órgãos em todos os níveis da Federação”, pontuou.
Por fim, Lewandowski afirmou que o Brasil avalia a possibilidade de associação à Eurojust, o que poderá fortalecer ainda mais os mecanismos de integração jurídica internacional. “Tenho convicção de que estamos todos unidos em torno desse mesmo ideal: convergir nossas ações, à luz de nossas competências constitucionais, para combater com agilidade e eficácia jurídica a ameaça representada pelo crime organizado transnacional.”
Participações
Também integraram a mesa de abertura o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco; o vice procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand; o representante da delegação da União Europeia ministro Jean-Pierre Bou; e o procurador Nacional Antimáfia da Itália, Giovanni Melillo.
Segundo Paulo Gonet, os métodos empregados para o enfrentamento à criminalidade precisam evoluir para responder com eficiência e estratégia aos desafios impostos pelas organizações criminosas, que têm, cada vez mais, se especializado.
“Não podemos dar espaço para que essas organizações do mal substituam o poder do Estado na organização nacional. Todo o esforço para que esse desafio seja vencido pelos poderes públicos merece o nosso apoio”, disse. Ele citou que “uma nova forma de enfrentar esses desafios é que inspirou a PEC apresentada pelo ministro Ricardo Lewandowski, que também é uma resposta ao clamor da população para que a segurança seja fortalecida”.
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Termina hoje (28) o prazo para inscrições nos Cadernos Equidade
O Ministério da Educação (MEC) recebe até esta sexta-feira, 28 de agosto, as propostas de conteúdos para integrar os Cadernos Equidade em sua chamada sobre educação especial inclusiva. Desenvolvido em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o material busca difundir conhecimentos e boas práticas sobre iniciativas de diversidade, promoção da equidade e inclusão na educação brasileira. Para compor os cadernos, serão coletados artigos originais e inéditos sobre as áreas de educação bilíngue de educação especial inclusiva, dentro dos eixos e dos critérios estabelecidos nos editais das chamadas públicas. O prazo da chamada referente à educação bilíngue de surdos vai até o dia 11 de setembro.
O chamamento público é destinado a acadêmicos, pesquisadores, especialistas, docentes, gestores, profissionais da educação e demais pessoas interessadas. A comissão editorial responsável pela avaliação dos textos será constituída pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC.
Educação bilíngue de surdos – A chamada para a educação bilíngue de surdos está relacionada à Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (PNEBS) e contempla artigos sobre essa modalidade educacional, que prevê a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua e a língua portuguesa escrita como segunda língua.
Os acadêmicos devem propor artigos seguindo eixos como: currículo, projeto político-pedagógico e práticas pedagógicas; estudos sobre produção, avaliação, circulação e uso de materiais didáticos; e estudos sobre formação inicial e continuada de professores, gestores e demais profissionais da educação que atuam na educação bilíngue de surdos.
- Processo de submissão: os trabalhos voltados para a PNEBS devem ser enviados para o endereço eletrônico [email protected].
Educação especial inclusiva – Para os artigos relacionados à Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI), os trabalhos deverão seguir eixos como: federalismo e gestão de sistemas educacionais inclusivos; educação especial como modalidade transversal a todos os níveis, etapas e modalidades; financiamento da educação especial.
Os interessados devem consultar os respectivos editais para verificar os critérios de participação, os eixos temáticos e as orientações para submissão dos trabalhos.
Processo de submissão: os acadêmicos e especialistas que desejam abordar a PNEEI devem enviar os textos para o endereço eletrônico [email protected].
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação



