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MEC anuncia programa de aceleração da inovação tecnológica
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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu), anunciou, nesta quinta-feira, 22 de maio, a chamada pública para o Programa Acelera NIT Brasil, que vai selecionar até 20 núcleos de inovação tecnológica (NITs) de universidades federais neste primeiro ciclo. O objetivo é fortalecer os NITs, por meio da inovação, do empreendedorismo e da sustentabilidade, com ações de promoção da profissionalização e estruturação. O programa busca, ainda, fortalecer o papel das universidades no Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI), incentivando a criação de parcerias tecnológicas e o uso de instrumentos previstos no Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Os NITs selecionados terão apoio em três núcleos: trilhas de aceleração; consultorias no formato concierge; e aporte de recursos financeiros. Ao todo, o investimento é de R$ 3,76 milhões, provenientes do MEC por meio da Sesu. A iniciativa integra o “Eixo Educação Superior – Qualidade, Democracia, Equidade e Sustentabilidade” do Plano Plurianual (PPA) 2024/2027, que abrange aspectos como a qualidade do ensino, a democratização do acesso, a promoção da equidade e a adoção de práticas sustentáveis.
O anúncio foi feito durante uma reunião na Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). “Com essa ação, o MEC enfatiza seu compromisso com o fortalecimento das estruturas de inovação nas universidades federais, contribuindo para ampliar a articulação entre ciência, tecnologia, sociedade e desenvolvimento nacional”, destacou a coordenadora-geral de Planejamento Acadêmico, Pesquisa e Inovação da Sesu, Mariana Gaete.
Fruto de uma parceria entre o MEC e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o programa é executado pela Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica da UFMG, com apoio da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep).
O Acelera NIT Brasil está estruturado em quatro eixos estratégicos, que orientam as trilhas de formação e o suporte oferecido. São eles:
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Gestão e Governança dos NITs: fortalecimento da estrutura organizacional, modelos de gestão e compliance dos NITs;
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Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia: capacitação para proteção, licenciamento e comercialização de ativos tecnológicos;
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Empreendedorismo e Inovação Aberta: incentivo à cultura empreendedora, apoio à criação de startups e conexões com o setor produtivo; e
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Instrumentos Legais e Fomento à Inovação: aplicação de marcos regulatórios, captação de recursos e incentivo a parcerias estratégicas.
Edital – O edital de chamamento público está previsto para ser publicado no dia 9 de junho, mesmo dia em que as inscrições serão abertas. O programa está organizado nas seguintes etapas: inscrição do NIT; seleção e avaliação da maturidade do NIT; participação nas trilhas de formação; e execução do planejamento estratégico com suporte do programa.
As propostas poderão ser enviadas até 27 de junho, por meio de formulário eletrônico específico. Elas devem estar alinhadas a temas estratégicos nacionais como bioeconomia, economia de impacto, transformação digital, transição energética, entre outros, em consonância com programas como o Nova Indústria Brasil e o Plano de Transformação Ecológica.
O resultado preliminar da seleção está previsto para ser divulgado no dia 4 de julho, e o período para interposição de recursos será entre os dias 7 e 9 de julho. O resultado final está previsto para ser divulgado no dia 11 de julho.
O primeiro ciclo do Acelera NIT Brasil terá duração de seis meses, com previsão de conclusão em novembro de 2025. Os recursos poderão ser executados no prazo de até 18 meses. Os NITs interessados devem observar os critérios de elegibilidade e as demais exigências descritas no edital disponível na página do programa.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu
Fonte: Ministério da Educação
BRASIL
MME publica diretrizes para leilão inédito de armazenamento de energia em baterias no Brasil
O Ministério de Minas e Energia publicou, nesta quarta-feira (3/6), a Portaria Normativa que estabelece as diretrizes e a sistemática do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência, por meio de novos sistemas de armazenamento de energia em baterias – LRCAP de 2026 – Armazenamento. A medida representa um marco para a modernização do setor elétrico brasileiro, ao viabilizar a contratação de sistemas de baterias em larga escala para reforçar a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a iniciativa une segurança energética, transição energética e a política industrial desenvolvida pelo governo liderado pelo presidente Lula.
“O Brasil dá mais um passo decisivo para modernizar o seu sistema elétrico. O leilão de baterias vai permitir armazenar energia e entregá-la nos momentos em que o sistema mais precisa, aumentando a estabilidade, aproveitando melhor as fontes renováveis e estimulando a produção nacional de equipamentos estratégicos para a transição energética”, afirmou.
A novidade é que o certame será estruturado em dois leilões distintos, nos dias 2 e 4 de dezembro. O primeiro, denominado LRCAP de 2026 – Armazenamento Nacional, será destinado a sistemas de armazenamento de energia em baterias que atendam aos requisitos mínimos de nacionalização, conforme critérios de credenciamento no âmbito do Sistema CFI do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). O segundo, denominado LRCAP de 2026 – Armazenamento, será aberto a todos os projetos de sistemas de armazenamento em baterias.
Os leilões terão como objetivo contratar disponibilidade de potência, em megawatts (MW), a partir de novos sistemas de armazenamento de energia em baterias eletroquímicas. Esses equipamentos poderão armazenar energia elétrica e devolvê-la ao sistema quando houver necessidade operativa, contribuindo para o atendimento da demanda nos horários de maior consumo. Em paralelo, também contribuem para a gestão de excedentes de geração renovável e para o aumento da flexibilidade do SIN.
Armazenamento Nacional
O LRCAP de 2026 – Armazenamento Nacional, por ser realizado primeiro, terá a prioridade no atendimento da demanda a ser definida, observada a capacidade produtiva nacional apurada e a quantidade definida para atendimento às necessidades de potência do Sistema Interligado Nacional – SIN.
Quem poderá participar do leilão
Somente poderão participar do leilão novos Sistemas de Armazenamento de Energia – SAEs, ou seja, baterias novas, conectadas ao Sistema Interligado Nacional – SIN.
Esses empreendimentos poderão ter ponto de conexão próprio ou compartilhar o ponto de conexão e as instalações de interesse restrito com outros agentes. A regra amplia as possibilidades de participação, favorece o melhor aproveitamento da infraestrutura elétrica existente ou planejada e assegura que os projetos contratados representem nova capacidade de armazenamento para atendimento ao sistema elétrico.
Contratos
Em ambos os casos, os contratos terão 15 anos de duração, com início de suprimento em 1º de agosto de 2028.
A contratação será feita por meio de Contratos de Potência de Reserva de Capacidade (CRCAPs), com remuneração pela disponibilidade da potência contratada. Os empreendimentos vencedores deverão atender aos comandos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para recarga e descarga, tanto na programação diária quanto na operação em tempo real.
Critérios
Entre os principais requisitos técnicos previstos estão a disponibilidade mínima de 30 MW, capacidade de operação contínua por pelo menos quatro horas, eficiência total mínima de 85%, tempo máximo de recarga completa de seis horas e atendimento aos requisitos técnicos de conexão definidos por ONS e EPE, incluindo funcionalidades de grid-forming.
O cadastramento dos projetos junto à Empresa de Pesquisa Energética (EPE) será realizado entre 15 de junho de 2026 e 31 de julho de 2026. Excepcionalmente, a apresentação de Licença Prévia, Licença de Instalação ou Licença de Operação não será requisito para a habilitação técnica, cabendo ao edital definir o prazo para obtenção do licenciamento ambiental pelos projetos vencedores.
Para o leilão com conteúdo nacional, a assinatura do contrato ficará condicionada à apresentação de documentação comprobatória emitida pelo BNDES, referente ao credenciamento do sistema de armazenamento no Sistema CFI. A medida busca compatibilizar a contratação de potência para segurança do sistema elétrico com o estímulo à indústria nacional de equipamentos para armazenamento de energia.
A portaria também prevê mecanismos de competitividade locacional. Projetos conectados em pontos do SIN que proporcionem benefícios sistêmicos adicionais poderão fazer jus, exclusivamente para fins de competição no leilão, à aplicação de bonificação locacional, conforme estudos da EPE e do ONS. Esses pontos estão definidos no Anexo II da Portaria.
Esse mecanismo busca valorizar empreendimentos cuja localização contribua de forma mais eficiente para a operação e a expansão do sistema elétrico, considerando aspectos como a redução de restrições de transmissão, o alívio de carregamentos em áreas críticas, o aumento da confiabilidade do atendimento e a melhor integração dos recursos contratados às necessidades elétricas do SIN.
Com a publicação da portaria, o MME consolida as bases para a primeira contratação estruturada de sistemas de armazenamento em baterias. A iniciativa reforça o papel das baterias como tecnologia estratégica para a transição energética brasileira, ao ampliar a confiabilidade do sistema e permitir maior integração de fontes renováveis variáveis à matriz elétrica nacional.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]
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